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Análise do jogo "Ratchet & Clank Future: A Crack in Time" para PS3 escrito por GameStart

Escrito por GameStart, nota 9 de 10, enviado por Giordano Trabach,
Seja no PlayStation 2, no PSP ou no PlayStation 3, Ratchet & Clank sempre foi sinônimo de qualidade, diversão e humor na medida certa. Então, antes de tudo, eu já digo: Não há motivo para abrir a caixa deste novo título da Insomniac Games esperando por menos. A Crack in Time, também chamado de a última aventura da dupla, se foca em tudo que fez a série famosa ao longo de sua carreira, adicionando novos elementos que sem dúvida agradará até os mais conservadores. Se você ainda não sabe (não quero ver ninguém me acusando de dar spoiler crucial), no final do primeiro jogo lançado para PlayStation 3, Ratchet & Clank Future: Tools of Destruction, Clank descobre que foi criado para algo muito maior e assim é levado pela misteriosa raça dos Zoni. Isso deixa seu parceiro Ratchet o procurando pelo período todo da sequência, lançada exclusivamente para a PlayStation Network: Quest for Booty. Maiores detalhes são dados em um filme narrado pelo cômico Captain Quwrk, conforme o jogo é instalado no seu HD, mas basicamente Ratchet continua em sua busca - enquanto que Clank finalmente desperta para sua missão. Assim o jogo começa. Não importa se você é veterano da série ou descobriu agora que Ratchet é um lombax (uma espécie de felino bípede), A Crack in Time faz um serviço excelente em situar você no jogo, tanto do ponto de vista do enredo, quanto no da jogabilidade. A surpresa da vez, como qualquer um que viu os vários comerciais sobre o jogo deve saber, é o aumento da ênfase nas sequências vividas por Clank. Não, você ainda passa a maior parte do jogo como Ratchet, mas desta vez as partes protagonizadas pelo pequenino robô são tão importante quanto e compõe uma parte crucial da diversão do jogo. Isto porque tais inauguram uma categoria de quebra-cabeças únicos que utilizam a nova capacidade de Clank de manipular o tempo. A coisa começa simples e aos poucos fica complicada, porém, nunca se distanciando muito do alcance geral. Clank, que está preso no maior relógio do universo, deve achar seu caminho por entre as muitas salas e, para isso, deverá trabalhar em conjunto com vários dele, isto mesmo, você não leu errado. A nova habilidade permite que você grave suas ações, para depois acionar uma espécie de reflexo que repete as ações gravadas. Com estas você deverá abrir passagem, acionar interruptores e até mesmo saltar por entre plataformas. Quer um exemplo? Na sequência mais básica destes quebra-cabeças, você precisa ficar em cima de um botão para abrir a porta da saída, porém, assim que você sai de cima deste, a porta se fecha novamente. O que fazer então? Basta gravar o ato de correr até o botão e ficar lá parado em cima dele. Ao acionar o poder, seu reflexo fará exatamente o mesmo, ficando em cima do botão, para que você possa atravessar a porta sem maiores dificuldades. Claro que daí para frente, como eu disse lá em cima, vai ficando mais complicado, bem mais complicado, mas a diversão aumenta também, então ninguém se lembra de reclamar. Viajar pelo universo também ficou muito mais interessante neste capítulo final. Enquanto os controles da nave permanecem uma grande homenagem à série Star Fox, com direito a "barrel rolls" e tiros carregado durante as batalhas, você não mais precisa seguir caminhos pré-determinados, ficando livre para explorar luas, asteróides e pequenos planetas em busca de novos equipamentos e itens. Aliás, desta vez sua nave também ganha upgrades variados, que vão desde escudos até canhões ultra-poderosos, uma excelente adição que só não tem tanto impacto porque os combates espaciais se mostram ridiculamente fáceis. Enquanto isso, jogar com Ratchet é tão bom como sempre foi. Inimigos lotando a tela, sequências de plataforma misturadas em meio a ação, leves quebra-cabeças (o clássico "pegue determinado item e leve para determinado local"), adornado por algumas das armas mais originais já criadas para um jogo do gênero, característica inegável da série. Além de poder transformar seus inimigos em macacos dançantes, a ação introduz também um canhão sônico (que na verdade é o arroto de um largartinho mal-humorado), um lançador de lâminas (armas criada por um fã que venceu o concurso de protótipos da Insomniac), entre outras armas menos cômicas, mas não menos divertidas de se usar. O segredo por trás está no fato de cada arma acumular pontos conforme você as usa. Cada vez que se completa um nível, ela evolui suas características consideravelmente, ganhando novas habilidades e efeitos. Sem notar, você acaba se vendo explorando cada cantinho do jogo que, além de interessantes, servem para manter seu armamento no topo. Esse misto que compõe a jogabilidade dificilmente cansa, porque você acaba sempre se sentindo no controle e nunca controlado. Empacado em um planeta? Você pode explorar outra parte do universo, competir na arena por prêmios ou mesmo resolver pequenos quebra-cabeças que lhe oferecem upgrades para sua armadura e afins. A minha única reclamação real é que, novamente, os divertidos veículos de Ratchet & Clank: Up Your Arsenal não fizeram seu retorno, ou vai dizer que só eu gostava dos carros e tanques armados até os dentes? Comparado com Tools of Destruction e Quest for Booty, A Crack in Time evoluiu quase nada visualmente e mesmo assim não deixa de impressionar. Prova de que seus irmãos mais velhos estavam bem à frente de seu tempo. Sei que já disse isto no texto de Tools of Destruction, mas sim, este jogo também parece uma verdadeira animação da Pixar em versão jogável. Os mundos que você passa, desta vez ainda menos típicos que os dos jogos passados, são belos, repletos de detalhes e todo o tipo de ação ocorrendo ao seu fundo. Cada ambiente mostra seu tipo único de vegetação, assim como iluminação e construções, dando um verdadeiro show de cores. A animação dos personagens, seja durante as cenas ou durante a ação, é fluente e, digamos, até que real, embora falamos de raças fictícias. Tanto Ratchet quanto Clank, e os personagens que rodeiam a história, contam com suas expressões únicas para cada momento, construindo uma personalidade muito mais profunda do que o simples tom de voz do passado. Falando neste, a dublagem continua muito acima da média, apoiando sozinha mais da metade de toda a comédia do título. A trilha sonora também foi composta na medida certa. Sabem como? Ela é toda pomposa e épica, mas sem forçar dramaticidade onde não precisa. Ou seja, na medida certa. Fechando (será mesmo?) com chave de ouro: Ratchet & Clank: A Crack in Time, que ainda não quero acreditar que seja o último jogo da franquia, é uma grande forma de finalizar uma série e entrar para a história. Tudo que fez a série brilhante desde sua estréia no PlayStation 2 (salvo por meus queridos veículos) está lá e em sua melhor forma. Armas inteligentes, mundos brilhantes e belos, atuação de primeira, personagens divertidos, jogabilidade incansável e a adição dos novos quebra-cabeças de tempo. Acho que nem preciso dizer o resto, não é? [t2]Prós[/t2] [list]Novos quebra-cabeças com Clank Jogabilidade sempre divertida Visual estupendo Armas continuam originais e viciantes Variedade de planetas Muitas coisas para se fazer[/list] [t2]Contras[/t2] [list]Cadê os veículos?[/list]
Fonte: GameStart
Giordano Trabach
Enviado por Giordano Trabach
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