.
8.4

Análise do jogo "Assassin's Creed: Brotherhood" para PC escrito por GameVicio

Escrito por GameVicio, nota 8.4 de 10, enviado por Geinrendour,
[T1]Introdução[/T1] Com um breve atraso após o lançamento para os consoles Playstation 3 e Xbox 360, chegou oficialmente agora em março (e abril no Brasil) o terceiro jogo da série, cuja narrativa acontece em uma guerra entre os Templários e o clã dos Assassinos, combate que se arrasta da idade média (e possivelmente antes) até dias do que parece um futuro próximo. [img]hide:aHR0cDovL2subWluLnVzL2psajNZOC5KUEc=[/img] Brotherhood começa praticamente aonde o segundo jogo terminou, partindo dessa premissa, além de uma decisão que Ezio tomou em ACII, se dá o espaço para o novo jogo. Após uma a conversa com uma mítica aparição que conversa com nosso herói, seu tio, Mario, aparece e ambos viajam para Monteriggioni. Lá, após a realização de algumas tarefas opcionais, você expõe a sua família e aliados os fatos que ocorrem no segundo jogo. Na sequência, previamente antecedida por uma cena de sexo, o monte é atacado e ao final disso os Borgia dão cabo do tio de Ezio, que presencia a morte do ente querido. Nesse meio tempo, a família do Assassin foge e o mesmo vai à Roma, buscar sua vingança. A partir daí, o jogo começa definitivamente, e na mesma cidade (diferente do game anterior) todas as missões e história de Brotherhood se desenrolam. [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=ztE48JLkv_c[/youtube] [t1]O Jogo[/t1] É incrível testemunhar a evolução que a franquia Assassin's Creed desenvolveu desde o primeiro título, uma vez como Altair, e seguindo como o personagem italiano. Na Roma antiga (cidade principal desse jogo) a diversificação de missões, e algumas formas das criativas novas jogabilidades implementadas (vide a época do mesmo), recorrentes do artista e projetista Leonardo da Vince, proporcionam uma experiência à par do simples "sair matando por aí". Forçando o usuário a usar tática, elementos de "le parkour" e combate mano-a-mano, justo tudo aquilo que a Ubisoft (Prince of Persia, Splinter Cell... )sabe entregar de melhor. Com novas armas, e um novo sistema de comércio, Assassin's Creed nunca foi tão dinâmico. Ezio agora mais experimente, ganhou ainda mais movimentos e mesmo com o jogo passando-se praticamente em apenas uma cidade, o tamanho do mesmo não diminuiu; você passará tanto tempo quanto gastou nos títulos anteriores. Contudo o que talvez mais chame a atenção, não seja nem de longe o sistema dinâmico do jogo - que após dois títulos é mais do que conhecido pelos gamers - mas sim a sua imponente história contextual que apesar de certas adaptações, segue uma trama histórica o mais realista possível. Por isso você não está simplesmente indo e vindo, terminando e aceitando missões, seguindo um roteiro à risca, ao jogar Assassin's Creed você também está respirando história. Além de personalidades marcantes, você visita monumentos, e mesmo que não tenha a mínima ciência do que são ou representam, pode ter a qualquer hora um resumo ao clicar TAB, ao passar por eles, ou quando estiver afim de um pouco a mais de cultura. [img]hide:aHR0cDovL2subWluLnVzL2psaVlhQy5qcGc=[/img] [img]hide:aHR0cDovL2subWluLnVzL2psZmh1ay5qcGc=[/img] Como o próprio subnome do game diz "Irmandade" é o foco, no qual o título aparenta se sustentar, e embora você possa treinar os seus próprios assassinos, o nome peca, devido os mesmos não possuírem nenhum papel chave no roteiro, a não ser facilitar a sua vida. E isso não precisava ser feito, visto que os combates embora não tão fáceis, passam longe de ser uma dor de cabeça, muito pelos combos de múltiplos inimigos, os quais Ezio é capaz de contemplar. Porém deve-se admitir que brincar de ver seus inimigos sendo rapidamente abatidos, além de surpreendidos - do nada literalmente - dá um certo gostinho especial há certos momentos do game. [i]"Nós trabalhos na escuridão, para servir à luz. Nós somos Assassinos... Nada é verdade. Tudo é permitido." [img]hide:aHR0cDovL2subWluLnVzL2psZmZpZS5qcGc=[/img] Essas são as palavras que Ezio pronuncia ao transformar seus pupílos em verdadeiros assassinos...[/i] Com a possível nova dinâmica de "um jogo por ano", a qual comenta-se estar sendo aplicada à franquia, muitos temiam que Brotherhood não passasse do segundo game reciclado, e que a Ubisoft estaria fazendo um "cash-in" (reembolso) através desse de ACB, porém felizmente, isso não aconteceu. Assassin's Creed: Brotherhood é um jogo único. [t1]Um pouco do técnico...[/t1] Embora nem tudo sejam boas novas, já que infelizmente não houve mudanças gráficas significativas em Brotherhood, texturas e qualidade gráficas são praticamente as mesmas, embora algumas animações tenham sofrido boas atualizações. Quando se fala na parte sonora, não pode-se dizer que Brotherhood é diferente de seu antecessor, o que não chega a ser um problema, visto que os sons representam com fidelidade os movimentos e atmosfera romana. [img]hide:aHR0cDovL2subWluLnVzL2pudmozTy5qcGc=[/img] Ao desfecho belo e futurístico, com cenários "a lá Tron: Legacy", muitas surpresas vêm à tona, entretanto surpresas não necessariamente boas, visto ser um final meio desapontador, pois mais do que um "fim", parece apenas limitar-se a mais uma ponta solta, para uma futura sequência nesse mundo de assassinos. No entanto, poucos serão capazes de reclamar disso... Por último é válido contar, que embora chegando mais tarde, a versão para computadores (usada para o review) já vem com os DLCs inclusos. [t1]O Multi-jogador...[/t1] O elemento que ninguém pensava faltar nesse anteriormente jogo solo, rendeu muito o que falar por parte dos fãs. Ao anunciar o novo modo, que prometia atingir as massas, a Ubisoft gerou um "fuzuê" em 2010. Os rumores de que o jogo poderia se tornar um novo (e almejado pelas empresas) Call of Duty, ganharam forças, e a partir daí os céticos começaram a ter base para argumento. Porém hoje com o jogo há um bom tempo de mãos em mãos, já se pode tirar uma conclusão sobre o assunto. [img]hide:aHR0cDovL2subWluLnVzL2psZTlvZy5qcGc=[/img] O multiplayer de Assassin's Creed gira em torno e abusa da tática, mas completamente diferente do estilo que podemos acompanhar em um co-op, no também da Ubisoft, Splinter Cell: Conviction, ou de qualquer outro jogo que você conhece. Não há muito o que dizer; você caça e é caçado, a isso se resume o MP do game. Durante o início de uma partida online, o sistema te passa uma imagem do jogador, o qual deverá ser a sua presa. Deste ponto, você começa a procurá-lo de forma aleatória utilizando de uma espécie de radar que o direciona para certa área em que o inimigo sorrateiramente anda. O que gera uma tensão é o fator de que seu objetivo não fica parado, e nem mesmo o ambiente, lotado de personagens guiados por uma IA, assim com seu alvo também em plena caça, você nunca sabe se chegará a tempo para dar o bote, ou se suas costas estão seguras o suficiente para que você não acabe morto. Contudo não é só isso; a multidão te dá espaço para manobras tais como se misturar a personagens iguais ao seu, e assim divergir e testar a paciência de seu predador que cedo ou tarde terá de optar por fazer um movimento. Entretanto, mesmo que com o inimigo próximo, você ainda pode pegá-lo desprevenido e sabotar seu caçador. [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=QBNtPdryQAg[/youtube] Após entender a dinâmica, você dá início ao processo de acumulo de experiência, e com essa vai evoluindo seu nível, desbloqueando adicionais e elementos extras. Esses podem tanto te ajudar a fugir, como te ajudar a caçar. Além do mais, a Ubisoft entregou diversos mapas para te manter ocupado por boas e diversas horas, mas não é preciso tanto para enjoar do modo online. [img]hide:aHR0cDovL2subWluLnVzL2psZTJQSS5qcGc=[/img] [t1]Pensamentos Finais[/t1] Não há duvida que AC:B foi um dos melhores jogos do ano passado, com um modo single-player envolvente, e até mesmo maior que de seus antecessores. O que é uma ótima pedida para aqueles que pensaram que "A Irmandade" serviria apenas para a inserção do multi-jogador, numa tentativa da Ubisoft, que aparentemente falhou, de entregar o produto às massas. Dito isso, em tempos de jogos casuais, pode-se dizer com louvor que tal game ainda é o que nós gamers apelidamos de "hardcore". [img]hide:aHR0cDovL2subWluLnVzL2psajhvTy5qcGc=[/img] Com isso, embora o modo online não tenha tido o sucesso que a produtora esperava, isso não significa que ele é ruim, pelo contrário, acontece é que o mesmo passa batido, por ser largamente ofuscado pelo grandioso single-player. Pois perante tamanha campanha e possibilidades, aproveitar do modo online chega a ser uma ofensa, sabendo-se que você pode ter uma experiência ainda mais atrativa jogando o solo novamente, mas com um bom áudio em italiano... Acredite, caso já tenha jogado na língua de sua preferência, ouvir o áudio em italiano, pode soar como música para os seus ouvidos.
Fonte: GameVicio
Geinrendour
Enviado por Geinrendour
Membro desde
25 anos, Caxias do Sul/Pelotas - RS
label