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Análise do jogo "The Wheelman" para PC escrito por Uol Jogos

Escrito por Uol Jogos, nota 3 de 5, enviado por Giordano Trabach,
Além de astro de filmes de ação, Vin Diesel é conhecido por ser um grande fãs de RPGs de mesa e videogames. Tal paixão levou o ator a fundar uma produtora própria, a Tigon Studios, que esteve por trás dos jogos baseados no filme "A Batalha de Riddick". "Wheelman" seguiu o caminho inverso: Diesel foi anunciado como astro do game que eventualmente se transformaria em longa-metragem, mas até o momento Hollywood não parece estar muito interessada. E isso não deve mudar muito ao julgar pela qualidade do produto. [t1]Detonando em Barcelona[/t1] "Wheelman" é o tipo de jogo que se leva a sério, mas que não faz por onde. A começar pela história sem pé nem cabeça, que coloca Diesel na pele de um agente da CIA infiltrado no submundo do crime de Barcelona à procura de um item roubado muito importante para a segurança nacional. Nada é muito explicado, personagens surgem e desaparecem a todo instante sem motivo e o nosso famoso herói reage a tudo isso como um robô. O esquema de jogo pega elementos de séries como "Grand Theft Auto" ou "Driver", criando situações que justificam grandes perseguições automobilísticas pela capital catalã, com momentos totalmente absurdos - pense nas sequências mais exageradas da série "Carga Explosiva" e já terá uma boa idéia do que lhe espera. Diesel dirige por escadarias, salta rampas e consegue até mesmo voar de um prédio a outro com facilidade. Seu repertório ainda conta com cavalos-de-pau para atirar em inimigos em sua cola e até mesmo saltar de seu carro para roubar outro à sua frente. Também é possível utilizar o direcional direito para provocar os chamados "melee attacks", que jogam oponentes fora do caminho e servem como esquiva. A falta de compromisso com a realidade não compromete o jogo. Pelo contrário, o ambiente inverossímil que permite que Diesel voe de um carro para outro é extremamente empolgante, como em alguns dos mais memoráveis filmes de Hollywood. O estilo arcade de dirigir, de resposta rápida e simples, aliado à possibilidade de tomar atalhos mais inusitados promove grandes momentos de diversão, instigando o jogador a explorar as aberturas que o design oferece. Os primeiros estágios, principalmente, são bastante cativantes. [t1]Ação pedestre[/t1] Infelizmente o jogo logo começa a mostrar sinais de cansaço. Pelo próprio conceito básico, não há tanta coisa assim que dê para fazer com um carro. Para tentar minimizar a repetição, foram incluídas missões paralelas e um ou outro objetivo mais criativo, pulverizados ao longo das inúmeras perseguições. Até aí tudo bem, se o jogo contasse com mais maneiras de agir nessas situações, inimigos espertos e momentos que pedissem improvisos - o que não acontece. Os oponentes sofrem com uma inteligência artificial fraca e os cenários - ainda que baseados em locações reais - limitam bastante a atuação do jogador, com traçados pouco interessantes que deveriam ser mais versáteis para recompensar o pensamento rápido do usuário. Para piorar, há alguns trechos a pé simplesmente terríveis que quebram o ritmo da aventura, com o herói passeando como um boneco pelas ruas atrás de bandidos estúpidos. Os aspectos técnicos também não são dos mais empolgantes, a começar pela falta de modos multiplayer. A reprodução de Barcelona é bastante caricatural, com excesso de cores e falta de vida - com poucos pedestres e veículos preenchendo ruas e avenidas. Os personagens também são estranhos, principalmente o de Diesel, apresentado com sombras defeituosas e uma modelagem canhestra, piorados pelos diálogos batidos que deixariam os filmes do Rambo com ar shakespeariano. No mais, os componentes formam uma apresentação apenas adequada, sem qualquer elemento marcante. [t1]Considerações[/t1] "Wheelman" poderia ser um jogo de ação memorável se abraçasse seu conceito original e tentasse aperfeiçoá-lo ao máximo, criando situações mais originais e adversas para pilotagem, estimulando assim o improviso. O que acontece, no entanto, é a repetição de objetivos em lugares que logo se tornam banais e a introdução de missões a pé que atrapalham o ritmo da ação. Somados à falta de modos multiplayer e uma apresentação medíocre, não é bem o game que os fãs de Vin Diesel esperavam, ainda que ofereça momentos bem empolgantes em suas horas iniciais.
Fonte: Uol Jogos
Giordano Trabach
Enviado por Giordano Trabach
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