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Análise do jogo "Captain Toad: Treasure Tracker" para WiiU escrito por IGN

Escrito por IGN, nota 9 de 10, enviado por inuyasha302,
[img]hide:aHR0cDovL2NkbjAyLm5pbnRlbmRvLWV1cm9wZS5jb20vbWVkaWEvaW1hZ2VzLzEwX3NoYXJlX2ltYWdlcy9nYW1lc18xNS93aWl1XzE0L1NJX1dpaVVfQ2FwdGFpblRvYWRUcmVhc3VyZVRyYWNrZXIucG5n[/img] Desde 1985 que o pequeno ser designado por Toad, tem surgido nos títulos protagonizados pelo canalizador italiano mais famoso do mundo. Quase 30 anos depois, o pequeno fungo é pela primeira vez a estrela principal de um jogo desenvolvido pela Nintendo, podendo finalmente dar uso à absorção obtida durante as quase três décadas em que se encontrou na sombra de Mario. Captain Toad: Treasure Traker foi uma das maiores surpresas proporcionadas pela companhia nipónica na E3 de 2014. A revelação feita ao mundo através do Nintendo Direct, de um novo título que ninguém estava à espera e ainda mais impressionante, que o mesmo iria ser lançado meses após a sua revelação apanhou todos desprevenidos. Seis meses depois, eis que Toad começa a escavação em solo europeu. Não há muito a dizer quanto à narrativa, que tal como em muitos títulos de Mario, acaba por ser algo obsoleto. Toadette a amada do pequeno Toad, foi capturada (por engano) pela Wingo, uma pega (ave) gigante, que tal como o ovíparo, tem uma atração por coisas cintilantes, levando a que o protagonista avance por entre vales, vulcões, mansões assombradas e muitos outros locais repletos de criatividade e vida, para resgatar o mini cogumelo cor-de-rosa, tornando-se mais tarde uma personagem jogável. Dos melhores e mais imaginativos "puzzles games" que alguma vez joguei, esta é a minha forma de caracterizar o novo IP da Nintendo. Os cenários são na maioria da vezes construídos sob um plano cúbico e tridimensional, onde temos de usar a câmara para observar o melhor trajeto e quais os perigos que se encontram em cada plano do hexaedro. Um conceito idêntico ao de FEZ, que obriga a conhecer detalhadamente cada nível criado. No entanto, a câmara, a ferramenta mais importante do título, possui alguns problemas. [img]hide:aHR0cDovL3VwbG9hZC53aWtpbWVkaWEub3JnL3dpa2lwZWRpYS9lbi83LzdmL0NhcHRhaW5fVG9hZF8tX1RyZWFzdXJlX1RyYWNrZXJfRTNfMjAxNC5qcGc=[/img] O mau posicionamento da perspetiva e a imprecisão no controlo da mesma, faz com que sejamos obrigados a dedicar mais tempo do que seria necessário ao planeamento, para mais tarde avançar por entre os perigos e mistérios que se encontram entre Toad e a Estrela Dourada presente em cada capítulo. A maneira como interagimos com o mundo em nosso redor é muito diminuta. Um botão de zoom, que nos permite ver melhor cada pisada do estreante, correr de forma a fugir, literalmente, dos perigos contidos em cada mapa, uma lanterna de mineiro que revela alguns elementos escondidos e o uso do Gamepad para desbloquear ou reposicionar objetos e construções presentes em cada plano. Toad não salta e não golpeia a não ser que tenha arrancado um vegetal do chão para arremessar contra os Shy Guy's e restantes criaturas, sendo por vezes frustrante a passividade do pequeno cogumelo. Isto é no entanto aceitável, Toad não é um herói convencional, por isso a sua falta de ações é substituída pelos ricos e diferentes cenários, compostos por várias formas de interação e exploração. Itens que nos permitem aceder a áreas outrora interditas, um fruto que é capaz de criar, um, dois ou até três douplegangers de Toad, são elementos que tornam a nossa progressão fresca e revigorante. [img]hide:aHR0cDovL3ZlbnR1cmViZWF0LmNvbS93cC1jb250ZW50L3VwbG9hZHMvMjAxNC8xMi9DYXB0YWluLVRvYWQtVHJlYXN1cmUtVHJhY2tlci5qcGc=[/img] "Só mais este", "É o último", "Ei, este nível parece interessante", citações minhas ditas às 4 da manhã de sábado. É impossível não ficar encantado pelo charme característico dos jogos da Nintendo. A música, a cor, a facilidade com que criam simples mas divertidos jogos é estonteante, e Captain Toad: Treasure Tracker faz parte desse lote. O grafismo é idêntico ao de Super Mario 3D World, oferecendo assim cores vivas e detalhes cartoon, adequando-se na perfeição à temática do título de estreia de Toad. A forma como o pequeno ser nos consegue arrancar um sorriso com as suas expressões de medo enquanto se encontra a ser perseguido por fantasmas ou com a celebração que realiza ao adquirir uma estrela dourada, é um dos ingredientes que nos fazem não querer largar o Gamepad da Wii U. Os distintos níveis e inimigos ajudam a que não nos cansemos de jogar, ao oferecer algo diferente para fazer, à medida que avançamos por entre as páginas do livro que aglomera os 70 capítulos. A mudança de um nível criado à imagem de uma mesa de pinball para uma mina em que nos coloca na perspectiva da primeira pessoa faz com que ganhe um novo folgo, um novo ânimo. Uma receita muito utilizada por títulos mobile, em que o "último jogo" é multiplicado por 5-10 ou mais vezes. "Só mais este", "É o último", "Ei, este nível parece interessante", citações minhas ditas às 4 da manhã de sábado. [img]hide:aHR0cDovL2ltYWdlcy5uaW50ZW5kb2xpZmUuY29tL25ld3MvMjAxNC8xMS9wcmV2aWV3X3RoZV9pcnJlc2lzdGlibGVfY2hhcm1fb2ZfY2FwdGFpbl90b2FkX3RyZWFzdXJlX3RyYWNrZXIvYXR0YWNobWVudC8xL29yaWdpbmFsLmpwZw==[/img] Outra das partes integrantes para o bem-estar e divertimento que encontramos no título é a música composta por Mahito Yokota, responsável pela banda sonora de títulos como Super Mario Galaxy e The Legend of Zelda: Skyward Sword, transpondo uma envolvência diferente em cada nível, em cada tesouro. Arrepiante e alegre, mexida a passiva, sons e música, que tais como os variados cenários, fazem com que a concretização de um puzzle, seja algo único e desconhecido, motivando a avançar imediatamente para o próximo. Infelizmente, apesar da variedade de níveis presente no jogo, este não se parece com um título que deva ser vendido ao mesmo preço de um Mario Kart 8 ou Hyrule Warriors. A pouca repetibilidade, os curtos e simples níveis e o facto de ser um jogo single-player, retirando um dos mais famosos elementos da Nintendo, a competição amigável ou a entreajuda, presente em jogos como Super Smash Bros e Super Mario 3D World, são alguns fatores que restringem uma GRANDE, mas pequena estreia de Toad, uma vez que o podemos concluir em apenas 6 horas. VEREDITO A sensação de descoberta e a criatividade por detrás de cada nível, faz com que a estreia de Toad seja uma aposta vencedora. O cogumelo que de pequeno não tem nada, ainda possui algumas correções a realizar, contudo é a finalizadora e triunfante cereja no topo do bolo, para um dos melhores anos da Nintendo a nível de exclusivos.
Fonte: IGN
inuyasha302
Enviado por inuyasha302
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