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6.6

Análise do jogo "Divinity II: Ego Draconis" para PC escrito por GameStart

Escrito por GameStart, nota 6.6 de 10, enviado por Giordano Trabach,
Imersão sem muita enrolação parece ser o lema do novo Divinitiny, que carrega o subtítulo Ego Draconis. Veja bem, Ego é "Eu" e Draconis é um termo para "Dragão" na nossa língua mater, o latin, logo, você já tem uma boa noção do que vem pela frente. Ainda assim, o jogo se difere de outros action RPG onde realmente precisa, não sendo realmente uma aventura fenomenal, mas também sabendo divertir aqueles que tiverem olhos para qualquer outro RPG que não comece com Dragon e termine com Age. Divinity II: Ego Draconis coloca você na pele de um membro recém-formado de uma lendária e gloriosa ordem de matadores de dragões, que vive sobre o juramento de controlar os avanços violentos de uma raça de híbridos (metade humanos, metade dragões) que aterroriza a vida de infelizes aldeões e similares. ??, não parece muito original, mas espere: seu querido personagem está para receber a "Memória dos Dragões", uma substância que o tornará super poderoso. O que ninguém contava é que o processo é alterado e acaba transformando nosso herói justamente no que a Ordem jurou caçar pela eternidade. Pois sim, mais clichês, mas perdoe a falta de imaginação na narrativa, Ego Draconis compensa em partes com sua jogabilidade. Como eu disse anteriormente, você alterna entre as habilidades de um guerreiro, um ladrão, um mago, um arqueiro, entre outros, em um esquema que lembra bastante alguns dos MMORPGs atuais, mas, novamente, mais leve, mais direto, que faça jus ao nome "ação". De quebra, conforme você evolui, o jogo faz jus ao nome de vez e quebra sua expectativa dando a oportunidade de você se tornar um dragão por inteiro, voando por campos, dilacerando prezas e até mesmo soprando fogo em vilarejos. Eu disse que ficava divertido. O problema é você chegar até este ponto. Viajar pelas terras medievais povoadas por inúmeros cidadãos de sotaque inglês é legal. Conversar com eles? Também legal. Encontrar inúmeras quests e missões no meio do mapa, apenas por encontrar? Legal ao quadrado. Agora, o combate, meus amigos que lêem o GameStart, aí a coisa complica um pouco. Há variação, há velocidade, mas tudo é desconexo. Seu guerreiro não combina com eficácia as próprias habilidades, a não ser que estejamos falando das três espadas básicas. Você acaba perdendo todo o tempo da veloz customização na lentidão que é desferir uma magia após desviar dos inimigos, ou mesmo tirar seu arco para contra-atacar. Com a evolução do personagem isso vai ficando mais leve, mas vai requerer uma boa dose de paciência, coisa que nós, jogadores mais velhos e com agendas mais apertadas, tendem a ter bem menos que os jogadores mais novos. Seja como for, senti falta também de um sistema de reputação similar a jogos como Fable e Infamous. Porque sim, em um jogo no qual os diálogos são bem escritos e dirigidos, porque não aproveitar a sua opinião para deixar a história mais profunda? Não que você não faça a diferença, faz através de ações, mas nem estas mudam muito a forma como as pessoas te tratam no mundo. O jogo se baseia fortemente em suas grandes opções e caminhos abertos, podendo estabelecer um comercio e até mineração. Eu disse que ia longe. O que torna mais curioso o fato do jogo ser tão ambicioso de um lado e tão desleixado de outro, contando com inúmeros bugs visuais e até mecânicos, como habilidades que falham em funcionar e até mesmo atrasos em ações e escolhas quando se está manuseando o inventário de seu personagem. Some isso com os gráficos mais cansadinhos e já temos um belo de um balde d'água na cabeça daqueles que não enxergam uma aventura medieval com tanta empolgação. Pelo menos a trilha sonora é, embora limitada, oportuna e alavanca o clima tanto nos momentos de ação quanto na exploração. Sem saber se é homem ou dragão: Divinity II: Ego Draconis é um jogo que surpreende com sua progressão, sempre dando um jeito de levar o jogador a lugares que ele não espera. Ao mesmo tempo ele se perde com escolhas estranhas de design e falta de polimento (quase que) típico de um jogo que infelizmente não contou com aquela verba para produção. Ainda assim, os fãs mais persistentes do bom e velho RPG encontrarão aventura de sobra neste novo título da Larian Studios. Só resta saber: Você se considera um desses? [t2]Prós[/t2] [list]Muitas opções O jogo surpreende conforme evolui Diálogos caprichados[/list] [t2]Contras[/t2] [list]Bugs visuais Escolhas estranhas de design Sistema de batalha pode ser tedioso O jogo é tão aberto que perde o rumo[/list]
Fonte: GameStart
Giordano Trabach
Enviado por Giordano Trabach
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