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Análise do jogo "Tom Clancy's Ghost Recon: Future Soldier" para X360 escrito por GameVicio

Escrito por GameVicio, nota 9 de 10, enviado por Anônimo,
Ghost Recon Future Soldier chegou aos consoles e deve chegar aos PCs dia 26. E, sim, o game é muito mais do que um third person shooter. A começar que ele não pode ser considerado um shooter. Confira agora nossa análise da versão para Xbox 360 deste game que promete concorrer como um dos melhores TPS's deste ano. [img]hide:aHR0cDovL3N0YXRpYzkuY2RuLnViaS5jb20vZW4tR0IvaW1hZ2VzL2xvZ29fZ3Jmc3RjbTIxMzY1NzUuanBn[/img] [t1]Jogabilidade[/t1] Future Soldier pode ser enquadrado como um third person shooter (TPS), mas não espere deste game tiroteios frenéticos e livres, como na maioria dos atuais TPS. Se quiser transformar este game em algo mais frenético, como um Gears of War ou mesmo em um Call of Duty versão TPS, provavelmente você não durará muito tempo. Aqui, vale a ação tática, estratégia e o trabalho em equipe. Para dar fim na oposição, você contará com diversos recursos, como sensores de movimentos, scopes de raio-x, camuflagens ópticas e um vasto arsenal. Mas não pense que a vantagem técnica e bélica será o suficiente. Muitas vezes você encontrará inimigos em situações onde bancar o exército de um homem só é a pior opção. Para estas situações, entra o sistema de ataque combinado de Future Soldier, uma das estrelas deste game. Nele, você dará ordens para seu time (outros três soldados Ghost), indicando quem deve atirar em qual inimigo. Uma vez que todos estiverem em posição e prontos para o ataque, você dá as ordens e todos os alvos serão eliminados de uma só vez, com tiros precisos e limpos. Sem explosões, tiroteios e toda a atenção que isso possa gerar. Caso você ache isso uma chatice e espera mais ação e explosões, não se preocupe. Momentos de adrenalina e ação também existem. Com uma freqüência bem maior, se compararmos este game com os anteriores games da franquia Ghost Recon, aliás. A questão é que tudo é mais contextual e, por que não, realista. Seu time é formado por quatro soldados e estão em terreno hostil. Para que sair correndo e atirando como se estivesse num filme hollywoodiano quando se pode evitar um conflito direto e, assim, poupar tempo e munição? O julgamento é seu (embora os bônus e objetivos técnicos peçam uma abordagem mais tática). [img]hide:aHR0cDovL3N0YXRpYzkuY2RuLnViaS5jb20vZW4tR0IvaW1hZ2VzL3NjcmVlbnNob3RfZnVsbF8wNXRjbTIxNDI4OTMuanBn[/img] Todas essas opções e recursos acabam refletindo nos comandos. E, em alguns momentos, faltam botões no controle para tantas opções. Definitivamente, este não é um game para quem se perde entre os botões ou não gosta de ter que decorar diferentes comandos para diferentes situações. Outra grande novidade, anunciada na E3 do ano passado, foi a existência da opção Gunsmith, onde você pode customizar o arsenal que vai levar na missão. E para quem gosta de customização, a opção Gunsmith é uma parada obrigatória e que pode levar mais tempo do que a própria missão. São diversas opções: gatilho, bocal, pente, mira, coronha, pintura... Imagine o Gunsmith como o de tuning de Need for Speed Underground 2. É claro, de início muitas opções de customização estarão desabilitadas, mas conforme você avança no game novas peças e armas são desbloqueadas. Vale ressaltar que trabalhar na opção Gunsmith é ainda mais divertido e intuitivo com o Kinect. Dar ordens de customização através de fala e gestos é uma experiência única. [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=NC6to0ADjeo&feature=plcp[/youtube] Todas essas possibilidades do Gusmith refletem no seu "peso": há um tempo de loading considerável ao entrar no menu desta opção. [t1]Gráficos[/t1] Quase como uma obrigação nessa atual geração de consoles, para ser um bom game é preciso ter bons gráficos. E nisso Future Soldier não tem com o que se preocupar. Dificilmente será um game a ser lembrado pela qualidade gráfica, texturas em alta definição ou algo do gênero, mas certamente encontra-se acima da média. Os personagens não são o melhor exemplo de modelagem e, em alguns casos, apresentam algumas falhas e detalhes que podem até incomodar os entusiastas de gráficos, como rostos de personagens e texturas de pele pouco realistas. Entretanto, a movimentação dos mesmos são dignas de atenção. Durante as missões singleplayer, é altamente recomendado deixar o seu time ir na frente só para ver a movimentação deles. Eles irão reagir a cada civil ou inimigo encontrado, gesticulando e dando ordens de maneira realista e contextual: vão erguer o pulso com o punho fechado, numa ordem de parar o avanço, caso encontrem um inimigo, apontar um rota alternativa, caso encontrem muita resistência ou pedir silêncio de um civil que possa tê-lo visto, erguendo o dedo indicador na frente da boca (o famoso "psiu"). [img]hide:aHR0cDovL3N0YXRpYzkuY2RuLnViaS5jb20vZW4tR0IvaW1hZ2VzL3NjcmVlbnNob3RfZnVsbF8wMnRjbTIxNDI4OTAuanBn[/img] Os cenários também são bem feitos, embora apresentem alguns problemas ou limitações em determinadas situações. E seguindo a temática de espionagem e guerrilha tática futurista, muitas informações, gráficos e efeitos visuais high-tech são mostrados durante todo o game, como o nome do país ou cidade "flutuando" no céu, como se fosse um holograma, que tipo de armamento o inimigo esta usando, linha de tiro em ataques combinados e por aí vai. Para os fãs destes recursos visuais, um prato cheio. [img]hide:aHR0cDovL3N0YXRpYzkuY2RuLnViaS5jb20vZW4tR0IvaW1hZ2VzL3NjcmVlbnNob3RfZnVsbF8xMXRjbTIxNDI4OTkuanBn[/img] O game também conta com sinais visuais de perigo, como inimigos próximos ou que possam tê-lo visto. Para você que não está acostumado com missões mais táticas ou se perde facilmente, estes recursos são a diferença entre ter que voltar no último checkpoint ou concluir a missão. O game conta com uma versão brasileira, com legendas em português, facilitando o entendimento do roteiro e ações a serem feitas. [t1]Multiplayer[/t1] O multiplayer de Future Soldier agrada e, ao contrário da maioria dos multiplayers que temos hoje, serve mais do que um complemento ao game e chega ser uma fusão com a própria campanha singleplayer. Isso porque todas as missões da campanha podem ser jogadas com até mais três amigos. Neste modo de campanha cooperativa, cada um controla um dos soldados Ghost e, juntos, devem completar as missões. Mas não espere experiências similares entre jogar sozinho ou com amigos. Algumas missões mudam significativamente quando jogadas em co-op. Soma-se que em uma partida singleplayer, caso um dos seus aliados seja abatido, a missão continuará até o fim (ou a sua morte). No modo co-op, caso um dos seus amigos morra, é fim de papo: Game Over e todos voltam para o último checkpoint. Outro modo cooperativo do game é o Guerrilha. Se você já jogou o modo Horde de Gears of War, terá certa noção do que se trata. Aqui, você e mais três amigos devem eliminar ondas inimigas cada vez mais poderosas e bem armadas. E não espere que ficar entocado em um canto seguro será o suficiente. Novamente, é preciso mais do que reflexos e uma arma grande para sobreviver. Saber por onde atacar, evitar ser detectado e saber trabalhar em grupo é fundamental. Por fim, há o tradicional modo versus. Mas não espere algo simples e convencional: assim como no modo campanha, aqui vale a estratégia e o trabalho em equipe. Isso porque cada classe possui habilidades que, sozinhas, dificilmente garantirão a vitória. Comunicação sobre posicionamento inimigo, através de sensores ou drones, por exemplo, são mais do que bônus por kill streaks. Em Future Soldier, eles são peça fundamental para saber onde o inimigo esta e como seu time pode atacar de maneira precisa e rápida. [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=RuZLs1xzeWw&feature=plcp[/youtube] [t1]Impressões Finais[/t1] Ghost Recon Future Soldier é indispensável para apreciadores de games táticos. Com recursos e novidades bem trabalhadas, o game surge para lembrar o mundo que shooters podem ser mais do que correr, proteger e atirar. A possibilidade de ataques combinados e fluidez das missões provam isso. A opção Gunsmith é divertida e ideal para os entusiastas de modificações e personalização de equipamento. Para quem não se importa com isso é uma opção que em nada vai acrescentar ao game. Em outros aspectos a Ubisoft ainda tem trabalho para fazer. Com personagens de modelagem questionável e dublagem pouco convincente, muitas cenas e situações perdem o apelo e tom dramático, estragando um pouco da imersão. Por fim, seu multiplayer é, de longe, um dos melhores deste ano, até o momento. Exigindo muito mais trabalho em equipe e estratégia do que os convencionais shooters que temos no mercado, além de algumas surpresas no modo co-op, jogar com amigos pode ser uma experiência gratificante ou um pesadelo, caso não tenham um bom entrosamento. Sem dúvidas, Ghost Recon Future Soldier é um dos games que podem entrar na briga pelo título de melhor TPS de 201
Fonte: GameVicio
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