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Análise do jogo "MDK 2" para PC escrito por Outer Space

Escrito por Outer Space, nota 8 de 10, enviado por Giordano Trabach,
Quem não gosta de sentar em frente ao micro para jogar um jogo de ação bem rápido, nem que seja para aliviar as tensões do dia-a-dia ou simplesmente para dar um descanso daquele RPG complexo que já está te dando nos nervos? Pensando em você, a Bioware, especialista em bons RPGs, como Baldur& 39;s Gate, fez MDK 2; um jogo cheio de coisas estranhas, mas que vai fazer você se divertir por horas a finco. [t1]Minutos depois...[/t1] MDK 2 faz referência a 3 personagens muito malucos: o Dr. Fluke Hawkins, que é um gênio cientista excêntrico cheio de pensamentos e idéias mirabolantes; Kurt Hectic, que é um humano tímido, assistente do doutor e que serve de capacho e cobaia para seus experimentos; e Max, um cão robô bad-boy de 6 membros, criado por Dr. Hawkins. Para quem não conhece o enredo do primeiro MDK, aprofundarei nele: Sendo caçoado pelos seus colegas cientistas, que o chamavam de nerd e biruta, Dr. Hawkins parte, em sua nave espacial Jim Dandy, em busca de alguma coisa que pudesse provar sua sanidade. Neste tempo, ele consegue criar seu primeiro ser dotado de inteligência 100% artificial: o robô-cachorro Max, que não foi lá grandes coisas, mas pelo menos não tentou matá-lo e nem tinha planos para dominar o mundo. Em meio desta bagunça, alguns aliens malvadões resolveram invadir a Terra (quem diria...). Então, nossos heróis se armam para poder enfrentá-los. Com a batalha concluída, os benfeitores estavam prestes a descansar quando uma nova onda de ataque começa... A história de MDK 2 se inicia, minutos após o término de MDK. [t1]Cada louco com a sua mania[/t1] Cada personagem traz um estilo bastante diferente de jogar, devido às suas características físicas, habilidades e armas bem distintas. Max é um adepto das armas de fogo e faz uso de pistolas Magnum, sub-metralhadoras Uzi, escopetas e metralhadoras pesadas; Dr. Hawkins, como é um cientista e não um guerreiro, usa da loucura pra se defender, criando armas como uma torradeira turbinada, que atira pães atômicos, ou coquetéis molotov feitos a partir de bebidas; já o Kurt, possui uma jogabilidade bem parecida com a de MDK, com muitos tiros, saltos e itens. Ele tem um rifle de longo alcance, uma mini-metralhadora giratória e outros badulaques embutidos em sua armadura especial, a Coil Suit. Se, para você, tudo isso está parecendo muito estranho, fique sabendo que esta é proposta do jogo: ser diferente. Inimigos doidões, chefes malucos, fases sem nexo, armas desengonçadas e missões atípicas acabam criando um clima bastante engraçado e divertido, sempre sem deixar de ser rápido e desafiador. [t1]Reparando os erros[/t1] Depois dos erros cometidos em Messiah (feito pela Shiny Entertainment, criadora do MDK original), cuja jogabilidade não era muito amigável e o sistema de câmeras apresentava diversas falhas, MDK 2 (produzido desta vez pela Bioware) aparece trazendo uma simplicidade e uma praticidade enorme, e seu bom controle pode lhe render facilmente o título de um dos melhores jogos em terceira pessoa que utilizam o mouse (coisa que é difícil ficar bom). Em MDK 2, os jogadores aproveitam tudo o que o gênero pode oferecer, pois ele proporciona perigo e tensão a todo instante, seja por monstros assassinos, enigmas confusos ou saltos matemáticos. Cada sala de uma fase tem sua dose de desafio, que não chega a irritar ou a frustrar por conseqüência de sua simplicidade ou complexidade. Em todos os locais existem muitas coisas para fazer, ver, matar e pensar. [t1]Peidar de tanto rir[/t1] MDK 2 apresenta várias coisas cômicas, que por si só já valem a jogatina. Alguns objetivos chegaram a me surpreender, tamanha a dose de criatividade e humor. Por exemplo, em um banheiro, sentei no vaso sanitário e dei uma boa defecada, com direito a algumas flatulências bastante agudas, e o personagem começou a gritar tamanho o fedor que se encontrava no recinto. Um dos peidos fez com que alguns objetos do banheiro explodissem, liberando itens precisos como canos e secadores de mão. Estes, quando unidos, criam uma arma, o super soprador, que isola os inimigos com o seu vento... Vê se pode. Tudo isso, aliado a várias seqüências de vídeos que introduzem a história no início de cada missão, proporcionam muitos risos e dão uma personalidade indiscutível a MDK 2. [t1]Tecnicamente bom[/t1] Tudo no jogo é muito bom. Os gráficos são maravilhosos, com muita cor e efeitos de luz se misturando a todo instante. Este novo sistema gráfico criado pela Bioware especialmente para este jogo, o Omen, é excepcional para o gênero de ação. As fases tem texturas magníficas e acontecem em ambientes futuristas, onde quase sempre os cenários são fechados, como salas e galpões. Tudo rodando suave como a pele da Feiticeira, exibida com glamour na nova Playboy. Na parte sonora, MDK 2 cai um pouco de qualidade em relação aos gráficos, mas não deixa a desejar. Os personagens resmungam a todo instante, as armas têm os seus ruídos peculiares, os monstros gruem como porcos selvagens. Porém, em alguns momentos, umas máquinas barulhentas demais chegam a irritar pela altura e repetição, além de sobressaírem sobre os outros sons. [t1]O Veredicto:[/t1] A Bioware conseguiu mostrar a todos que é muito mais do que uma empresa que fabrica RPGs de primeira linha. MDK 2 pode ser classificado como um dos melhores jogos de ação deste ano. Ele pode ser tudo o que você sempre quis: belo, dinâmico, variado, engraçado, frenético e com um enredo consistente. Compre o seu já, e ???rache os bico??? de rir. [t2]Prós:[/t2] + Aglomerado bacana de coisas loucas; + Visualmente lindo; + A jogabilidade é uma beleza; + Personagens, objetivos e armas muito criativos; + Divertido pacas; [t2]Contras:[/t2] - Falta um modo multiplayer - Durabilidade não muito grande; Contemple algumas fotos abaixo:.
Fonte: Outer Space
Giordano Trabach
Enviado por Giordano Trabach
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