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0.8

Análise do jogo "Infernal: Hell's Vengeance" para X360 escrito por GameStart

Escrito por GameStart, nota 0.8 de 10, enviado por Giordano Trabach,
[t1]Sim, ele voltou do inferno e novamente só para estragar o seu dia[/t1] ?? engraçado como as coisas são nessa vida. Dá primeira vez que cruzei com um jogo da Metropois Software, chamado Infernal, concluí que pouca coisa, até onde jogos vão, poderia ser pior. E praticamente estava certo, pois nestes ano, apesar de ter sido obrigado a encarar muita tranqueira, pouca coisa chegou a me causar repudio como o tal. Porém, alguém lá da PlayLogic decidiu que o jogo ainda não tinha dado tudo que poderia dar - foi então planejado uma versão "melhorada" para Xbox 360. Assim, cá estamos com a chamada versão melhorada. Sem preconceito, sem traumas, afinal, existe redenção, certo? Quem não se lembra da versão grotesca de The Last Remnant para Xbox 360, que se tornou um interessante RPG quando foi lançado para PC um pouco mais tarde? Pode acontecer. Mas não, não aconteceu. Infernal: Hell's Vengeance é literalmente uma vingança do inferno, ele volta pior, mais pútrido e, acredite se quiser, ainda mais feio. Como o pessoal conseguiu esta proeza, apenas posso imaginar, mas para ninguém sair falando por aí que sou injusto (ou outros nomes), deixe-me detalhar a lamúria que é acompanhar os tropeços de Ryan Lennox. Então, para começo de conversa, o pano de fundo para a ação é digna do seriado mágico adolescente mais falido que já existiu (isto mesmo Charmed, falo de você). Ryan, um agente chorão, após ser traído pela chamada Etherlight Corporation, subsidiada pelo próprio Céu, se junta com a The Abyss, chefiada por ninguém mais, ninguém menos, que o próprio tinhoso. Eu disse que era ruim. E assim o tiroteio começa, cheio de piadinhas bíblicas e reviravoltas sem emoção alguma. Claro que, se o problema fosse apenas a história, Infernal não teria aquela nota infeliz ali em cima. A jogabilidade em si consegue ultrapassar o limite do débil, num ponto que ela consegue ser contraditória. Isto mesmo, você já viu um jogo contraditório? Pois é, este inaugura o gênero. Fases totalmente lineares e falta de noção permeiam o design pútrido. O jogo se contradiz a cada segundo, tiros nunca atravessam vidro, exceto por uma parte em que você tem que justamente fazer isso. O mesmo acontece com uma grade em determinada parte, no momento em que, para sobreviver, você deve justamente saltá-la, mas você demora para perceber que pode fazer isso, já que no jogo inteiro aparecem centenas de grades idênticas que você nem ao menos pode escalá-las. Pior que isso, só quando você pula de uma altura relativamente baixa e morre, apenas para em outro momento saltar uma profundidade muito maior e sair ileso. Não pense que isso seja tudo, antes de aturar o que foi escrito no parágrafo acima, a jogabilidade já vai estar testando sua paciência há tempos. Você não consegue nem atirar direito porque a mira parece estar presa a uma batedeira de tão imprecisa, então, vem o sistema de cover, acionado quando você aperta o botão de pulo próximo a superfícies que sirvam de cobertura. O sistema é tão sensível que basta você tocar no pulo e o infeliz já está se escorando por onde puder e, pior, é bem difícil sair da cobertura uma vez que você entra. Agora imagina isso acontecendo do lado dos raivosos capangas do Céu. Aliás, falando nisso, os controles não falham só durante a cobertura, mas constantemente enquanto você se movimenta pelo cenário, como no caso do rolamento. O que era para ser um rolamento útil (acionado com dois toques para determinada direção) durante os tiroteios se torna motivo de piada quando qualquer movimento que você faz resulta em um deste. ?? engraçado e ridículo, porque você acaba rolando para tudo, rola para esquerda em frente aos inimigos armados até os dentes, rola para a direita quando só queria se desviar de monges exaltados atirando shurikens, rola por nada quando tudo que queria era ficar parado e, finalmente, rola rumo a um precipício. Sim, é morte certa. Claro que neste momento a graça já se esvaiu há tempos. Agora me diz: versão melhorada aonde? Nem mesmo os poderes do anti-herói tiveram a coragem de consertar. São inúteis e irônicos. Você acaba não usando os tiros demoníacos porque os inimigos convencionais são moles demais, morrem rapidamente. A única habilidade realmente útil, leia-se, aquela que possibilita a Ryan sugar energia e munição dos inimigos mortos, acaba se tornando também inútil, porque justamente estes inimigos mortos desaparecem muito rápido da tela e, se você correr para absorvê-los, a probabilidade de ser fuzilado pelos capangas que ainda estão vivos é muito alta. Genial. Quanto aos gráficos, há de se esperar que estes sim se mostrassem mais modernos, mas ocorre o contrário, é mais feio que a edição anterior. Você enxerga mais serrilhados, as texturas são borradas e o frame-rate engasga freqüentemente, a ponto de nenhuma seqüência da ação rodar perfeitamente. Como deixaram algo desse tipo chegar às prateleiras? Nem queira saber da parte sonora, o desleixo é geral e eu arrisco dizer que alguns filmes trash tem diálogos melhores elaborados. Literalmente Infernal: Confesso que a primeira vez que essa obra passou pela minha frente, senti que deveria ter reclamado do preço cobrado, mas agora nem isso me resta, Infernal: Hell's Vengeance podia até ser distribuído gratuitamente que eu diria "Corra!", porque sim, este é daqueles que estraga o seu dia. Sem mais. [t1]Prós[/t1] Efeitos especiais, às vezes, bonitos O DVD do jogo quebra facilmente [t1]Contras[/t1] Jogabilidade impensada e ridícula Design falido e contraditório Controles irresponsáveis Dificuldade totalmente desequilibrada Enredo de quinta categoria Enfim, tudo
Fonte: GameStart
Giordano Trabach
Enviado por Giordano Trabach
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