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Análise do jogo "Killzone 2" para PS3 escrito por Outer Space

Escrito por Outer Space, nota 8 de 10, enviado por Guimephiles,
Killzone 2, que ficou famoso quando não existia, através um trailer do que ele poderia ser, exibido na primeira apresentação do Playstation 3, agora existe de verdade e a realidade é ainda melhor do que o que aquela polêmica demonstração em ???CG??? fez imaginar. Melhor exatamente no aspecto que mais foi discutido ??? o técnico ???, mas agora que há um jogo de tiro para ser jogado, como ele se sai? [t2]Gears of Duty[/t2] Desde o primeiro Killzone, existe a noção de que a razão da existência do estúdio Guerrilla é criar para a Sony um jogo que supere Halo do Xbox/Xbox 360, ou que pelo menos consiga desempenho comercial parecido. Na primeira tentativa, falharam, pois o jogo era mais sofisticado demais para o hardware do Playstation 2, mas agora que existem chipes capazes de tudo, finalmente o potencial deste talentoso estúdio holandês foi realizado: Killzone 2 supera, e muito, o visual do último Halo de Xbox 360, e ainda estabelece um novo padrão de super-produção para shooters em primeira pessoa. Não forme sua opinião pelas imagens e vídeos que se vê na internet. Killzone 2 é pura ambientação, e só pode ser apreciado de verdade ao ser jogado pra valer. Os cenários ??? sempre ricos em geometria e com construções intrincadas que lembram favelas ??? são impressionantes, e há uma grande variedade de efeitos sobrepostos na tela, como uma poeira para dar um clima mórbido e luzes de relâmpagos que ocorrem a todo instante. E a pirotecnia vai além dos tiros e explosões aqui. Em alguns momentos, partes grandes do cenário podem cair em sequências em tempo real. Os produtores de Killzone 2 conseguiram extrair a melhor influência de Call of Duty 4 ao criar um campo de batalha caótico e dramático e revestir seu shooter com um estilo ???marines trogloditas contra alienígenas??? de Gears of War. E neste último caso, ele é de uma competência para fazer inveja em designers americanos ??? basta observar a falta de carisma do brucutu Rico, um dos que escoltam o personagem do jogador pela jornada. Os diálogos são movidos a testosterona e há gritaria difícil de ser acompanhada (ou de ser levada a sério) do momento em que o jogador aperta start até o rolar dos créditos. Ainda bem que em jogos de tiro com marines não há tempo para se importar com besteiras como enredo. [t2]Eu aumento, mas não invento[/t2] Os pelo menos quatro anos de desenvolvimento resultaram em um jogo perfeito tecnicamente, e que segue à risca a fórmula dos shooters modernos: combate em esquadrão, intensidade desde o primeiro minuto, sequências em veículos e um multiplayer robusto. Faltou o modo cooperativo, que seria a última tendência do gênero e uma das melhores coisas de Halo 3. Das inspirações mais interessantes, destaca-se um sistema de cobertura a la Gears of War que é fundamental na jogabilidade, principalmente nos níveis de dificuldade mais avançados, que é quando Killzone 2 realmente mostra seu potencial. Agachar é fundamental na maioria dos tiroteios, e quando o jogador assume essa postura, basta achar uma trincheira ou parede para que ele automaticamente ???cole??? nesta cobertura e passe a se esconder automaticamente enquanto não dispara. Funciona muito bem e é fácil achar uma situação para levar vantagem desse recurso, até porque os inimigos frequentemente estarão entrincheirados também. A inteligência artifical é compentente, principalmente no nível de dificuldade extremo. ?? fácil ver um inimigo correr para assumir a cobertura onde o outro estava, ou ter a iniciativa de pegar uma granada arremessada contra ele e mandar de volta no jogador. Tudo o que se espera de um tiro em primeira pessoa Killzone 2 tem, menos inovação. O jogo não dá qualquer contribuição ao gênero, a não ser por seu valor de produção, que só perde nesta geração para Metal Gear Solid 4. ?? um jogo conservador e que, para quem já está farto das atualizações anuais de Call of Duty, vai ter pouco impacto e pode provocar momentos de marasmo. Conta pontos contra também o uso do velho artifício do script que faz brotar inimigos incessantemente até que o jogador tome a iniciativa de correr até o próximo ???check point??? e faz o combate parar. ?? como se todo tiro certeiro e cuidado tido no tiroteio não valesse nada, já que há um script que só pára quando o jogador se move e avança. O tiroteio também seria melhor caso a mira fosse mais precisa. Mesmo com os ajustes de sensibilidade que o jogo permite, nem sempre é fácil mirar com precisão e o jogo ainda tem um sistema de detecção que falha, e alguns tiros que seriam no alvo podem não ter efeito nenhum. E quem já jogou o primeiro Killzone sabe: eliminar um Helghast requer pelo menos meia dúzia de tiros, portanto haja pontaria e paciência para quando se tem uma tela infestada de inimigos. Como jogo exclusivo do Playstation 3 e uma demonstração do poder do console, não ficaria bem se o sensor de movimento do Sixaxis não fosse aproveitado aqui. E ele serve para coisas como girar válvulas e reproduzir a firmeza da mão na hora de empunhar um rifle sniper -- este último item é curioso, mas no geral a função se mostra mais uma vez uma inutilidade inventada pela Sony. Uma das poucas idéias que o estúdio Guerrilla precisou ter aparece no modo multiplayer, que agora pode ser programado para começar novas partidas em modos de jogo diferentes sem que o grupo que joga tenha que voltar ao lobby. Isto é, um jogo que começou como death-match pode virar rouba-bandeira em instantes, sem a necessidade de recarregar o mapa. Sobre o multiplayer, mais uma vez há um jogo muito conservador, mas competente neste componente. Ele traz os modos de sempre, variações de death-match, rouba-bandeira e jogo em time, com suporte a chat por voz, embora seja raríssimo encontrar alguém que use o headset. [t2]O Veredicto:[/t2] Killzone 2 é um jogo que arrisca pouquíssimo, uma repetição item a item do que outros jogos tiro já fizeram à exaustão. Mas a pouca criatividade da equipe Guerrilla acaba sendo ofuscada por uma produção requintada e um shooter com gráficos incríveis como não se via desde Gears of War. Um tiro em primeira recomendado para quem espera mais do mesmo, mas um mesmo muito bem apresentado e oferecido em um pacote completo. [t2]Prós:[/t2] [list]Gráficos para impressionar os amigos; Boa campanha single-player e um multiplayer robusto; Inteligência artificial competente; Ar de super-produção[/list] [t2]Contras:[/t2] [list]Mais do mesmo; Mirar nunca é muito preciso; Como sempre, uso bobo do sensor de movimento do Sixaxis.[/list]
Fonte: Outer Space
Guimephiles
Enviado por Guimephiles
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