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6.6

Análise do jogo "Dragon Ball: Raging Blast" para X360 escrito por GameStart

Escrito por GameStart, nota 6.6 de 10, enviado por Giordano Trabach,
Depois da estréia do renomado Dragon Ball nesta atual geração de videogames, com Dragon Ball: Burst Limit, a coisa realmente parecia ter entrado nos eixos. Após ter finalmente vencido a guerra contra a baixa qualidade durante a geração passada, a eterna franquia dos bombadões destruidores de planetas criados por Akira Toriyama parecia estar vivendo seu sonho, até que desenvolveram Dragon Ball: Raging Blast. Veja bem, não me pergunte a história do jogo. ?? mais fácil ir buscar alguns dos meus textos anteriores sobre os inúmeros jogos lançados. Porque, caso você não saiba, falamos de uma franquia baseada em um manga/anime que já terminou há mais de dez anos. Não existe mais algo que os jogos possam apresentar de novo ou que surpreenda até onde vai o quesito (ainda que Raging Blast tente), mas, e que este seja um grande "mas", sejamos sinceros, a falta de novidades não é o que manterá os amantes da série longe de suas brigas (se é que algo do tipo consiga isto). Bem contrário ao que todos imaginaram, Raging Blast, ao invés de seguir a tendência do divertido Burst Limit, buscou sua inspiração na série Budokai Tenkaichi, que em sua época trocou a perspectiva 2D por uma visão em terceira pessoa, enquanto que comandos dos jogos anteriores foram retidos. Funcionou. Quase como um simulador das batalhas do anime, os jogadores controlavam seu guerreiro por uma vasta arena, atravessando montanhas, prédios, durante a ação. ?? assim que este também funciona, com exceção de um (grande) pequeno detalhe que começo a descrever no próximo parágrafo. Parou, respirou? Pois bem, falo dos comandos. Falamos de um jogo que não é exatamente simples, antes de sair por aí se achando com os cabelos dourados, você tem que aprender a utilizar o seu Ki (barra de energia ), voar pelos cenários, bloquear os diferentes tipos de ataques, arremessar e dosar entre socos fortes e fracos para acumular Ki. Mas não, este não é o problema, o problema é que após incorporar tudo isto pelo fácil tutorial, você pensa que está pronto para usufruir das habilidades únicas de cada lutador apenas para descobrir que tais não existem. Não importa quem você escolha, os comandos são praticamente sempre os mesmos. Talvez na tentativa de simplificar e dar mais dinamismo a ação, o pessoal da Spike limitou os golpes especiais as direções do analógico direito nos dois consoles. Ao invés de se executar um comando específico, você simplesmente tem que ter o tanto de Ki necessário para aplicar tal golpe e apertar para direção certa. Insistindo na falta de visão, eles ainda diminuíram pela metade a diversidade dos combos de cada um dos personagens. O resultado? Ao invés de maior dinamismo, temos lutas muito mais previsíveis nas quais uma única sequência se torna sempre efetiva e segura. E eu pergunto: como isso cola com os jogadores que desconhecem a série? Porque sim, eu sei, fã é fã. Assim fica até difícil falar bem dos mais de 70 personagens, afinal, você acaba mesmo é se apegando ao visual do guerreiro e de seus ataques, porque na prática são todos iguais. Ainda considerando que talvez você não seja aquele fã, a coisa só tende a piorar, porque o jogo não se esforça para contar de forma plausível os eventos que cercam as várias sagas que você participa enquanto no modo história. ?? como se todo o foco dos desenvolvedores estivesse no visual. Acredite, este jogo retrata ainda melhor que seu irmão mais velho os personagens do anime, seus trejeitos, golpes únicos e até expressões enquanto torcem para que um ataque desferido acabe de vez com o oponente. A ação, quando os personagens não estão perdidos em um ângulo de câmera bizarro, é bonita de se ver, não só pelos personagens e animações já citadas, mas pela vastidão dos cenários que se alteram na medida do possível com os impactos e explosões. Da trilha sonora tiramos a velha história de sempre, uma música tema empolgada, outras não tão memoráveis para durante as batalhas, e opção para os dois tipos de dublagem, americana e japonesa, estas ambas bem dirigidas (salvo certos momentos de drama por parte das duas). Fica ao seu cargo escolher qual lhe cai melhor. Explodindo novos planetas: Dragon Ball: Raging Blast é digerido como aqueles episódios ponte que parecem nunca terminar. Burst Limit foi aquele começo excelente, então ficamos na expectativa de uma continuação igualmente empolgante, para vir um jogo que não acrescenta nada em termos de jogabilidade ou ação, apenas um visual mais belo e acessibilidade, como se a única função fosse prender os expectadores para uma conclusão teoricamente explosiva. Quem sabe. Fãs de Dragon Ball, eis a boa e velha dica: se vocês gostam mesmo, comprem sem pensar. Já aos marinheiros de primeira viagem, é melhor ignorar este e começar pelo Burst Limit, dá até para achar por um precinho camarada hoje em dia. [t2]Prós[/t2] [list]70 personagens Visual quase que idêntico ao anime Cenários vastos[/list] [t2]Contras[/t2] [list]Jogabilidade simples demais Narrativa infeliz Câmera adora ir passear durante as batalhas[/list]
Fonte: GameStart
Giordano Trabach
Enviado por Giordano Trabach
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