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Análise do jogo "Eragon" para PC escrito por Outer Space

Escrito por Outer Space, nota 5 de 10, enviado por Giordano Trabach,
O novo Eragon, da Stormfront Studios, é um jogo baseado no filme de mesmo nome, que por sua vez é uma adaptação de um livro escrito por Christopher Paolini. Trata-se de uma história de fantasia medieval com fortes inspirações de Senhor dos Anéis e outros clássicos. Eragon vendeu livros o bastante para entrar na lista de Best Seller do New York Times, e o filme promete repetir o sucesso. Infelizmente, o mesmo não pode ser dito do jogo. Adaptações de filmes para os games costumam ser bem fracas, salvo raríssimas exceções. Eragon está longe de ser uma exceção, mas até que o jogo diverte um pouco no final das contas. [t2]Eragon = E+(Dragon-D)[/t2] A história de Eragon é bem simples: um jovem sem aparentes habilidades especiais, Eragon, encontra uma misteriosa gema azul em uma floresta durante uma caçada. Mais tarde, ele descobre que a suposta pedra preciosa é na verdade um ovo, de onde nasce uma dragoa batizada de Saphira por Eragon. Não demora até que o garoto se torne um cavaleiro de dragões, auxiliado por Brom, um contador de histórias. Apesar de parecer um enredo muito comum e mediano, a história de Eragon tem lá seus méritos, mesmo com elementos parecidos demais com Senhor dos Anéis e outros clássicos da fantasia. Mas não é possível analisar esse quesito com precisão tendo apenas o jogo como base. O principal defeito do título é não conseguir contar bem a história, se limitando a curtas cenas de corte entre as fases, que ficam um tanto quanto desconexas entre si. Parece que o jogo é direcionado apenas àqueles que já conhecem a história pelo livro ou filme, se limitando a ilustrar as principais cenas da história com cenas de corte cinematográficas que, apesar de tudo, são bonitinhas. Já o resto da parte visual do jogo não é tão bom. Os gráficos não chegam a ser ruins, principalmente porque, na maior parte das vezes, retratam locais exuberantes como florestas, castelos e cachoeiras, principalmente nas fases em que se está voando com o dragão. Mas ainda assim Eragon está bem abaixo da média dos jogos mais atuais nesse quesito. A câmera do jogo é daquelas travadas, com a peculiaridade de sempre proporcionar ao jogador o pior ângulo possível da ação. E não é só nos combates, mas algumas vezes, quando o jogador está ???travado??? em uma parte e não sabe como sair, muitas vezes o ângulo de visão pode estar impedindo que apareça alguma saída obvia. Mas não que Eragon seja difícil. Muito pelo contrário, é até bem fácil. As únicas coisas que ocasionalmente irão impedir o avanço do jogador são defeitos causados por um fraquíssimo design dos níveis do jogo. E mesmo com esses defeitos, não difícil vencer Eragon em menos de cinco horas, o que é pouquíssimo, ainda mais para um jogo que ocupa quatro GB no HD. Existe um modo cooperativo em Eragon, com dois jogadores dividindo a tela, que funciona relativamente bem, mas decepciona por não ser nada diferente do modo de um jogador. [t2]Até divertido[/t2] Mesmo com todas as falhas, que provavelmente são fruto de uma produção desleixada, Eragon consegue ser relativamente divertido, e pode agradar bastante aqueles que gostam de aventuras simples de andar e bater em todos inimigos no caminho. Olhando por este lado, é possível entreter-se com Eragon. A fórmula de apertar muitos botões e pensar nada, remanescente dos jogos de ação baseados em Lord of the Rings, foi bem aplicada neste título, e quando o jogador começar a enjoar da repetição, é sinal de que a curta jornada já deve estar perto do fim. O grande responsável por deixar Eragon ???jogável???, mesmo com seus muitos defeitos, é a simpática jogabilidade. Inicialmente, o jogador conta com dois botões principais de ataque com a espada, um rápido e um forte, que podem ser combinados em diversos combos. Além disso, Eragon também conta com um Arco, que é bem divertido de usar, apesar de ser quase nada eficaz. Em pouco tempo o herói aprende também um bocado de truques de magia bem interessantes. A magia mais comum é uma telecinésia, que é usada tanto para puxar e empurrar inimigos quanto para interagir com objetos do jogo. Mas que fique claro que essa interação está longe de ser algo como a arma de gravidade de Half-Life 2: são apenas ações predeterminadas que o jogador poderá executar, apenas pressionando um punhado de botões. Já as fases onde o jogador voa com o dragão, são bem decepcionantes. Apesar de serem as mais interessantes visualmente, os controles de Saphira são limitadíssimos, e o jogador deverá se preocupar apenas em disparar flechas suficientes para destruir os inimigos das fases, que são muito, muito repetitivas. Parece que para evitar a fadiga, os produtores fizeram apenas um trecho da fase e repetiram o mesmo algumas vezes. Voar com dragões, que deveria ser um dos principais pontos de Eragon, prova que o jogo tinha algum potencial, que foi claramente desperdiçado. [t2]O Veredicto:[/t2] Falhando em sua principal missão, que é a de adaptar a história original de Eragon, o jogo já perde muitos pontos. E para piorar bastante a situação, a falta de capricho é algo que pesou bastante na produção do título: os níveis repetitivos e pouco elaborados são a prova definitiva de que o pessoal da Stormfront Studios não estava nem um pouco entusiasmado ao criar o jogo. Ainda assim, a jogabilidade das batalhas é agradável, e o jogo consegue milagrosamente ser um pouco divertido. Quem se arriscar a jogar Eragon, poderá chegar ao fim em uma tarde ociosa facilmente, que também deve ter sido o tempo que os produtores gastaram tendo idéias para o jogo. [t2]Prós:[/t2] [list]Jogabilidade divertida; Cenários quase bonitos.[/list] [t2]Contras:[/t2] [list]História muito mal adaptada; Péssimo design de níveis; Pior ainda nas fases de dragão; Inúmeros erros técnicos.[/list]
Fonte: Outer Space
Giordano Trabach
Enviado por Giordano Trabach
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