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Análise do jogo "Dishonored" para PS3 escrito por Lusogamer

Escrito por Lusogamer, nota 8 de 10, enviado por friderino,
Dishonored é sem dúvida alguma um dos melhores jogos de 2012 e dificilmente se encontram muitos jogos com uma história e ambiente tão rico como este título, mas como será voltar a Dunwall, não na pele do Corvo mas sim de Daud, o homem que deu inicio a toda a história de Dishonored. Antes de mais The Knife of Dunwall é um conteúdo adicional e não um jogo como Dishonored, por isto não é tão vistoso, tão longo e tão imersivo até porque não tens tanto tempo para conseguir entrar de cabeça no jogo e esperamos que possam perceber isso durante esta análise. Para quem não jogou ainda Dishonored (algo que aconselhamos) pode passar ao próximo parágrafo, porque assim não recebe o spoiler do que acontece no início do jogo. Logo nos primeiros minutos de The Knife of Dunwall voltamos a Dunwall e a cena mais famosa em todo o jogo, o assassinato da Imperatriz, mas desta vez não pelo olhar do Corvo mas sim do próprio assassino conhecido como Daud. O jogo possui três missões e conduz Daud já a partir dos primeiros minutos naquela que promete ser a última missão mais importante da sua vida, a redenção dos seus atos e procura por alguém ou algo conhecido apenas por Delilah. A primeira missão é aquela que vai realmente atrair mais a atenção dos jogadores, quando Daud é forçado a invadir um local que poderá ser menos agradável ao vosso estomago e colocará em dúvida o vosso senso moral em relação aos animais. A principal diferença entre jogar com Corvo e Daud esta nos seus objetivos, enquanto Corvo era um homem que tinha sido injustamente acusado e procurava pela justiça e ao mesmo tempo entender o que realmente tinha acontecido. Daud por seu turno é um assassino que está em busca de salvar a sua alma e claro a própria pele, o que acaba por tornar a sua aventura menos emocionante, mas nem por isso deixa de ser um excelente conteúdo. Imaginem Corvo como uma tela em branco onde o jogador pode projetar a sua própria imagem, enquanto Daud é uma tela já pintada mas que ainda faltam detalhes para estar concluída. Daud possui habilidades como Corvo e durante as missões irá conseguir aprimorar ainda mais cada uma delas, algumas diferentes como é o caso da habilidade capaz de convocar outros assassinos para ajudar a eliminar alvos ou habilidades que já conhecemos do Corvo como é o caso do Blink, mas não pensem que é simplesmente um reaproveitamento, já que Daud ao contrário de Corvo quando utiliza esta habilidade consegue parar o tempo, o que fornece uma capacidade adicional a Daud para evitar os inimigos. Quem jogou Dishonored sabe que a vertente furtiva era importante, mas o jogador tinha a opção de abandonar o modo furtivo e atacar os inimigos de frente com uma dificuldade adicional mas ainda assim possível, em The Knife of Dunwall também haverá essa opção de escolher entre o furtivo ou atacar de frente, mas não podemos deixar de lembrar que Daud é um assassino treinado para matar e escapar e não um guarda como era o Corvo, então quem optar por atacar de frente e ignorar a vertente furtiva além de ter uma dificuldade maior também estará a fugir do objetivo pelo qual o conteúdo adicional foi criado. Para explicar o que foi dito acima, The Knife of Dunwall claramente foi criado para mostrar a visão de Daud em relação aos eventos do jogo principal, mas acima de tudo para dar a opção aos jogadores e explorar ainda mais a infiltração silenciosa. Daud prefere viver nas sombras e nunca ser visto, assim o jogador se quiser desfrutar da experiência real do jogo, deve tentar pensar como um assassino das sombras e nunca ser visto, depois eliminar os alvos e finalmente, escapar. Apesar de haver uma diferença na dificuldade entre o furtivo e o "público", quem realmente quiser sentir uma dificuldade pode escolher o "Elite" e depois experimentar o "Master Assassin" já que não é um conteúdo realmente difícil para quem gosta do género e jogou Dishonored. Mas caso ainda não estejam familiarizado com o género ou ainda não comprou Dishonored é bem capaz da dificuldade "Veteran" ser perfeitamente suficiente. As "Runes" e "Bone Charm" estão de volta e mais uma vez será essencial pensar bem onde irá gastar cada "Rune" para melhorar ou adquirir novas habilidades para Daud a fim dele se tornar um assassino ainda melhor. Já os "Bone Charm" existem em maior quantidade mas a capacidade inicial de Daud é de apenas manter ativo três, nesta situação será necessário pensar em quais em manter ativas durante as missões. Tanto um como o outro podem ser encontrados em vários locais no cenário e para facilitar um pouco o jogador poderá utilizar o "Void Gaze" que indica onde cada um está. Sempre que estiver para começar uma nova missão será possível melhorar e/ou adquirir armas novas, como por exemplo melhorar a eficácia dos dardos tranquilizantes ou conseguir levar mais minas terrestres. Apesar de The Knife of Dunwall ter apenas três missões principais que não são muitos longas, há diversos itens incluídos como as "Runes" e "Bone Charm" referidas acima e algumas missões secundarias e opcionais divididas pelo cenário que vão ampliar ainda mais a experiência de jogo muitas vezes e dobrar as horas de cada missão. The Knife of Dunwall traz de volta algo muito interessante do jogo principal que é a liberdade de ações e as reações para cada uma delas. Por exemplo numa missão é necessário invadir um local, mas ele está fortemente protegido por guardas, e mesmo que consiga passar por todos eles a porta principal não está aberta, sendo assim o jogador pode tentar encontrar a chave e entrar pela porta principal, ou pode tentar encontrar uma entrada alternativa ou mesmo criar a sua própria entrada ao utilizar o ambiente de jogo, e o melhor é que cada uma dessas alternativas terá uma dificuldade diferente, locais diferentes, inimigos diferentes mas um único objetivo. O principal problema da história é que o mistério de Delilah nunca é verdadeiramente interessante e por vezeso jogador vai esquecer o sentido da missão e quando finalmente consegue encontrar não transmite o sentimento que o jogador poderia esperar, o que torna um pouco The Knife of Dunwall dececionante já que Daud passa o jogo inteiro à sua procura. Em resumo The Knife of Dunwall é um excelente conteúdo adicional, disponível para Xbox 360 por 800 Microsoft Points e para PlayStation 3 por 9.99€ o que são excelentes preços para um complemento da história do jogo principal, é um conteúdo divertido muitas vezes pelos mesmos motivos que era o jogo principal, mas ainda assim não passa de um conteúdo adicional para a grande obra de arte que é Dishonored, sendo obrigatório para quem gostou realmente do ambiente, jogabilidade, e história do jogo, mas não tanto para quem terminou Dishonored a pensar que é apenas mais um jogo.
Fonte: Lusogamer
friderino
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