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3.8

Análise do jogo "Tony Hawk's Ride" para Wii escrito por GameStart

Escrito por GameStart, nota 3.8 de 10, enviado por Giordano Trabach,
Quando você para e pensa em um jogo de skate que simula movimentos por meio de um periférico em forma de prancha, qual a primeira coisa que vem na sua cabeça? Para os mais velhos, com certeza virá imagens do lendário Top Skater da Sega, um arcade no qual você tinha que atravessar diversas pistas em um tempo determinado conseguindo a melhor pontuação possível. Como isso? Fazendo manobras, claro. Você não tinha que fazer as manobras propriamente ditas, mas havia variação e, acima de tudo, divertia. Agora, na cabeça dos mais novos, sabe o que virá quando feito a mesma pergunta? Tony Hawk: Ride. Por esta atrocidade, só podemos culpar a Activision, a Robomondo e a Buzz Monkey (é Vicarious Vision, dessa você escapou). Passado como a maior inovação dos últimos tempos, a ideia foi justamente a mesma que a Sega teve há mais de uma década, porém, com o diferencial de tudo se passar dentro de sua casa, ou melhor, na sua sala de estar. Só eu que senti um fedor sepulcral se arrastando dos quartéis? Veja bem, foi necessário recriar a série Tony Hawk para que ela viesse a receber tamanho nível de imersão (sim, estou sendo irônico). Tal recriação, na verdade, não passa de um retardamento de tudo que fez a série um dia digna. Já começa no horrendo menu principal. Quem foi o responsável? Quando você se perde nas opções principais do jogo, já dá para esperar que o resto possivelmente será tão confuso quanto, o que acontece, claro. Digamos que você já instalou o periférico, instalou os sensores, calibrou tudo que tinha que calibrar e, agora sim, está pronto para se exarcebar em manobras e saltos "radicais". O que esperar? Tutoriais, muito deles. E o pior é que, durante este, você sente que realmente aprendeu a controlar o jogo utilizando o novo periférico em forma de shape, porém, não, e que este fique como um N??O bem grande, você dificilmente vai conseguir ter sucesso no jogo após a longa e tediosa sessão de tutoriais. Esqueça tudo que já foi Tony Hawk Pro Skater, Ride é linear ao extremo. O objetivo continua sendo o mesmo: alcançar uma determinada pontuação com as manobras, só que como dito antes, dificilmente você consegue algo que não seja chutar o periférico. Saltar com os lendários ollies ou mesmo girar seu skate em um flip é simples, mas quem disse que o jogo fica só nisso? Não, ele pede manobras dignas de um profissional, o tipo de coisa que o periférico em forma de skate nunca reconhece. Pior, com a progressão da dificuldade, as coisas vão ficando mais rápidas e tecnicamente mais precisas, o que resulta em tombos, tombos e mais tombos. O simples ato de fazer uma curva já é trabalhoso, você quer virar, ele pula, você quer pular, ele faz um manual. Assim as coisas ficam cada vez mais confusas, até que você finalmente se cansa e vem aquele sentimento de se achar idiota por ter gasto uma nota com o jogo. Eu sei que em inúmeras análises antigas de outros Tony Hawks reclamei que o jogo cada vez mais se tornava restrito aos iniciantes, mas isso passou dos limites. Nem mesmo o visual ou a trilha sonora, que poderiam ter seguido as tendências da franquia, funcionam. O visual é feio até mesmo para o Wii e a trilha sonora, até que de qualidade, tem poucas musicas e, consequentemente, se repetem com frequência. ?? o tipo de coisa que, somada as outras faltas, nos faz questionar o quanto o time montado pela Activision realmente se dedicou a obra. Cá entre nós, dinheiro eu tenho certeza que não faltou, afinal, estamos falando da matriarca de jogos como Guitar Hero, Call of Duty e World of Warcraft. Tropeçando em calçada baixa: Tony Hawk: Ride é definitivamente patético e irônico. Quem acompanhou os comerciais e a campanha de marketing que o seguiu simplesmente pensará que falavam de outro jogo, porque é o que parece. Nada funciona e, quando funciona, o resultado não é o esperado, ou seja, para que perder tempo? A única coisa que realmente presta no pacote todo é o periférico em forma de skate que aguenta seus chutes como uma verdadeira armadura. Como diz o ditado, vazo ruim não quebra. [t2]Prós[/t2] [list]O periférico aguenta tudo[/list] [t2]Contras[/t2] [list]Nada não funciona. Nada mesmo[/list]
Fonte: GameStart
Giordano Trabach
Enviado por Giordano Trabach
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