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9.6

Análise do jogo "Act of War: Direct Action" para PC escrito por GamesBrasil

Escrito por GamesBrasil, nota 9.6 de 10, enviado por luisinho42,
[b]Introdução:[/b] A escassez do petróleo mundial, reforçado por crises diplomáticas entre as maiores nações fornecedoras e compradoras deste material, aborda um dos maiores conflitos mundiais já reportados. A ânsia daqueles que o consomem é tamanha, que a falta de distribuidores nos cinco continentes aumenta a procura pela mais importante fonte de combustão, resultando em preços exorbitantes e inacessíveis para tantas repúblicas pobres. O formato do capitalismo não favorece um acordo entre os povos, e pensando justamente em vender para mais compradores, surge inexplicavelmente uma distribuidora denominada [i]Transglobal[/i], com o intento de perfuras solos egípcios e repassar o petróleo retirado por um preço inferior ao do mercado. Cria-se uma nova situação de tensão no mercado, e empresas líderes do setor não querem permitir que a [i]Transglobal[/i] se sobressaia com o [i]dumping[/i] praticado, com o receio de não haver mais a concorrência. Manifestantes se agrupam e começam a exigir a liberação da energia mundial, do petróleo mais barato e de condições melhores na negociação do combustível. Uma crise possivelmente verídica e contemporânea, um conflito fictício. Explorando um tema político real e que atinge a quase todos os países, a [i]Atari [/i]traz [b]Act of War: Direct Action[/b], game de estratégia que incumbirá você e a segurança nacional a deter os rebeldes que desejam acabar com o alto valor petrolífero, liderados por algumas multinacionais. [b]Jogabilidade:[/b] Trazido no excelente formato em DVD, Act of War não requer a troca insistente de discos na hora de instalar, uma vez que sua ocupação no HD ultrapassa os seis gigas. E já na própria instalação, é possível compreender a seriedade com que a desenvolvedora pouco conhecida [i]Eugene Systems[/i] resolveu tomar ao concretizar o game, colocando um vídeo que retrata o debate de dois chefes de segurança (fictícios) para discutirem a situação da crise do petróleo, intermediada por uma terceira atriz, apresentadora de um tele-jornal. O jogo traz em suas tramas inúmeros atores reais que recriam os conflitos no início de cada missão, numa excelente qualidade de imagem em DVD. E nada falta no elenco, desde o Sargento, o chefe de estado, o encarregado de defesa, o terrorista de duas faces e outros personagens importantes que compõe o cast. Já no comando do jogador, o título não apresenta um controle inédito, e seu aprendizado é questão de minutos. Os primeiros passos são resumidos a controlar o líder Jefferson em objetivos simples, posicionando sua equipe de um determinado número de unidades e atacar a milícia inimiga, obviamente preservando a vida de seu protagonista. Depois de um certo tempo, é preciso começar a construir seu próprio exército, chegando a vez das instalações e seus upgrades. Marines, Snipers, Heavy Snipers e outros são os tipos de combatentes humanos possíveis, carregando desde arrojadas metralhadoras, até devastadores lança-mísseis. Já os veículos seguem desde tanques a jipes usados pelas forças armadas americanas, e helicópteros, Choppers ou até mesmo ataques aéreos por caças, verdadeiros modelos de grande poder de fogo e destruição por onde passa. E destruir é uma das virtudes do jogo, que traz uma excelente interação das unidades com o cenário; árvores, postes, cercas, tudo pode ser estraçalhado pelos grandes corpanzis de lata ou ser alvo fácil de um míssil perdido. Edifícios em tamanho real também podem ser ocupados, servindo de abrigo e permitindo um maior alcance na distância daquela parte do cenário. Sua desocupação se dá de duas formas: ou invadindo o interior do prédio ou demolindo por completo com balas de tanque, incapacitando o local de ser reutilizado. O material principal de construção é o petróleo, que transformado em dinheiro, lhe dá capital para investir em sua própria base. Outra fonte de renda é a captura de inimigos, resultado de combatentes adversários que após conflitos intensos, tornam-se inaptos a lutar e viram alvos fáceis para que seus soldados se aproximem e o capture. Feridos só podem ser trazidos de volta à ativa em ambulâncias ou helicópteros especiais, que ao se aproximarem dos que precisam ser medicados, já os restauram quando estiverem ocupando o diâmetro próximo. O desenvolver do enredo acaba sendo interessante, porém a essência do game está mesmo em levantar exército e caminhar pelos longos cenários, em 33 missões. Você pode jogá-las na ordem que quiser, mas somente seguindo o roteiro é que passará a entendê-lo. A IA não surpreende tanto como a história, e o comportamento de certo veículos, em especial, atrapalha com toda a estratégia de um ataque. ?? muito comum ver jipes e tanques atolados num corredor, enquanto eles poderiam avançar e se espalhar na hora de recorrer a um alvo. Outra anomalia a se ver, e não menos engraçado, é solicitar que sua milícia capture o inimigo incapacitado, e ao invés de termos uma prisão, vemos um atropelamento involuntário de um tanque que se adiantou, antes mesmo que você pudesse resgatá- lo com vida. Em um nível mais difícil, conseguir dinheiro com estas capturas é fundamental, uma vez que nem mesmo o petróleo retirado consegue construir um exército suficiente para concluir a missão. Também é comum ver algumas unidades adotarem um caminho alternativo sem seu consentimento, deduzindo que aquele trajeto optado não seja o mais interessante, e que certamente vai contra a vontade do jogador. [b]Áudio:[/b] A boa qualidade sonora presente em Art of War é capaz de detectar todos os pormenores da ação de alguma unidade e/ou personagem no cenário. Seja um disparo, uma árvore sendo derrubada, uma simples caminhada de um marine, tudo é captado pelo áudio e retratado ao jogador. As boas vozes de comando, embora repetitivas como sempre deve ser, seguem o estilo "[i]Yes, Sir![/i]" ou "[i]On my way, sir[/i]!", o que também não foge à regra de um RTS. O que realmente impacta e pode vir a chocar suas caixas de som é a força das explosões, freqüentes e constante, salientam o impacto da destruição. As músicas de tensão aparecem adequadamente com a situação, e permanecem suaves ou silenciosas quando a ação inexiste na partida. [b]Multiplayer:[/b] Dezenas de mapas estão disponíveis para jogadores online via [i]GameSpy[/i] ou rede, ligando até oito participantes numa mesma partida. O multiplayer realmente não é o quesito mais expressivo de Act of War, não por não acomodar poucos jogadores, porém por apenas possuir um modo de combate, que é o Deathmatch. Logicamente facções podem ser criadas dentro das batalhas, tornando a estratégia mais cooperativa, entretanto o que se sobressai no modo multijogador é a corrida contra o tempo, uma vez que cada jogador deve construir e devastar a base inimiga o quanto antes ela possa crescer. Bacana, embora não muito original. [b]Gráficos:[/b] Numa primeira leva de screenshots exibida ano passado, Act of War expôs um realismo surpreendente de construções de um ambiente urbano em caos. Valendo-se da qualidade daquelas fotos, cidades incrivelmente edificadas foram levantadas com uma infinidade de minúcias por trás. O asfalto, tanto de longe como perto, descreve ruas e avenidas quase reais aos olhos, acompanhadas de marcações e sinalizações de tráfego bem desenhadas. Postes, fiação elétrica, parques e outra infinidade de detalhes fazem um dos cenários mais completos de um game de estratégia, mas que não permanece desta forma em todos os aspectos. Um excelente efeito de sol reproduz sombras e reflexos na água conforme a posição da luz, influenciado também pelos diferentes níveis de relevo. Já os cenários desérticos e montanhosos são tão belos quanto os urbanos, porém se nota uma certa artificialidade virtual na criação destes ambientes. As próprias unidades e instalações das milícias demonstram falhas gráficas quando aproximados pelo poderoso zoom, revelando personagens e veículos nem tão bem concluídos assim. Mas no geral, Act of War é um belíssimo jogo de se ver. A quantidade das explosões exageradas mais a interação dos impactos com o ambiente ajudam na assolação quase por completa dos cenários. ?? comum (vide fotos) ter um local de batalhas totalmente deformado após a troca de tiros entre dois pelotões, deixando ruas esburacadas, estruturas abaladas e postes ao chão. O próprio peso dos tanques é verificado no terreno prejudicado pela marca de suas correntes, bem como jipes que também deixam o asfalto queimado. A densa fumaça é capaz de subir até o céu e atrapalhar determinado ângulo da câmera, lhe obrigando a mudar a posição da vista. Porém seu conteúdo tem um preço relativamente caro, uma vez que, com tantos objetos nos cenários, acaba pesando na configuração do jogador. Contudo, quando os efeitos de FSAA estão desligados, o jogo pode fluir bem em computadores modestos, em resoluções inferiores e opções de vídeos reduzidas. [b]Conclusão:[/b] Abordando um tema bastante complexo, [b]Act of War[/b] é uma superprodução da [i]Atari[/i] com a desenvolvedora [i]Eugene[/i] que vai além de um jogo bonito. Atores reais, edição de filmagem, um som e acústica de invejar e a adição de uma boa jogabilidade sumarizam o que este título consegue trazer, embora ele não se diferencie muitos dos RTS convencionais. O modo de construir, atacar, investir e fazer estratégia fora tão banalizado, que nem mesmo a [i]Atari[/i] pôde fugir muito deste conceito, concepção essa que resume a longevidade e o sucesso de um game de estratégia. Mas [b]Act of War: Direct Action[/b] vale uma conferida com atenção, pois mesmo que o jogo não traga nada de tão revolucionário ao gênero, esbanja um ótimo visual e uma diversão interessante, sem mencionar um básico multiplayer que atrai jogadores de todo o mundo.
Fonte: GamesBrasil
luisinho42
Enviado por luisinho42
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