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3.5

Análise do jogo "Section 8" para PC escrito por Uol Jogos

Escrito por Uol Jogos, nota 3.5 de 5, enviado por Anônimo,
Depois de causar repercussão no PC com seu jogo de estratégia "Kohan" e os pacotes de expansão do "F.E.A.R." original, a Timegate resolveu apostar mais alto e embarcar nos consoles (no caso o Xbox 360) com o jogo de tiro "Section 8". Sem vergonha de reutilizar muitos elementos que consagraram grandes títulos do estilo, o lançamento consegue criar um esquema de ação frenético e estratégico ao mesmo tempo, mas fica evidente que faltou cacife e personalidade para torná-lo um grande competidor no concorrido mercado do gênero. Se você curte grandes histórias em jogos que privilegiam campanhas para um jogador, é bom avisar logo que "Section 8" não é bem sua praia. O game oferece aquele tipo de modo single player preguiçoso, que funciona como um grande tutorial com inimigos e companheiros controlados por computador. Um novo tipo de soldado A coisa até funciona, mas não há charme nenhum e o máximo que se ganha é uma melhor compreensão do enredo genérico que coloca soldados em armaduras futuristas em guerra por um planeta alienígena. A ação só começa a empolgar no modo multiplayer e seu modo Conquest para até 32 jogadores simultâneos. ?? basicamente uma mistura de games como "Battlefield" e "Quake Wars" em que se deve controlar pontos estratégicos de gigantescos mapas e, entre um avanço e outro, cumprir missões paralelas - como escoltar veículos ou invadir sistemas - para adquirir novos mimos para sua equipe. A maneira como tudo isso funciona para o jogador é interessante. Há divisões de papéis, como atiradores, médicos e engenheiros e tudo pode ser customizado de acordo com o gosto de cada usuário, desde armas a acessórios que geram combinações a gosto do freguês, muitas nem um pouco óbvias. Não há muita variedade, mas dentro do esquema geral, funciona que é uma beleza. Conheça melhor o enredo ?? fundamental também comentar as vantagens do traje cibernético que todos usam, que fornece, além da proteção extra, a capacidade de correr bem rápido e de resistir ao tranco da entrada na atmosfera do planeta - algo necessário na hora de escolher seu ponto de entrada no mapa, com direito a jetpack para planar e tudo mais. A peteca começa a cair quando o jogador se acostuma com o jogo e passa a perceber suas limitações com mais clareza. Os controles são especialmente limitados, com tempo de resposta pouco preciso e certamente frustrante dentro de um esquema tão bacana de jogo. Os veículos só pioram esta impressão e muitas vezes atrapalham mais do que ajudam. Some tudo isso a um balanceamento pobre de armas, gráficos e sons medíocres e a falta de uma identidade forte. O que fica? A sensação de que faltaram recursos para refinar um jogo bem divertido. CONSIDERA????ES "Section 8" passa longe de ser original, mas seu modo multiplayer mistura bem características de clássicos do gênero de tiro em primeira pessoa e promove partidas longas e emocionantes, com a necessidade de trabalhar em equipe para se dar bem na ação. O esquema infelizmente dá sinais de cansaço quando se torna evidente a falta de um orçamento digno para polir todos os componentes do game, em especial gráficos e sons, que não passam do medíocre. ?? uma pena que um game tão divertido não consiga deixar sua marca, principalmente quando novos episódios de concorrentes grandes como "Halo" e "Call of Duty" estão prestes a chegar.
Fonte: Uol Jogos
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