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9.5

Análise do jogo "Sunset Overdrive" para XONE escrito por GameTV

Escrito por GameTV, nota 9.5 de 10, enviado por AlbertZero,
[img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2NvbnRlbnRzL29yaWdpbi9pbWFnZXMvc3Vuc2V0X292ZXJkcml2ZV9yZXZpZXdfYXJzZW5hbC5qcGc=[/img] [b]Sunset Overdrive[/b] foi anunciado como um exclusivo do XONE de uma empresa que era parceira da Sony, a [b]Insomniac Games[/b]. Sofreu com adiamentos e deixou as pessoas com um pé atrás: será que ele conseguiria se justificar como um título a instigar novos compradores do console da Microsoft? Bem, depois de uma semana ininterrupta de jogatina, digo que a cidade fictícia de Sunset City, bem como todos os seus habitantes deveria sim, entrar no seu radar. Se existe algo de que não sou muito fã, é daquele tipo de jogo que tira a voz do protagonista para deixar o jogador criar seu próprio personagem. Acho que a linha guia da história fica enfraquecida e tudo fica com ares de sidequests. Existem exceções, claro, cuja criação do personagem apenas serve a propósitos visuais e nada mais. Sunset Overdrive é um desses casos. E mais interessante notar que, apesar da trama ser escrita pensada num protagonista masculino, quando fazemos um personagem feminino para ser o herói do apocalipse energético que se abateu em Sunset City, tudo fica mais engraçado. A mocinha (sem nome), de aparência frágil (ou sexy, depende da sua construção), se comportando como um bobalhão que não leva nada a série é bem divertido. [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2NvbnRlbnRzL29yaWdpbi9pbWFnZXMvc3Vuc2V0X292ZXJkcml2ZV9yZXZpZXdfdHJhaW5fc2hvY2tlci5qcGc=[/img] Roteiro, falas, maneirismos e o comportamento com os NPCs do jogo não mudam, não importa o sexo escolhido para o protagonista. Daí o trunfo de jogar com uma menina e vê-la dando "PT" para realizar uma "viagem rápida" de um ponto a outro do mapa, ou dando dicas de relacionamentos a um dos seus amigos nerds, sendo cantada por outras NPCs durante as sidequests, etc... São as mesmas situações, mas com a resposta àquela pergunta que todo mundo já fez "E se fosse uma garota no lugar desse bombadão?". A história não necessita muito cérebro do jogador. Os personagens mesmo brincam com a trama em momentos mais sérios e técnicos, como a explicação de como o energético reage quando posto junto a um rolo de papel higiênico, um tênis sujo e placas de neon, para a fabricação de Amps. É até engraçado isso, porque o roteiro se utiliza muito da famosa "quarta parede", aquela que atravessa a realidade do game e conversa diretamente com o jogador, deixando os personagens conscientes de que aquilo que eles estão vivendo é uma obra de ficção. E as piadas são bacanas, principalmente a da "voz misteriosa", que nada mais é que o tutorial inicial do jogo. O climão do jogo é bem Saints Row, no sentido de encontrarmos uma cidade em pleno caos, gangues bizarras e estilosas espalhadas pela cidade, sobrevivendo da forma que conseguirem. Nessa mistura temos um andarilho badass, escoteiros samurais, playboys nerds, robôs assassinos e cheerleaders mexicanas ninjas. Sim, é legal desse jeito! [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2NvbnRlbnRzL29yaWdpbi9pbWFnZXMvc3Vuc2V0X292ZXJkcml2ZV9yZXZpZXdfbGFzX2NhdHJpbmFzLmpwZw==[/img] Falando das mecânicas de jogo, o que faz Sunset Overdrive tão divertido é esse lance de nunca parar. A partir do momento que o jogador para de se movimentar, o game over é a única certeza do seu futuro. Não que isso seja uma coisa ruim, já que as animações de respawn parodiando filmes clássicos (Exterminador do Futuro, Bill & Ted), jogos (Portal, Halo) ou mesmo clássicos do terror e outras peculiaridades da cultura pop demoram a aborrecer o jogador (aqui ainda não aconteceu). O conceito primordial é matar mutantes, mas sempre com estilo. Para isso, é preciso praticar a arte do "grinding", o deslizar sobre trilhos, fios, quinas, tetos, quaisquer superfícies que isso seja possível. E acredite, existem quase tantas áreas para o "grind" dentro do jogo quanto piso normal para andar e correr. Do grinding tradicional, vamos para o undergrinding (pendurado nos fios), bounces (pulos em superfícies especiais) e o air dash. Misture tudo a uma mira perfeita e aumente o seu medidor de estilo ao máximo. Só assim é possível revelarmos nosso verdadeiro potencial. E não estou sendo metafórico. [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2NvbnRlbnRzL29yaWdpbi9pbWFnZXMvc3Vuc2V0X292ZXJkcml2ZV9yZXZpZXdfYm9zc19maWdodC5qcGc=[/img] No começo é dificil, mas aos poucos vamos pegando as manhas e depois de algumas horas praticando, parece que nascemos para fazer aquilo. Com seu medidor de estilo dividido em quatro níveis, aos poucos despertamos habilidades passivas que chamamos de "Amps". Cada uma delas exige um nível de estilo para começar a funcionar, e elas são absurdamente apelativas. Explosões de magma nos lugares que o personagem caminha, relâmpagos esporádicos que atingem inimigos sem misericórdia, armas mais potentes quando estamos no ar, bastões de baseball que disparam bolas de fogo e até um narrador exclusivo que fica falando o quanto você é legal e habilidoso, etc. Novos Amps, aperfeiçoados e mais poderosos podem ser adquiridos sempre que uma nova base de operações é destravada. Aí basta vencermos um mini-game de "Tower Defense", protegendo todo o OverCharger necessário para a sua fabricação e depois trocarmos pelos colecionáveis que encontramos pela cidade. Parte chata (para mim, não sei se para todos): a quantidade de colecionáveis espalhados pela cidade (que não é nem um pouco pequena) é insana! Papel higiênico, tênis sujo, câmeras de segurança, neons - todos itens necessários para a fabricação de Amps e com uma explicação "lógica" para tal, o que é mais engraçado -, precisam ser encontrados em sua totalidade, porque é essencial que tenhamos os Amps mais caros da lojinha. [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2NvbnRlbnRzL29yaWdpbi9pbWFnZXMvc3Vuc2V0X292ZXJkcml2ZV9yZXZpZXdfY2hhb3Nfc3F1YWQuanBn[/img] Fora os Amps, temos os badges especiais que nos são entregues à medida que evoluímos nossas habilidades. Andar pelas paredes, "grindar" nas coisas, pular, matar mutantes, pilhadores, todas essas manobras geram pontos especiais. Esses pontos são trocados por medalhas que melhoram o seu desempenho em diferentes áreas. Mais munição, mais vida, maior facilidade no acúmulo do medidor de estilo, mais dano contra mutantes, enfim. Por fim, mas não menos importante, temos as armadilhas. Elas podem ser usadas a qualquer momento do jogo, mas em especial, durante aqueles eventos especiais citados lá em cima no texto. À medida que avançamos na história, novas armadilhas são fornecidas, deixando o desafio de escolhê-las e onde colocá-las cada vez mais difícil. Existem duas moedas correntes em Sunset Overdrive, o dinheiro normal que serve para comprar roupas novas para a personalização do seu avatar e as latinhas de OverCharger, utilizadas para a compra de armas e munição. No campo das armas, muita criatividade para a criação de um lançador de ursinhos de pelúcia cheios de dinamite, um lançador de bolas de boliche, disparadores de fogos de artifício, de discos de vinil e claro, armas convencionais também (duas, acho). E tem arma pra caramba. [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2NvbnRlbnRzL29yaWdpbi9pbWFnZXMvc3Vuc2V0X292ZXJkcml2ZV9yZXZpZXdfYmxpbXAuanBn[/img] Elas podem ser equipadas com Amps próprios, aumentando e diversificando seu poder de fogo. Existe um slot para cada arma e nenhuma limitação na parte do que pode ser misturado com o quê. Tranquilo misturar o lançador de granadas congelantes com um Amp que faz as coisas explodirem vez ou outra, ou disparar um vinil carregado de eletricidade. O que menos me chamou a atenção da parte das missões paralelas foram os desafios por tempo. Coisa pessoal mesmo, não gosto. Prefiro missões com objetivos aleatórios que não seja o relógio ou os 100% de algo. E se você quiser todos as roupas extras do jogo, vai ter que vencer certos desafios por lá. Algo que me surpreendeu muito foi o nível da dublagem em português do game. Por estar no nosso idioma, fica mais fácil notar as repetições de algumas falas, mas o bom humor dos dubladores não deixam as coisas entediantes. Anos luz em relação a qualquer dublagem posta no mercado com elencos "milionários" repletos de globais. Um negócio super bem feito, com gente que sequer posso creditar porque a Microsoft não revela esse tipo de informação. [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2NvbnRlbnRzL29yaWdpbi9pbWFnZXMvc3Vuc2V0LW92ZXJkcml2ZS1oZXJvZXMuanBn[/img] Um adendo: para que esta crítica estivesse no ar hoje, jogamos uma versão do game para a imprensa, sem o multiplayer ativo. Quer dizer, algumas sessões do multiplayer aconteceram durante o final de semana, mas não consegui experimentá-lo em sua totalidade. Apesar disso, posso assegurar que o modo multiplayer cooperativo para até oito pessoas não vai prejudicar em nada a nota do jogo. Pelo contrário, já que seu avanço online pode ser trazido para a campanha solitária (armas, Amps, dinheiro, etc) sem maiores problemas. Sunset Overdrive, sem dúvida, é uma obrigatoriedade a todos que apreciam um bom jogo de ação de mundo aberto. Se você já tem um Xbox One, não hesite em adquiri-lo. Se não tiver o console ainda, vá a casa de um amigo. Sério. Jogão. [b]DO QUE GOSTAMOS[/b] + Visual colorido + Muita coisa para se fazer + História nonsense e despreocupada + Multiplayer cooperativo [b]DO QUE NÃO GOSTAMOS[/b] - Alguns travamentos (que devem ser resolvidos com um patch de lançamento)
Fonte: GameTV
AlbertZero
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