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Análise do jogo "Tales of Xillia" para PS3 escrito por GameTV

Escrito por GameTV, nota 9 de 10, enviado por inuyasha302,
[img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL3BsYXl0dm1uZ3IvY2tlZGl0b3IvY2tmaW5kZXIvdXNlcmZpbGVzL2ltYWdlcy90YWxlcy1vZi14aWxsaWEtYmFuLmpwZw==[/img] O conceito manjado de bem contra o mal não é sempre o motor que guia as narrativas japonesas. Talvez devido às doutrinas religiosas que os regem, que normalmente pregam os 'dois lados de uma mesma moeda', o equilíbrio entre as forças e tudo mais relacionado, as histórias japonesas tendem a respeitar - até certo limite - todas as cartas da mesa. Tales of Xillia não é exceção nesse aspecto, apresentando uma história que por vezes o fará duvidar das ações dos ditos heróis e vilões, e ainda conta com a inédita escolha de dois protagonistas distintos, Jude Mathis e Milla Maxwell. Um mundo, duas histórias O décimo terceiro jogo da franquia Tales of é especial. Uma homenagem a tudo que já foi criado até então, desde o artwork - dividido entre os dois principais artistas da série, Kosuke Fujishima e Mutsume Inomata - até a forma de como ele é apresentado ao jogador, oferencendo a opção de dois protagonistas e suas histórias que se cruzam, mas tem seus momentos exclusivos. E o maior desafio é escolher o protagonista. De um lado, Jude Mathis, estudante de medicina, calmo e um tanto quanto sem sal. Do outro, Milla Maxwell, a forma humana do Lorde dos Espíritos Maxwell, capaz de controlar os quatro Grandes Espíritos, repleta de curiosidade em relação ao modo de vida dos humanos e com um senso particular de justiça. Parece bem fácil escolher, não fosse o fato de Milla ser uma espadachim e o Jude ser 'porradeiro'. Parece bobeira, mas tirando Tales of Legendia (e o Graces/Graces f), os espadachins sempre os são protagonistas de Tales of. E como manejadores de espadas, todos compatilham as mesmas habilidades desde Tales of Phantasya. O mesmo vale para os que usam os punhos no combate, a diferença é que não são principais. Decidi escolher Jude Mathis como protagonista da minha história por esse motivo, e também porque fiquei com medo do jogo ficar fácil demais com Milla - o que é um pensamento errôneo. A real é que mesmo a Milla como espadachim se sai bastante única em diversos aspectos, chegando a momentos que seus combos aéreos mais parecem os de um Marvel vs. Capcom da vida. A estrutura básica narrativa da série Tales of mantém-se a mesma. Um mundo repleto de magia, que sofre seus problemas para manter-se equilibrado devido a ganância dos humanos, um herói que cai de paraquedas e precisa salvar o mundo, o vilão que não é bem vilão, a menininha fofinha, o bichinho estranho, o plot twist que faz inimigos lutarem juntos em prol de algo maior e por aí vai. Depois de jogar tantos títulos da série, às vezes fico apenas em dúvida de quando esses elementos vão aparecer na história. Não me entenda mal, eu amo a série Tales of, e apesar dos mesmos clichês, sou vencido pelo carisma dos personagens sempre mais ou menos entre as 15/20 horas de jogo. É óbvio que o contrário também se aplica, normalmente após o plot twist da história, quando tudo fica melhor ou se perde por completo. Mas o que salva cada um desses JRPGs, sem dúvida, é o seu sistema de combate. Grind nunca foi tão divertido Dual Raid Linear Motion Battle System. O novo sistema de batalha de Tales of Xillia é especial em inúmeros aspectos. O combate acontece em um plano tridimensional (obrigatoriedade desde Tales of Simphonya) e seu foco são as Linked Arts. Juntar-se a um (dos três) personagem da tela possibilita uma infinidade de novos ataques especiais. Além dos ataques especiais, alguns golpes normais também são afetados, criando novas condições para finalizações. Pode parecer difícil, mas é bem mais fácil do que você imagina. Ao utilizar uma habilidade especial enquanto unido a um dos personagens da sua equipe, um sinal luminoso aparecerá sobre ele. Nesse momento é possível combinar o seu ataque com o do outro herói e criar uma nova habilidade. Podem existir múltiplas formas de ataques especiais extras, tudo depende de você descobrí-los durante os combates. Outro fator bastante criativo em Xillia diz respeito a utilização do restante da sua equipe, muitas vezes esquecidas no limbo do banco do passageiro. Esses personagens também evoluem conforme o avanço do jogo e podem ser chamados a qualquer momento no combate. A troca acontece instantaneamente e em tempo real (com um pequeno slowdown dramático no tempo da batalha para que seja possível escolher o personagem trocado) e é preciso apenas que ambos estejam vivos no combate. A troca instantânea somada às Linked Arts cria todo um novo conceito de batalha dentro do jogo, acelerando ainda mais o que já era agitado e criando novas possibilidades de combos. A experiência adquirida no combate não é mais dividida, mas sim passada igualmente a todos os membros da sua equipe, mesmo os que nunca entram no combate. Isso evita aquele momento chato do jogo de separar todos os membros da party, um por um, e evoluí-los isoladamente para acelerar o processo. De resto, uma mistura de Action Points (AC) com Technical Points (TP) sempre forçando-o a não poupar Mana na execução dos seus ataques. Essa coisa de guardar suas "magias" para situações realmente importantes não diz respeito aos jogadores de Tales of, que muitas vezes precisam utilizar um X número de vezes alguns golpes para ganhar novas habilidades. Aqui, essa tática não é necessária, apesar de que a quantidade de vezes que se utiliza um mesmo ataque influencia diretamente o seu poder futuramente, mas não necessariamente lhe dá a possibilidade de ganhar um golpe novo. Aquele sisteminha chato de títulos e habilidades específicas do Graces f foi deixado para trás. No seu lugar, um tipo de 'sphere grid' de evolução, cujo a troca de pontos por esferas específicas cria laços entre si e completa uma espécie de teia, habilitando um novo poder. É possível aumentar seus atributos intrínsecos como força, agilidade, inteligência e destreza, além de destravar algumas habilidades passivas e os pontos necessários para utilizá-los. Os Skill Points (SP) destravam essas habilidades passivas que funcionam como um tipo de "por trás das cortinas" na hora do combate. Se quiser aumentar o número de AC do seu personagem, ganhar bônus de status e mil outras habilidades, é preciso gastar esses skill points (para consegui-los, basta destravá-los na sphere grid) em um outro submenu do jogo. Normalmente faltarão alguns pontos para habilitar todas as suas skills, mas com o devido tempo, tudo se resolve. Apesar de alguns problemas de queda de framerate em certas lutas - normalmente contra gigantes ou muitos inimigos que se utilizam de magias especiais nos seus ataques - o combate flui bem. Criatividade e velocidade nos dedos contam muitos pontos na hora de criar sequências com mais de 47 hits de acerto. Os comandos, apesar de simplificados, precisam ser treinados e testados até a máxima precisão. Um pouco de decoreba ajuda também. Na formatação dos seus golpes, é possível criar atalhos para até 16 skills ao mesmo tempo. Caso seja a sua primeira vez, venha cá, me dê sua mão. Em jogos da série Tales of é costume utilizarmos a alavanca e mais o botão para ataques especiais na criação de novos comandos para atalhos de golpes. Em Phantasia (o primeirão) existia um artefato que possibilitava até mesmo a criação de comandos de jogos de luta para a execução dos golpes da sua lista. Atualmente, é possível utilizar as direções da alavanca mais o botão, e também a alavanca da direita. Xillia te dá a opção de recriar as mesmas oito possibilidades segurando o L1 também. Um número execelente, pois normalmente ficamos em uma dúvida crucial mais para frente no game, com tantas opções e poucos atalhos para agilizar o combate e não precisar do menu em nenhum momento. Seus golpes normais passam por pequenas modificações, dependendo da pessoa que você está ligada. Esses golpes normais extras vão se apresentando à medida que você evolui o elo de ligação entre os personagens - e valem títulos para colecionar - e garantem uns acertos extras, independentes da contagem dos Action Points. Alimentação saudável e conversinhas paralelas É comum nos jogos da série toda uma mecânica para cozinhar e experimentar alimentos variados. Antigamente chegavam como missões paralelas, e cada um dos pratos descobertos podem lhe render boosts variados. Em Xillia, descobrir novos pratos faz parte do novo sistema de evolução de lojas. Ao doar os diversos itens encontrados pelos cenários do jogo, você pode evoluir cada uma das lojas do jogo. A evolução das lojas é diretamente proporcional aos itens que ela põe à venda - e o seu custo. Vale a pena evoluir, principalmente, as lojas de comida e seus itens de double xp e acessórios do jogo, já que as armas que serão compradas não são as mais fortes do jogo - a sidequest das armas lendárias se encarrega de fornecer isso a você. Os skits também não são nenhuma novidade aos amantes da série, e estão de volta completamente dublados. Existem os skits ligados diretamente aos acontecimentos da história principal e também os secundários, com os personagens mais soltos e assuntos relacionados às suas vidas particulares. Pode ter demorado um pouco mais do que deveria - Tales of Xillia é de 2011 -, mas o seu lançamento ocidental é super bem vindo e dá força para os demais games da série. Tales of Xillia 2 já tem confirmação do lançamento no ocidente, Symphonia Chronicles também. É, acho que dá para tirar a barriga da miséria. [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=krB9knI7JEQ[/youtube]
Fonte: GameTV
inuyasha302
Enviado por inuyasha302
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