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Análise do jogo "Far Cry 4" para XONE escrito por GameTV

Escrito por GameTV, nota 8 de 10, enviado por X-50,
Em terra de ditador lunatico, quem tem mais armas é rei Juro que não é implicância com a Ubisoft. Mas esse é o terceiro jogo que eu pego deles que tem um ar de dejà vú um tanto irritante. Far Cry 4, se colocado numa balança para medir novidades e avanços contra similaridades com o jogo anterior, estaria em déficit com o jogador. Isto é, caso ele procure por uma experiência inédita. Me pergunto se a memória das pessoas é tão rasa assim. Far Cry 4 é apresentado exatamente da mesmíssima maneira que o seu anterior. Inclusive introduzindo um novo lunático no lugar de Vaaz, o auto-proclamado rei da cidade fictícia de Kyrat, Pagan Min. Armas, sistema de criação de itens, personagens, viagens alucinógenas e disputas por território, tudo é exatamente igual, é incrível a cara de pau. Ok, sejamos justos. O novo game não é, nem de longe, chato. Se você não jogou Far Cry 3, vai se divertir mais anda. O problema é essa constante repetição de estilos de jogos, em diferentes perspectivas, seja primeira, terceira, quarta ou quinta pessoas. Todos os jogos da Ubi são iguais, e isso não é exagero, infelizmente. Esse "gesso" criado pela Ubisoft para o desenvolvimento dos seus jogos é preocupante. Não é porque o primeiro deu certo com um vilão maluco e imprevisível, cheio de diálogos de impacto e que não dava a mínima para a vida, que é preciso repeti-lo, ao pé da letra. Aliás, ele deu certo a primeira vez devido ao fato de ser uma aposta, um risco que a empresa se deu ao luxo. Hoje, as mentes inovadoras deram lugar ao risco zero. O pior é que dá certo, eles ganham dinheiro e nós ficamos à mercê da repetição. Ajay Ghale é o protagonista de Far Cry 4. Filho do grande Mohan Ghale, líder da rebelião anti-Pagan Min conhecida como O Caminho Dourado. Disposto a cumprir o último desejo de sua falecida mãe, ele parte em uma viagem para as profundezas do Nepal para esparramar as suas cinzas. Por ser filho de Mohan Ghale, Pagan Min fez questão de recebê-lo e aceitá-lo como "hóspede" em sua residência. Após a fuga, Ajay passa a ajudar os rebeldes com certa revelia, mas depois compromete-se em definitivo, como todo bom herói. A ordem para realizarmos as tarefas no novo mapa do jogo permanece a mesma. Escale as torres de transmissão, invada os campos militares, resgates os moradores de Kyrat, defenda-se dos predadores selvagens, utilize suas peles para criar equipamentos melhores, avance no modo história e repita o procedimento até que o jogo chegue ao seu final (o que pode demorar um pouco, dependendo do seu nível de toque em relação as atividades paralelas). As novidades ficam por contas de alguns veículos, como triciclo movido a hélice (super útil) e outro que parece uma mini Kombi. Tem também um novo sistema territorial de fortalezas, espalhadas pelo mapa. Cada uma delas traz um nível de dificuldade muito maior em relação ao restante do jogo, algo como uma "Boss Dungeon". Para essas lutas, é possível unir-se a um amigo via PSN/Live e arriscar-se no modo cooperativo, que é um dos grandes atrativos de Far Cry 4. A exclusividade do PlayStation 4 possibilita o dono do jogo enviar 10 códigos para que seus amigos possam se aventurar no cooperativo, mesmo sem possuírem uma cópia do jogo. Mas o co-op só funciona com o dono dos códigos. Vão-se as tatuagens, fica o sistema de evolução, dividido entre o tigre (ofensividade) e o elefante (defesa). Cada um deles exige um número de pontos de experiência acumulados e rendem etapas na árvore de habilidades. No entanto, certos upgrades precisam ser destravados através da história principal ou missões paralelas. Outra barra de experiência diz respeito ao seu Karma. Todas as suas ações são referenciadas com base no seu Karma. As boas ações geram pontos e aumentam a sua reputação. O novo sistema de escolha, cujo jogador precisa optar sempre entre duas missões principais, o fará perder os cabelos. Sério, algumas das escolhas são muito ambíguas e nunca sabemos qual caminho foi o mais sensato, já que ao escolhermos, automaticamente nos tornamos partidários a uma pessoa, comprometendo o relacionamento com a outra. O mapa é gigantesco e a quantidade de atividades espalhadas por ele chega a comprometer o bom senso. Cartazes a serem arrancados, sinos para serem tocados, roletas para girar, arenas para enfrentar, bases militares para destruir, animais para caçar, pessoas para resgatar, sério, chega. Far Cry 4 é legal. Podia ser bem melhor, menos repetitivo e menos todas essas coisas que a Ubisoft tomou como regra para seus jogos (e é incrível isso, acontece em TODOS os jogos!). Se você é um daqueles que gosta de colecionáveis espalhados pelo mapa, a Ubisoft é a sua empresa do coração, aposto. DO QUE GOSTAMOS: +Visual bacana; +Cooperativo online; +Chaves de acesso para jogar o co-op sem precisar ter o jogo. DO QUE NÃO GOSTAMOS: -Repetição da mesma fórmula ubisoft, sem surpresas.
Fonte: GameTV
X-50
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