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Análise do jogo "Ragnarok Odyssey" para PSVITA escrito por GameTV

Escrito por GameTV, nota 8 de 10, enviado por Anônimo,
[img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL3BsYXl0dm1uZ3IvY2tlZGl0b3IvY2tmaW5kZXIvdXNlcmZpbGVzL2ltYWdlcy9hYWFhYWFhLmpwZw==[/img] Fundamentado em seu primo distante, Ragnarök Online, com porings e Kafras espalhados pelos cenários, Ragnarok Odyssey acabou se revelando uma boa surpresa para o PS Vita, um tanto quanto precário em títulos exclusivos. É bom ressaltar que o estilão Monster Hunter "resumido", a interação entre os jogadores, personalizações e campanhas que podem ser realizadas em um curto período de tempo são boas o suficiente para delinear o futuro do gênero no portátil. Diversão em pílula Se existe algo em Ragnarok Odyssey que não o deixará desistir no meio é o seu sistema de quests. Apesar de se tratar de um RPG, os combates acontecem em tempo real, como num verdadeiro hack'n slash. Nada daquela trama intrincada, dungeons gigantecas e grindings infinitos. E apesar disso parecer um ponto negativo, dê uma chance ao jogo para rever seus conceitos. Odyssey traz diversas vezes à tona o seu parente distante, o MMO para computadores. Aqueles amontoados rosados de Porings, NPCs e algumas localidades já conhecidas pelos jogadores e todo um sistema de interação entre usuários repleto de familiaridades estão lá e podem ser um componente crucial na aceitação (ou não) do jogo. A sensação de "conheço isso" mantém-se lado a lado a "parece, mas é diferente". Cada uma das quests dura seus máximos 30 minutos (forçados pelo game), mas a maioria é possível de ser executada em menos da metade do tempo. Para o jogador que usa o portátil na fila do banco, no trajeto do metrô e não tem tempo de terminar aquelas dungeon de Final Fantasy, essas "quests pílulas" vem bem a calhar. A maior complexidade de cada uma é montar uma estratégia para enfrentar os inimigos do cenário - principalmente quando são gigantes. Não são necessárias horas e horas de jogo para aprender uma nova técnica. Desde o início, Ragnarok Odyssey lhe oferece um personagem com praticamente todos os golpes desde o início. A ativação acontece de acordo com combinações utilizadas para a execução dos combos. Não é difícil, mas tudo acaba ficando um pouco repetitivo, principalmente se jogando sozinho - e com um mago, que seria muito melhor como suporte. O que nos leva a outro ponto importante. Ragnarok Odyssey foi feito e precisa ser jogado no modo cooperativo. Seja online, com um lobby até que repleto de pessoas - a maioria que, infelizmente, vai barrar a sua conexão de barras vermelhas - ou via Ad-Hoc para até quatro pessoas. Em relação ao lance de experiência adquirida no jogo, também não é motivo de preocupação. O foco dos upgrades é voltado completamente para materiais raros e confecção de armas e armaduras. Aprender novos golpes, magias ou evoluir uma classe não faz parte da agenda de Ragnarok Odyssey. Porém, atualizar suas armas, criar novos status, conseguir novas cartas e aumentar o nível da sua armadura são fundamentais para o melhor andamento da aventura. Há uma pequena atualização dos status dos personagens a cada capítulo encerrado, mas eles são mínimos e automáticos. No original, era possível evoluir a classe do personagem também, para que ele pudesse adquirir novas habilidades com o decorrer da aventura e nunca estagnar a diversão do jogador. Aqui, o que você precisa fazer é caçar por cartas, algo que também existe no original, mas em uma dificuldade bem reduzida. Essas cartas podem ser equipadas na armadura do seu personagem, criando efeitos variados e propícios a cada aventura. As cartas são divididas por estrelas, que categorizam a sua raridade. Mesmo as mais difíceis não são tão impossíveis de serem encontradas em uma quest - diferentemente do RO, o qual não era nada amigável nesse quesito. Os combates são rápidos e eficientes como em um jogo de aventura normal (e não um RPG). Ataques fracos, fortes, especiais e um botão de pulo. A trava de mira facilita a sua vida e o dash acelera o processo de combos sequenciais (as vezes obrigatórios para certos status de bônus de determinada arma). E a melhor parte é que é tudo muito agradável de se ver. A parte gráfica de Ragnarok Odyssey não faz feio e entrega um mundo bacana, sem exageros, uma exploração simples, monstros interessantes (apesar de se repetirem com o passar da aventura) e chefes de fase bem elaborados e que requerem uma maior estratégia para combatê-los. Mundo virtual com pessoas reais Os MMOs são famosos por reunírem um grande número de jogadores ao mesmo tempo (por isso o Massive Multiplayer), repletos de ferramentas para uma melhor interação entre todos os presentes. Ragnarok Odyssey não é diferente e conta com um sistema similar, talvez até melhor em termos de interface. Não será possível transformar a experiência em algo 'massivo', já que apenas quatro jogadores podem jogar ao mesmo tempo. Mas a interação alcançada com o Vita é de causar inveja. Conversas via microfone ou texto, ícones para demonstrações de de humor a um toque da tela - assim como toda a parte gestual do seu personagem - e o jogo inteiro para ser dividido com um amigo. Tocar na tela ao invés de guiar o cursor em direção ao ícone que gostaria de selecionar é fantástico. É a forma mais intuitiva de utilizar esse tipo de recurso no Vita. Funciona sem que seja preciso "acostumar-se" ao ato. E com o microfone embutido do aparelho tudo fica mais completo. Visualmente, Odyssey carrega uma quantidade razoável de utensílios que tornam seu personagem especial. Chapéus, armaduras, tinturas, tudo para deixá-lo o mais particular possível e gerar a curiosidade dos demais. Além da escolha do sexo, cor dos cabelos, pele e classe, algumas vestimentas podem ser utilizadas por quaisquer personagens. É uma simples questão de colocar a sua imaginação para trabalhar. A personalização acontece tanto no âmbito estético quanto no prático, em relação a facilitar a sua vida com as missões (como já foi dito anteriormente). Aquela atração à primeira vista pode não acontecer com Ragnarok Odyssey. Aliás, você pode sentir uma profunda decepção dada a circunstância. Um RPG sem um sistema tradicional de níveis, quests soltas e desconexas em sua maioria e um modo para um jogador um tanto desestimulante. Daí você percebe que as quests se encaixam aos seus propósitos, os níveis não vão importar tanto e o multiplayer é fantástico. Dê uma chance ao jogo, pois aos poucos é possível entendê-lo e apreciá-lo da forma que merece.
Fonte: GameTV
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