Jogos que gostamos que são tidos como ruins pela maioria
Publicado por Renatito, em .
Como é gostar de um jogo que é tido como ruim/péssimo pela maioria? Não deve fazer diferença, ou não deveria, afinal, cada um tem seu gosto pessoal. Mas é intrigante pensar que curtimos alguma coisa que é rejeitada pelos outros, pois o ser humano tende a querer que seus gostos e desejos sejam aprovados pelas outras pessoas. É aquela velha busca por aceitação que faz parte de nossa adolescência, mas que por vezes insiste em perdurar na fase adulta. Porém, estamos aqui sem medo de sermos felizes e com coragem de admitir que gostamos desses jogos que provavelmente a maioria de vocês devem achar uma tranqueira. Não riam ou sintam repulsa, porque como já falei, cada tem o seu gosto pessoal e provavelmente alguns de vocês gostam de um ou outro jogo que é considerado ruim ou é odiado pelo público.

Talvez muitos não conheçam os jogos que serão citados aqui, então é uma bela oportunidade de conhecer novos games que podem ter sido relegados ao esquecimento por serem de qualidade duvidosa. Esperamos que vocês gostem e vamos à lista!



Alucard - ReCore


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Eu conheci esse game na E3 de 2015 lembro que o trailer me chamou a atenção, porém com seu lançamento desastroso em 2016 com game completamente bugado e as análises negativas não senti a menor vontade de jogar até 2019 quando resolvi dar uma chance já que o game estava no Game Pass. Que jogo divertido, sei que ele tem inúmero defeitos, porém diversão e imersão que ele me ofereceu me fez ignorar todos os defeitos o combate extremamente frenético com um sistema muito peculiar, a história em conjunto com aquele universo me deixou fascinado querendo explorar aquele mundo(infelizmente não se tinha muito para achar (kkkkk) e a protagonista Joule é encantadora, mas os dois pontos altos desse game que me fizeram amar ele são os elementos plataforma algo que eu não esperava é foi minha maior surpresa e as “Dungeons” como elas levam habilidade do jogador ao limite quando esse dois pontos se juntos ali está auge desse game. Por esses motivos sou um eterno defensor de Recore.



Billy Butcher - Assassin's Creed Unity


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Apesar de muitos o detestarem pelo seu lançamento desastroso com inúmeros problemas de bugs e má performance, Asssassin's Creed renova a fórmula da franquia em termos de jogabilidade e exploração, trazendo mecânicas táticas e de espionagem muito mais avançadas, mostrando uma evolução natural perante os jogos da franquia na 7° Geração.

Não só isso, mas toda o seu design e animações são bem refinados, com uma Paris rica em detalhes e interações, um número absurdo de NPCs com seus estilos de vida e agir próprio. Sem contar o fato deste ser o jogo com o melhor Parkour da série, suave e bem programado, possibilitando diversas maneiras de se deslocar e realizar Stealth Kills/Exploração Livre.

Um dos poucos defeitos que noto de fato é o enredo muito simples e até clichê em certo ponto, mas que não fica enjoativo ou apelativo, dando vida aos personagens de acordo que as horas passem. Última ressalva para o Co-op do game que é excelente, com variações e inúmeros elementos de jogabilidade, missões únicas e mapa explorável, e ser o último jogo da franquia Assassin's Creed com componente multi-jogador.



Char - Watch Dogs


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Bom, é padrão Ubisoft. E como é tradição da Ubisoft todo o meu hype começou lá naquele trailer da E3 de 2012. O jogo tem história clichê, mundo repetitivo, e a dublagem PT-BR não é nível Dragon Ball, mas foi uma boa experiência.

Foi no início da oitava geração, com poucos jogos, teve polêmica com GTA V (Dois meses são suficientes para visitar Los Santos), mas curti muito mais WD do que esse último, mesmo com todos os seus gloriosos 97 de Metacritic em várias plataformas e aclamação mundial, porém, Watch_Dogs caiu como uma luva nessa época.

Eu jogo pela gameplay, e Watch_Dogs tem gameplay, e por mais que suas mecânicas de hack fossem simples com o apertar de um botão, deixava interessante furtar, espiar, burlar, traçar estratégias.

E o mundo sombrio e frio dessa Chicago realista me conquistou. Observar a vida dos NPCs, abusar da mecânica de bullet time, os puzzles interativos espalhados pelo mapa valeu cada centavo e horas gastas.

Outra coisa é o jeito de Aiden Pearce. Não é um protagonista memorável, mas é o tom de protagonista que está fazendo falta nos jogos seguintes da franquia. Por fim, muita gente jogou e costuma dizer que é ele ruim, e isso só melhora o apreço que tenho por este jogo underrated. No final, o que importa é a sua experiência pessoal.



Dex - Splatterhouse


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O Splatterhouse que vou citar é o remake lançado no Xbox 360 e PS3. O original foi lançado em 1988. O jogo não possui uma história "WOOOW" nível CD Projekt, Rockstar ou Naughty Dog, não tem os gráficos chamativos mesmo pra época. Justamente por ser despretensioso consigo mesmo, foi um dos jogos mais divertidos que já joguei. Um jovem que vira uma espécia de "Jason" anabolizado, com uma trilha sonora pesadíssima e muita pancadaria e sangue, é um jogo que garante algumas horas de diversão. Simplesmente ignore as reviews que o tentaram levar a sério, e se divirta.



oKardec - Rust (quando era beta)


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Lançado como um jogo de sobrevivência pós-apocalíptica, RUST era até então um grande mundo aberto, cheio de "nada", o jogo entregava na verdade uma experiência sofrível de correr de animais e zumbis, e claro de jogadores pelados que não lhe davam a menor chance caso estivesse sozinho, enquanto tentava recolher alguns loots e equipamentos para ter alguma chance nesse mundo. Bugs, erro, falhas... falta palavras para o que poderíamos encontrar ali. MAS o jogo era desafiador, aprender as mecânicas e esquemas para se dar bem fazia um grande diferencial no "gosto" por aquele game. RUST foi uma experiência única na época pois era de longe a o game que realmente te possibilitava experimentar o gênero "sobrevivência" como uma sobrevivência deveria ser, difícil e muitas vezes cruel!

Joguei por horas e horas a versão beta, mesmo sabendo da baixa qualidade e problemas, e mesmo hoje, com o relançamento e clara melhora na nova versão do game, ainda sinto falta da sensação que aquele antigo dava, de estar simplesmente só e perdido em um mundo que a cada passo dado era um desafio diferente (ou pelas mecânicas, jogadores ou bugs), e ainda uso essa sensação como comparação e a procuro em outros games mais recentes, que por muitas vezes é uma "sobrevivência" não tão "difícil" assim.



Regin - Duke Nukem Forever


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Duke Nukem Forever infelizmente se encaixa bem nessa lista, em desenvolvimento por mais de 12 anos as expectativas do jogo eram bem altas para seu lançamento que finalmente havia sido confirmado. Mas infelizmente oque recebemos foram vários problemas como quedas de frame rate, delays de render, texturas ruins, serrilhados por toda parte, cenários terríveis, puzzles muito chatos de serem feitos, física bizarra, mini-games sem capricho algum, sistema de armas péssimo no qual você só pode carregar duas por vez, enfim Duke Nukem Forever tem vários problemas e nos sabemos desse fato... E mesmo assim eu amo ele de coração, joguei por várias horas e finalizei o game bem mais de uma vez, tenho que admitir que o humor e momentos "badass" presentes no jogo me prederam muito a ele, tornando Duke Nukem Forever a minha escolha favorita para esse lista de jogos ruins que amamos.



Renatito - Hades 2


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Lançado pela desenvolvedora brasileira Espaço Informática, Hades 2 foi um dos primeiros jogos que joguei no meu primeiro PC lá em 2004. O jogo tinha gráficos bem simples e a parte sonora é igualmente básica, mas o que eu achava engraçado e diferente na época, é que os NPCs do jogo falavam em português, só depois que eu fui descobrir que o jogo foi desenvolvido por brasileiros. Falando nos NPCs, eles foram feitos utilizando captura de sprites de atores reais, algo que já estava datado na época, e usavam roupas muito parecidas (senão idênticas) aos personagens do filme Matrix. Como o filme estreou em 1999 - meses antes do lançamento de Hades 2 - provavelmente deve ter inspirado os desenvolvedores na hora de produzir os figurinos dos personagens, e não é pra menos, afinal, Matrix foi uma febre na época.

Nunca encontrei alguém que tenha jogado esse jogo, e quando eu o mostrei aos meus amigos na época, todos eles diziam que ele era muito tosco. Só sei que eu o adorava, a cada arma nova descoberta era uma empolgação sem fim para mim. À medida que eu avançava no jogo, sentia a adrenalina misturada com o medo que vinha ao avistar um novo inimigo, inimigos esses que variavam de aliens à máquinas de médio e grande porte. Diverti-me muito com ele e foi um dos primeiros FPS que zerei. Grande abraço para a Espaço Informática.



ZeroJimmy - Clive Barker's Jericho


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Lembro de ter jogado Jericho logo quando em seu lançamento. Era um jogo confuso e grotesco, com uma jogabilidade estranha e diferente dos demais FPS da época. O jogo tinha uma lore bem vaga mas que se perdia em meio a uma gameplay divertida. Com seus bugs engraçados, trilha sonora vaga e personagens estranhos, Jericho foi um jogo divertido e completamente perdido em seu tempo. Era tanto gore que eu nem sabia o que era inimigo ou não.
Conheci poucas pessoas que jogaram este jogo e na maior parte, acharam ele ruim, mas tão ruim que chegava a ser bom. Uma pena ter recebido tão pouco suporte e visibilidade.

Mas daí vai ter pessoas me julgando pela escolha deste jogo... Engraçado que na época e ate hoje é um jogo bem pouco conhecido e ate falado. Se tu jogou e gostou, problema não é meu e sim teu. Conheci inúmeras pessoas que criticaram esta obra prima dos FPS gore.



el_asesino - Resident Evil 6


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Uns dos jogos da franquia Resident Evil mais controversos, Resident Evil 6 tem um lugar guardado no meu coração por me dar a oportunidade de jogar com quatro dos meus personagens favoritos da franquia (Leon, Chris, Ada e Hunk) e por proporcionar uma experiência coop em tela dividida com amigos e familiares, me fazendo consumir horas e horas de gameplay e diversão.
Muito se fala sobre o excesso de ação e megalomania que o game possui, mas penso que isto é um caminho que já havia sido pavimentado pelos games anteriores e a Capcom apenas tentou agradar tanto os fãs da velha guarda quanto os da nova geração ao mesclar campanhas com diferentes temáticas.



Rosa - Diablo 3


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Olha... Diablo 3 é aquela coisa, você ama ou você odeia, simples. Eu investi muito tempo nele, bem mais do que eu queria pra falar a verdade, só que por mais que eu não goste do jogo, ou de como a Blizzard tratou ele, eu amo essa desgraça em forma de jogo.

Desde 2014 com o lançamento da ultima expansão, o jogo basicamente não mudou quase nada, 6 anos, o mesmo jogo. E eu lá, fazendo o mesmo personagem, mesma build em todas as temporadas, por que só tem uma build que me diverte mesmo naquele jogo. O jogo começa assim, você faz um personagem, vai evoluindo ele de nível até chegar no 70, depois disso o jogo se resume a ficar fazendo Fendas e Fendas Maiores até o fim da temporada, só isso. Você fica lá, rodando e rodando de fenda em fenda, procurando item melhor pra fazer Fendas de níveis mais altos, até chegar na Fenda 150.

O jogo não tem items interessantes, já que grande parte dos Status necessários de uma build para a outra são basicamente os mesmos, tirando os Conjuntos e Lendários que você precisa para cada personagem, óbvio. Então, quase tudo no jogo parece ser mais do mesmo se você olhar de uma forma geral, não tem profundidade alguma, é cansativo demais dependendo da build. Sem contar o tanto de item lendário que você vai ganhando conforme vai passando de Fendas, a Blizzard conseguiu tirar aquele sentimento de que item Lendário é realmente Lendário, é tanta coisa de errada com esse jogo, que vou parar por aqui se não vou entrar em colapso, te amo Diablo 3. Grande dia!



E a exposição de jogos odiados por uns e amados por outros não para aqui! É a sua vez de dizer quais jogos que são considerados ruins por muitos mas que você gosta. Não esqueçam de participar e falar o que acharam dos votos da Equipe da GameVicio. Vamos ficando por aqui e nos vemos na próxima. Bom final de semana a todos!
renatito91
Renatito #renatito91
Historiador e fã de Xbox
Moderador do Site, 28 anos, Recife
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