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Análise do jogo "Medal of Honor: Heroes" para PSP escrito por Outer Space

Escrito por Outer Space, nota 6 de 10, enviado por Giordano Trabach,
Basta jogar cinco minutos de Medal of Honor: Heroes para concluir que duas coisas jamais irão vingar no PSP: filmes em UMD a 20 dólares e jogos de tiro em primeira pessoa. A culpa, neste caso, é do controle que, na falta de um segundo stick analógico, nunca dá a agilidade de movimentos necessária para um shooter. A EA tentou superar as limitações do controle com quatro configurações de botões ??? sendo que uma deixa o analógico por conta do movimento do personagem pelo, e em outra ele faz o movimento de câmera/visão ??? além de alguns auxílios de mira e auto-correção da altura da arma na tela, mas os esquemas nunca são confortáveis o suficiente. [t1]Soldados aprontando altas confusões[/t1] Mas se o objetivo é apenas eliminar uns nazistas básicos ???on the go???, Medal of Honor: Heroes até cumpre seu papel com alguma competência. Visualmente, tem-se algo muito próximo da qualidade dos jogos do PS2, com a mesma visão em primeira pessoa, cenários amplos, com bifurcações e bom clima da Europa na Segunda Guerra. Da mesma forma, o som, um dos pontos altos da série, foi muito bem implementado e é possível ouvir detalhes como ruídos de máquinas e o clichê das bombas e tiros distantes. Na jogabilidade, este é um Medal of Honor em sua forma mais conservadora, sem inventar, mas seguindo o script básico de missões dos shooters baseados na Segunda Guerra: ache o tanque, plante a bomba, rendez-vous no final do mapa. A diferença agora é que, como todo jogo para portáteis, as missões são mais curtas que aquelas dos jogos dos consoles maiores, e o jogador pode passar por elas voando desde que ignore os objetivos secundários. Em gráficos e som a conversão para o portátil é praticamente perfeita, mas a parte técnica guarda alguns defeitos graves, como é o caso da inteligência artificial. Além do jeito artificial com que os nazistas aparecem ??? sempre nos mesmos lugares, seguindo o script ??? a sensação é de atirarmos em mortos-vivos que ficam trançando pela tela, de um lado para o outro, com pausas para dar um tirinho no jogador. Chega a ser irritante lutar contra as limitações do controle para acertar um soldado que anda como um bêbado pelo cenário. Como os shooters mais modernos, o jogador é sempre acompanhado por um pequeno esquadrão. Mas, graças à fraca I.A., os soldados aliados atrapalham mais do que ajudam: eles costumam entrar na frente do jogador enquanto ele atira e ficar parados ali. Ainda pior que a I.A., bugs permitem que os inimigos atravessem paredes, atirem e até lancem granadas por elas. ?? comum estar na situação de ter encontrado um bom abrigo, cercado de paredes, para poder recuperar a energia, e um M1 Garand surgir da parede como em um filme de terror para sapecar-lhe um tiro. Fica evidente que a EA não se preocupou em resolver os bugs mais básicos de jogabilidade. [t1]Gang bang[/t1] Medal of Honor: Heroes é curto, mas a campanha principal serve como um tour bastante completo do universo da série. São 15 missões, todas divididas em um objetivo principal e vários secundários, passando por ambientes variados da Segunda Guerra em três países: Holanda, Bélgica e Itália. A campanha é dividida em três partes, sendo que em cada uma o jogador controla um herói protagonista de outros Medal of Honor: John Baker, de Allied Assault, William Holt, de European Assault e Jimmy Petterson, do Medal of Honor original e de Frontline. A grande novidade está no modo multiplayer, que consegue bater um recorde para jogos portáteis e colocar 32 jogadores simultaneamente num gang-bang on-line. Apesar de alguma burocracia para registrar nos servidores da EA, ter que fazer login sempre antes das partidas e aturar um lag ocasional, o multiplayer funciona bem, e até onde o controle não for um empecilho, rende momentos divertidos. Quem não puder entrar on-line ainda pode ter um gostinho do multiplayer em um modo mata-mata contra 16 ???bots??? controlados pela máquina. [t1]O Veredicto:[/t1] Medal of Honor: Heroes tem visuais, cenários, armas e uma estrutura de missões muito próxima dos jogos para os consoles grandes, mas com bugs grotescos, má inteligência artificial e as limitações do controle com apenas um stick analógico é melhor hastear a bandeira branca dizer não à guerra desta vez. [t2]Prós:[/t2] + ??timos gráficos; + Sons típicos de um MoH; + Boa variedade de cenários; + 32 pessoas no multiplayer. [t2]Contras:[/t2] - Inteligência artificial fraca; - Bugs básicos: soldados que atravessam paredes; - Tiro em primeira pessoa sem dois sticks analógicos é complicado.
Fonte: Outer Space
Giordano Trabach
Enviado por Giordano Trabach
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23 anos, Espírito Santo
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