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Análise do jogo "Pokémon Omega Ruby" para 3DS escrito por IGN

Escrito por IGN, nota 8 de 10, enviado por inuyasha302,
Enquanto jogava Pokémon Alpha Sapphire e Omega Ruby para Nintendo 3DS, era impressionante como eu ainda lembrava alguns dos treinadores e suas equipes, desde quando joguei Pokémon Ruby e Sapphire, em 2002. Ter essa experiência novamente, desta vez em 3D, foi uma viagem nostálgica que mostra o quanto a franquia evoluiu nesses 12 anos. No entanto, como um remake, o game acabou perdendo a oportunidade de consertar alguns defeitos antigos, problemas de balanceamento e até algumas falhas técnicas. Para quem não sabe, Ruby e Sapphire foram a terceira série de jogos da franquia Pokémon, e foram os títulos que mais venderam para o Game Boy Advance. Assim como todos os outros, eles seguem a fórmula da jornada para capturar os Pokémon, desafiar os oito líderes de ginásio e eventualmente batalhar contra a Elite Quatro e o Campeão. Há também o embate com organizações criminosas -- nesse caso, Team Magma para a versão Ruby, e Team Aqua para a Sapphire --, que desejam usar os chamados Pokémon Lendários para alterar a geografia de Hoenn, o continente onde se passa o game. Os jogos da terceira geração são os primeiros a receber o update 3D. Essa geração foi, inclusive, uma das mais importantes para a evolução da franquia, devido à introdução das Abilities, que podem dar vantagens passivas aos Pokémon em batalha, das Natures, que afetam como os atributos se desenvolvem, e também as batalhas em dupla, o que foi um grande "uau!" para a época. Diferentes áreas tinham possibilidades de ter chuva ou ventanias, o que também era uma inovação. A região de Hoenn como um todo tem grande variedade topográfica, desde desertos a vulcões e muitas praias. Alpha Sapphire e Omega Ruby oferecem um mundo totalmente novo para explorar -- o cenário é rico em detalhes, os personagens que já eram simpáticos ficaram mais ainda e as cidades passaram por grandes mudanças em relação aos originais de 2002. Mauville City, do líder de ginásio do tipo Elétrico, era relativamente pequena e tinha apenas a loja de bicicletas, mas nos remakes ela se transformou em uma metrópole cheia de lojinhas e NPCs (personagens não-jogáveis) para conversar. Essa sensação de redescobrir lugares que você achava que conhecia até de trás para frente é algo sensacional. Alpha e Omega se parecem com as versões X e Y (ambas de 2013) no quesito de aplicativos -- Pokémon Amie (sistema para aumentar a felicidade dos Pokémon), Super Training (recurso alternativo para treinar os atributos) e Player Search System (funciona como uma espécie de localizador para interação com outros jogadores pelo mundo) estão todos presentes na PokéNav Plus (uma espécie de smartphone do personagem). A interface fica um pouco poluída com tantos recursos disponíveis, mas recursos como o Wonder Trade (o jogador pode trocar um Pokémon com algum outro treinador que pode estar do outro lado do mundo, sem saber qual Pokémon irá receber e vice-versa) são muito úteis e bem-vindos. O mais interessante é a DexNav: durante a sua jornada o jogador pode ver algum Pokémon andando pela grama alta (ou areia ou água), e a DexNav aponta qual o level, habilidade e ataques do Pokémon. Eu encontrei dois Poochyenas dessa forma, uma fêmea com Ice Fang e um macho com Poison Fang, dois ataques que só podem ser obtidos depois de muito breeding (ataques aprendidos somente com o sistema de reprodução de Pokémon). Esse app pode ajudar muito os jogadores mais interessados na parte competitiva do jogo. Os remakes também contam com um mapa de Berries (frutas que podem ser cultivadas e dão alguns efeitos aos seus Pokémon), o que é uma grande ajuda para os interessados nos Pokéblocks (lembra desses?), que ajudam a alterar alguns parâmetros para os Contests, concursos de beleza e talento para os Pokémon. O mais legal é que depois de ganhar o seu primeiro Contest, o jogador ganha um Cosplay Pikachu -- a aparência dele muda de acordo com qual atributo de Contest está mais alto (beauty, coolness, cuteness, cleverness e toughness), e há ainda um ataque diferente para cada um dos modos. 'Incredibly Rare' Shiny Pokemon Comes With Alpha Sapphire and Omega Ruby Os Cosplay Pikachu tem diversas aparências baseadas nos atributos dos concursos de beleza e talento que ocorrem por toda Hoenn. Todas as mudanças para sistemas que já existiam na Hoenn original foram melhoradas. Infelizmente alguns defeitos originais não foram corrigidos até hoje. A inclusão de muitos HMs (técnicas necessárias para progredir no jogo, como Surf, Cut e Strength) é a que mais incomoda. Qualquer coisa que não seja Surf e Fly é demais, na minha opinião. Hoenn é uma das regiões que mais tem HMs, com um total de sete. Depois, se o jogador tiver Latias ou Latios, é possível voar com eles sem ter a habilidade Fly. Para efeito de comparação, as versões X e Y possuem apenas cinco HMs. A habilidade Secret Power acaba se tornando tão necessária como um HM, pois ela é necessária para construir as Super Secret Bases, que são bases (como o nome sugere) em que o jogador pode decorar com Pokémon de pelúcia e transformar em uma espécie de casinha. Nos remakes é possível compartilhar sua base secreta com o Street Pass e permitir que outros jogadores batalhem, como se fosse um miniginásio. Hoenn continua sendo um pouco desbalanceada no quesito de tipos de Pokémon, pois ainda favorece (e muito) os tipos aquáticos -- uma reclamação que não é nova. Esse problema é ainda mais perceptível na versão Alpha Sapphire, pois o Team Aqua (os vilões do título) usam muitos Pokémon do tipo Água. Quase todo confronto tem um Pokémon aquático, e eu tenho um Pikachu com um nível muito mais alto do que os outros para provar. O jogador ainda passará boa parte do jogo navegando por mares, seja na superfície ou nas profundezas, com os HMs Surf e Dive. O segundo, aliás, foi uma ótima adição em 2002, pois era algo novo. Já nos remakes, mergulhar se tornou algo um pouco maçante -- outro exemplo de quão desnecessários alguns HMs são. A água em si é absolutamente linda com os novos gráficos e detalhes. Uma das minhas partes favoritas da jornada foi observar poças de água que refletiam o céu estrelado durante a noite. Até mesmo os mergulhos ficaram mais bonitos, com cardumes de Luvdiscs passando por todos os lados. Tudo em Hoenn, seja na água ou fora dela, ficou mais detalhado e bonito, quase como uma região nova -- apesar de que tanta navegação pode tornar a experiência entediante. O VEREDICTO Como um remake 3D, Pokémon Alpha Sapphire e Omega Ruby reintroduzem Hoenn de forma espetacular. Pequenos detalhes, como personagens virando a cabeça para ver o jogador passando e Wingulls voando despretensiosamente, tornam a região bem viva. Mesmo assim, algumas falhas ficam ainda mais gritantes em 3D, especialmente o excesso de Pokémon aquáticos e a navegação repetitiva pelos extensos mares. Os novos recursos online ajudam bastante a passar pelas 25 horas de história principal e há incentivo para continuar a aventura no pós-jogo.
Fonte: IGN
inuyasha302
Enviado por inuyasha302
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