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Análise do jogo "Grand Theft Auto: Vice City" para PS2 escrito por Uol Jogos

Escrito por Uol Jogos, nota 5 de 5, enviado por marped,
Repetindo a fórmula de "Grand Theft Auto 2", que recebeu a expansão "London 1969", esta continuação do excelente "Grand Theft Auto 3" leva o jogador a Miami dos anos 80 em "Vice City". O game é uma versão expandida do jogo campeão de vendas em 2001. A produtora Rockstar North (ex-DMA) teve um ano de prazo para somar muitos itens interessantes à fórmula do game. Talvez a mais importante é a trama elaborada: o protagonista e alter ego do jogador, Tommy Vercetti, não apenas fala (o personagem do outro jogo nunca abria a boca), mas entre as missões ele conversa com a "fauna" de Vice City (traficantes, tiras corruptos, diretores de cinema, atrizes pornô, cantores... a lista é grande), tecendo uma enorme rede de intrigas. Cidade corrupta Assim como no game anterior, Vercetti não tem um único objetivo. O ex-mafioso cumpriu sua pena na prisão sem falar da máfia e foi relocado para Vice City, uma versão fictícia de Miami. Mas logo em sua primeira transação como traficante ele perde um enorme carregamento de drogas, sendo forçado a recuperar o dinheiro. Com a ajuda de um advogado mau-caráter, ele participa de missões para diferentes membros do submundo para recuperar o dinheiro. As missões são mais complexas e ousadas do que na edição anterior. Tommy deve destruir caminhões de empresas, assaltar estabelecimentos, assassinar e escoltar pessoas... a lista é enorme, e está mais longa em parte pela adição de ambientes internos - agora o personagem pode entrar em discotecas, hotéis, clubes de golfe... depois de um breve período de loading ao abrir uma porta, o interior do prédio se revela ao mafioso. A câmera é um pouco problemática nessas situações, mas a variedade é bem-vinda. Além dessas missões, o game oferece também uma infinidade de objetivos secundários para a diversão do jogador: encontrar dezenas de pacotes escondidos, realizar saltos malucos (alguns passando até pelo teto de prédios!), brincar de motorista de ambulância ou táxi, ser um vigilante e, a novidade dessa versão, entregar pizza. A variedade não pára por aí: novas armas (como chave de fenda e serra elétrica) e novas roupas também ajudam a criar mais opções para o jogador. Novos horizontes A inclusão de motos, barcos, veículos voadores e brinquedos de controle remoto, assim como a opção de saltar deles em movimento, dão uma nova dimensão ao jogo, proporcionando mais ferramentas para nosso anti-herói sacudir a cidade. Mais uma vez, é bastante divertido simplesmente rodar pela gigantesca cidade virtual sem realizar nenhuma missão - apenas provocando a polícia, causando caos e destruição. Uma mudança interessante é a possibilidade de comprar casas. Além de servir de Save Point e permitir garagens de diferentes tamanhos para guardar carros, essas bases de operações são também indicadores do crescimento da influência de Vercetti na cidade - algumas das opções são curiosas, como um estúdio de cinema. Os gráficos receberam uma atualização, mas continuam sendo inferiores aos padrões do console da Sony - isso não necessariamente é culpa da Rockstar: o jogo é tão complexo que a taxa de quadros já sofre bastante quando três policiais começam a perseguir Vercetti. Da mesma forma, o problemático sistema de mira recebeu uma necessária atualização, mas para um jogo de máfia continua insatisfatório: a mira só segue personagens em uma área restrita, e fica presa em pessoas mortas. Diversão garantida ou... CONSIDERA????ES "Grand Theft Auto: Vice City" é um jogo excelente em seu próprio mérito - mas não passa de muito além de uma expansão do título de sucesso de 2001. Porém, ao pagar o preço de um jogo novo, quem comprou o outro game vai perceber que esse é apenas uma evolução, e não uma revolução como o terceiro título da série. O game é mais do mesmo... felizmente, com mais de 50 horas de diversão, "Vice City" vale o investimento.
Fonte: Uol Jogos
marped
Enviado por marped
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Niterói, Rio de Janeiro, Brasil
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