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Análise do jogo "Call of Duty: Advanced Warfare" para PS4 escrito por GameTV

Escrito por GameTV, nota 9 de 10, enviado por Giordano Trabach,
[i]Novas mecânicas, conteúdo e visual incrível renovam franquia[/i] No mercado de games há uma única certeza que um jogador pode ter na vida: todo ano vai sair um Call of Duty! E ele vai chegar sempre no finalzinho do ano para pegar o período de festas e obriga-lo a comprar. E eu sempre compro! Não me leve a mal, eu entendo perfeitamente que jogos como CoD são para alguns jogadores, como o funk é para a música popular brasileira: ritmo repetitivo, chato e pobre de rimas. O que se esquece no caso do funk é que ele é consumido pela grande maioria do povo. É exatamente o que acontece com jogos como Call of Duty e Battlefield. São repetitivos, mas igualmente viciantes e divertidos. E para mim não há nada melhor do que colocar o headset, dar uns tiros e xingar os amigos ao chegar em casa depois de um dia estressante de trabalho. [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2NvbnRlbnRzL29yaWdpbi9pbWFnZXMvQVdfaW50MDIuanBn[/img] Resumindo: desde Ghosts que todo mundo já sabia que ia sair outro. O que não esperava no entanto era que a produtora Activision e a desenvolvedora Sledgehammer Games fossem adiante com a ideia do "futuro das guerras", já que Ghosts não tinha ido tão bem e os consumidores já mostravam sinais de cansaço do estilo. Mas Advanced Warfare é exatamente sobre isso. Os produtores avançaram mais uma vez no futuro tentando adivinhar o que vai ter por lá. E nós embarcamos novamente nessa história de ficção científica. ??A diferença entre Ghosts e AW é visual e de conteúdo. Este game foi desenvolvido inteiramente para a nova geração o que garante gráficos impressionantes nas versões para Xbox One e PlayStation 4. Com o processamento de um número muito maior de polígonos temos menos lentidão e a possibilidade de ter muito mais elementos ao mesmo tempo na tela. Em termos de conteúdo, os jogadores vão encontrar o maior arsenal de armas da história e uma mudança bastante significativa na mecânica de jogo. Um dos poucos fatores negativos que você vai encontrar na versão brasileira de AW é a impossibilidade de jogar a versão em inglês com legendas em português. Sendo assim, você vai perder a voz original de Kevin Spacey e de Troy Baker, o cara que fez a voz de Joel em The Last of Us e que interpreta o protagonista Jack Mitchell. Ambos tiveram o rosto e as feições reproduzidas no jogo, mas no lugar disso, a versão brasileira tem uma dublagem satisfatória, mas que ainda está longe de ser boa. Com todo o trabalho que os técnicos de som tiveram para colocar o jogador dentro da guerra com sons e estampidos realistas, a dublagem em português parece que foi simplesmente jogada por cima disso, com termos falados errado e bocas mexendo sem sair som. [t2]Corporação Atlas: A maior empresa militar privada do mundo[/t2] A história de Advanced Warfare se passa em 2054, e o jogador entra na pele do soldado Jack Mitchell (Troy Baker) fazendo uma incursão militar a Seul na tentativa de evitar uma invasão dos norte coreanos. Esta primeira fase dá o tom de como será o restante do game. Cenários futuristas, armamento pesado, VANTs e o tal exoesqueleto. Durante a batalha, Mitchell perde um grande amigo que descobrimos mais tarde ser o filho de Jonathan Irons (interpretado pelo ator Kevin Spacey), CEO da Atlas. A Atlas nada mais é do que a maior companhia militar privada do mundo que cresceu monstruosamente aceitando contratos de defesa de diversos países importantes. Sabendo do esforço que Mitchell fez para ajudar o filho, Irons o chama para ser um soldado da Atlas e fazer "o que seu filho nunca fez". Como mais novo membro da empresa e parte da equipe de Gideon, Jack Mitchell passa a perseguir um grupo terrorista que se autodenomina KVA e que surge para ameaçar o mundo.?? A partir deste ponto a história segue de uma maneira bastante linear, e mesmo quando há uma mudança importante no enredo o jogador já conseguiu prever o que ia acontecer há tempos. Mas, a campanha de AW tem uma boa discussão sobre a guerra nos dias de hoje com temas importantes que estão sendo discutidos atualmente. O roteiro foi criado de maneira a se pensar: "Peraí, algo desse tipo pode acontecer de verdade nos próximos anos!". Além disso há boas cenas de ação proporcionadas pela introdução de novas tecnologias que posteriormente vão rechear o modo multijogador (Multiplayer): o exoesqueleto, as granadas especiais, o Goliath, a camuflagem e o Overdrive que deixa tudo em câmera lenta, são algumas delas. Outra característica importante da campanha é que acompanhamos a trajetória apenas de Jack Mitchell e em nenhum momento encarnamos outros personagens como acontecia nos games anteriores da série. A razão de optar por fazer desta maneira segundo os produtores era para que o jogador sentisse uma maior empatia com o personagem, como se estivesse de fato controlando a si mesmo. Basicamente, sem se aprofundar muito na vida de Mitchell, ele se torna nós mesmos. A importante dizer que a campanha inteira do game pode ser completada em pouco mais de 6 horas de jogo frenéticas, mas vai por mim, são tantas explosões e cenas bacanas que você vai ter a sensação de que tudo acabou em duas horas. [img]hide:aHR0cDovL3d3dy5wbGF5dHYuY29tLmJyL2Nkbi91cGxvYWRzL2NvbnRlbnRzL29yaWdpbi9pbWFnZXMvQVdfaW50bXVsdGkuanBn[/img] [t2]Multiplayer: agora você pode pular, mas não pode se esconder [/t2] O modo multiplayer é o que dá sobrevida ao jogo. É o que faz os fãs jogarem Call of Duty por meses a fio e Advanced Warfare tem o maior volume de conteúdo já feito em um game da série. Tem praticamente tudo o que foi bom em games como World At War, Black Ops (1 e 2) e Modern Warfare (1,2 e 3). O jogo já vem com 13 mapas em setores diferentes. Um laboratório de bioengenharia, um observatório sobre um vulcão adormecido, uma área de praia abaixo da ponte Golden Gate e até Santorini na Grécia. Alguns deles sofrem ataques naturais como a chegada de um Tsunami, um ataque de resíduos de um vulcão ativo, etc. Se achar pouco, já existe o passe de temporada disponível nas lojas virtuais e custa R$110. Nesse pacote estão incluídos 4 DLC com novos mapas, modos de jogo, armas e itens de personalização que serão liberados posteriormente. Adquirindo o passe logo, o jogador ganha o mapa Atlas Gorge no ato. Este mapa é a recriação do Pipeline, famoso conteúdo extra de Call of Duty 4: Modern Warfare. Em termos de modos de jogo, todos aqueles clássicos da franquia estão lá, Mata-Mata em equipe, Baixa Confirmada, Contra Todos, Guerra Terrestre, Dominação, Capturar bandeira, etc... A novidade aqui são os modos Uplink e Infectado. Em Uplink os jogadores precisam carregar um VANT Satélite que mais parece uma bola e joga-la na estação de Link do time adversário. Nada muito diferente de uma partida de basquetebol com armas automáticas e semi-automáticas. Em infectado, um soldado é escolhido como o paciente zero e tem encontrar e matar os outros jogadores, ao renascerem estes jogadores voltam infectados e fazem parte do outro time podendo infectar outros jogadores. Se sobrar sobreviventes, eles ganham a partida. No lugar do modo Zumbi e do Sobrevivente, entrou o modo Exo Survival, onde o jogador tem que sobreviver a diferentes ataques de robôs e soldados NPC em um cenário do futuro. O modo zumbi cujo vídeo vazou na internet antes do anúncio oficial é na verdade um dos DLC que estão no passe de temporada. A Sledgehammer Games teve todo o cuidado de não mexer demais no sistema de jogo, mas sim de "manter o que está bom" e acrescentar elementos que adicionassem ainda mais recursos a mecânica de jogo. Assim surgiu a ideia de incluir uma nova tecnologia que está sendo desenvolvida hoje, mas que estaria muito desenvolvida em 2054, o exoesqueleto. Chamado de Exo, este esqueleto de titânio reforçado dá ao soldado em campo uma força sobrehumana, a habilidade de se camuflar, receber mais danos, mover-se rapidamente e saltar a novas alturas. Esse elemento adicionou verticalidade a maneira de jogar Call of Duty porque além de se mover rapidamente para os lados também é possível pular e fugir rapidamente. A maneira como isso foi feito no gameplay deixa o jogo mais rápido e ágil, mas sem complicar muito nos comandos. É possível incrementar os saltos com a "escorregadinha" do Ghosts que está presente nesta versão. Já o fiel cachorro ficou fora dessa, ainda bem. Para complementar há um arsenal repleto de armas e acessórios que são liberados aos poucos para os jogadores. Ouvindo a opiniões da comunidade de CoD, eles acrescentaram a possibilidade de dois jogadores participarem dos ataques em campo. Ao soltar um devastador helicóptero cheio de metralhadoras e mísseis, dois jogadores podem participar controlando a aeronave e as armas. Enquanto evolui durante as partidas o jogador desbloqueia novas vantagens, emblemas e acessórios que podem gerar combinações quase infinitas de possibilidades. Já as opções de personalização são a cereja do bolo. Agora além de colocar ou retirar armas, é possível incrementar roupas, sapatos, óculos e capacetes dando uma maior individualidade para o jogador que pode ser masculino ou feminino. Call of Duty Advanced Warfare chegou para atender todas as expectativas dos fãs da franquia e trazer para o lado "funkeiro da força" aquele jogador que nunca experimentou um game de tiro multiplayer na vida. [t2]DO QUE GOSTAMOS[/t2] [list]Visual incrível nas novas plataformas A possibilidade de personalizar seu soldado no multiplayer Exoesqueleto adiciona verticalidade as mecânicas[/list] [t2]DO QUE NÃO GOSTAMOS[/t2] [list]Dublagem em português mal produzida Não há versão em inglês com legendas em português História linear demais[/list]
Fonte: GameTV
Giordano Trabach
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