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8.5

Análise do jogo "Darksiders" para PS3 escrito por Finalboss

Escrito por Finalboss, nota 8.5 de 10, enviado por ygorocara,
?? um termo engraçado, mas no mercado de jogos nós temos algo que pode ser chamado de ''caldeirão de bruxa''. ?? aquele típico game que mistura idéias de inúmeros lugares, modifica algumas coisas e tenta assim apresentar um resultado final que possa agradar tanto a gregos quanto a troianos. ?? claro, nem sempre o resultado desta ''mistureba'' dá certo, e no fim das contas o feitiço acaba se virando contra o feiticeiro. Mas no caso do alvo desta análise, a receita parece ter sido seguida à risca e o resultado foi muito melhor do que muitos esperavam. Darksiders é um título desenvolvido pela Vigil Games, que por sua vez foi fundada pelos artistas David Adams e Joe Madureira. Para quem não sabe, Joe Madureira é um desenhista de mão cheia, que trabalhou em inúmeros projetos, pessoais ou consagrados, como a série "Uncanny Uncanny X-Men" e o - infelizmente - inacabado "Battle Chasers". Darksiders tira grande proveito deste talento e conta com o design do desenhista em praticamente tudo. Esta influência é obviamente mais percebida no design dos personagens, que acompanham o mesmo estilo do desenhista nos quadrinhos. Quer dizer que vamos nos deparar com seres humanos gigantes, com braços maiores que o próprio corpo além de serem absurdamente musculosos e desproporcionais? Yeah! Mas este é apenas o primeiro dos vários ingredientes que compõem esta obra. Mas antes de qualquer coisa, vamos falar de sua história. O título coloca o jogador no controle de War (Guerra), um dos quatro cavaleiros do apocalipse. Antes do início dos tempos, os Old Ones, como são chamadas as criaturas que existem antes mesmo da criação da raça humana, forjaram um pacto onde um equilíbrio entre o céu e o inferno deveria ser pleno, até o fim dos tempos, o Armageddon. Neste momento, os quatro cavaleiros seriam chamados, com o objetivo de reestabelecer o equilíbrio entre as duas forças, custe o que custar. O problema é que War foi evocado antes da hora, quebrando assim o acordo fechado entre o conselho dos antigos. E como não poderia deixar de ser, a culpa é lá de baixo. Uma entidade tratada como The Destroyer liderou as forças infernais em uma ocupação massiva da terra. Ao mesmo tempo, os céus entram em polvorosa, tentando deter o avanço das tropas infernais em nosso plano. Diante de tanta confusão, tratos quebrados e traições, só resta a War partir em uma jornada com seu objetivo original: estabelecer novamente o equilíbrio entre os planos e frear os avanços das tropas infernais. Não vamos enganá-lo. A história é muitas vezes previsível, e até mesmo as viradas de roteiro não chegam a ser uma grande surpresa. Mas ainda assim é bem divertida de acompanhar, já que os personagens são bem carismáticos e os diálogos, mesmo que um pouco batidos, se encaixam muito bem com a proposta apresentada pelo game, servindo de maneira satisfatória como pano de fundo em uma saga com pretensão de ser épica. Ainda assim não espere por algo extremamente bem elaborado, mas sim algo que ''serve e funciona'' neste sentido. A jogabilidade do game, tal como comentamos no início, é na verdade uma grande mistura de várias mecânicas diferentes. Inicialmente o que mais lembra Darksiders é a série God of War, tanto na profundidade de seu hack'n slash quanto em outras coisinhas secundárias, como apertar um botão em momento específico para detonar de vez seu adversário, a interação com determinados pontos do cenário e outros elementos menores, como pular duas vezes, segurar o botão e planar com asas negras, lembrando um pouco as asas de Icarus presente no game da Sony. Com o passar do tempo estas semelhanças continuam, mas também agregam outros elementos distintos. De acordo com o próprio Madureira, uma das grandes inspirações na criação do game foi a série The Legend of Zelda. Por exemplo, em dado momento War consegue uma espécie de estrela que pode ser guiada com a ajuda de uma mira. ?? também possível marcar os adversários em ordem, fazendo com que a estrela siga uma trajetória específica. Lembrou de algo parecido? Pois existe ainda um momento que War monta em um Grifo e batalha nos ares, no melhor estilo Panzer Dragoon, com direito a lock dos tiros e ataques acumulados, tirando proveito de basicamente os mesmos controles do game da Sega. O fato é que o jogador acaba reconhecendo estas referências na jogabilidade, mas ainda assim não chega a soar como uma cópia barata. Darksiders possui personalidade suficiente para conseguir agregar tudo isso e transformar em algo homogêneo, sem que um ou outro elemento pareça desconexo dos demais. Ainda assim serve como atividade extra, pelo menos para os gamers mais aficionados, a tarefa de tentar identificar aqueles momentos de ''eu já vi isso''. Acredite, são vários, e você vai aproveitá-los um a um, degustando estas passagens como quem vê um filme antigo, mas bastante querido. Outro ponto importante dentro de Darksiders é a liberdade de exploração dada ao jogador. Inicialmente é necessário que você avance seguindo sempre uma direção específica, dando continuidade à trama de forma progressiva. Mas chega um determinado momento que você ganha liberdade de explorar todo o reino do game, uma espécie de planeta terra destruído e modificado pelas hordas infernais que aqui se alojaram. Ele ainda possui aquela velha estrutura presente em jogos como Metroid e os recentes Castlevania, onde o jogador percebe que existe um caminho alternativo, mas que ainda não pode prosseguir porque ainda não tem poderes ou um item específico que possibilite prosseguir por ali. Essa exploração faz ainda mais sentido com a presença de uma espécie de mercador, um demônio que não é ligado nem ao céu nem ao inferno, apenas quer sobreviver pacificamente... ou será que não? De qualquer forma, por meio dele é possível adquirir não só alguns itens imperdíveis e essenciais para o avanço na história, como também novas habilidades, combos e até mesmo armas inéditas, deixando a jogabilidade cada vez mais variada. Aliás, bota variação nisso! War faz uso de poucas armas, mas a combinação entre elas garante que o personagem desfira combos realmente arrasadores, dizimando qualquer um que estiver no seu caminho. Curiosamente, toda esta variedade é na verdade uma de suas maldições. Você conhece bem o gamepad do seu console? ?? melhor que a resposta seja afirmativa. Digamos que faltam botões para que todas as ações propostas pelo game possam ser feitas. O resultado disso é que o jogador acaba tendo que decorar algumas combinações pré-definidas. Isso implica alguns pequenos problemas. O primeiro já foi dito: decorar. Se já não bastassem os vários combos presentes no game, o jogador ainda precisa decorar combinações de botões para que movimentos específicos sejam feitos. Segundo que, invariavelmente, mesmo que sem querer, você vai acabar confundindo estes comandos, e provavelmente em uma hora onde isso não deveria acontecer. O terceiro problema relacionado a isso é que o título impede que o jogador configure os botões do gamepad como bem entender. Afinal, se já é complicado da maneira ''default'', imagina customizando? Apesar disso, podemos afirmar que os comandos básicos, como pular, nadar, bater, agarrar e interagir estão bem posicionados, permitindo que o game possa fluir de maneira confortável, apesar da necessidade mais adiante de se decorar determinadas combinações no controle. Isso exprime um pouco da profundidade na jogabilidade, ao mesmo tempo em que restringe seu aproveitamento pleno aos mais habilidosos. A duração de Darksiders é bastante satisfatória. Conforme citamos antes, chega um momento em que o jogador tem liberdade para explorar tudo à sua volta. Mas esta exploração é realmente válida? Com certeza sim. O título possui um ótimo acabamento no que diz respeito ao design de seus níveis e circular pelas ruas desertas e repletas de monstros é bastante divertido. Esse ponto positivo também pode ser observado nos puzzles presentes ao longo da história. Nenhum deles chega a ser difícil ou complicado de se resolver, mas a combinação deles com outros elementos, como adversários e armadilhas no próprio cenário, permite que a execução possa ser expressa de forma criativa, ao mesmo tempo que desafiadora, mas nunca impossível ou extremamente difícil e desmotivante. Até mesmo as partes um pouco mais repetitivas possuem uma ''justificativa''. Em determinados momentos, o jogador precisa retirar um poderoso feitiço que impede que criaturas imensas de pedras, verdadeiros guardiões, liberem a passagem. A única forma de retirar este feitiço é sobreviver a alguns desafios propostos pelo game em estágios especiais, mas sempre com a mesma estrutura. ?? como uma arena circular, onde adversários surgem e é o seu papel dar cabo de todos dentro de um limite de tempo. A grande jogada é que cada um dos estágios possui uma condição de vitória diferente, geralmente exigindo que o jogador domine aspectos específicos da jogabilidade. ?? uma maneira bruta de fazer com que você se habitue aos controles, fazendo uso repetido e ''aprendendo na marra'' a utilizar alguns poderes. Ainda assim, alguns certamente acharão a execução um pouco repetitiva, apesar da boa idéia. E a parte gráfica? Artisticamente o jogo é bem bonito, com cenários bem elaborados e personagens carismáticos e únicos, mas como fica a parte técnica? Esta pergunta pode ser respondida de maneiras diferentes, dependendo do console em que você jogar. No 360, os detalhes mostrados por meio de mapas de normal e bump mapping parecem mais nítidos, assim como as cores, que são bem vivas. Por outro lado, os jogadores que se aventurarem no console da Microsoft terão que conviver com algumas quedas de frame rate além da presença irritante do efeito ''tearing'', ocasionado pela falta de sincronização dos frames durante a renderização em tempo real. Já no PlayStation 3, temos um frame rate bem mais confortável, além da presença evidentemente menor do problema de falta de sincronização, mas peca por não manter a mesma vivacidade das cores, além dos detalhes das texturas não estarem tão evidentes quanto na versão para 360. O jogo em si, seja lá qual for a versão, ainda possui outro pequenino problema. Os cenários, apesar de bem bonitos, são um pouco ''vazios''. Faltam elementos interativos, e a cidade que se apresenta devastada acaba parecendo um pouco limpa. Ainda assim, Darksiders pode ser considerado um game bem bonito e bem feito tecnicamente, além de contar com uma boa variação de cenários e personagens, o que torna a experiência mais divertida e diversificada. Isso impede que o título se torne repetitivo ao longo do tempo, proporcionando diversão certa por um longo período. A parte sonora também recebeu um ótimo polimento. As músicas foram bem escolhidas e estão presentes nas horas certas. Desta forma, as sequências dramáticas acabam ganhando muito mais vida, tornando tudo bem mais interessante. A dublagem não poderia ser mais acertada. Todas as vozes se encaixaram de forma belíssima em seus personagens, permitindo assim que eles sejam carismáticos como um todo, em todos os aspectos. E para terminar, temos efeitos sonoros que proporcionam imersão na medida certa, oferecendo um feedback preciso por meio do áudio, permitindo que o jogador tenha total controle sobre a situação e saiba exatamente o que está acontecendo ''à sua volta''. Darksiders foi um jogo que chegou de mansinho, sem muito alarde e que muita gente acabou não botando fé. Mas foi só juntar no caldeirão idéias de vários games e adicionar uma pitada de originalidade e o design do desenhista Joe Madureira para que o game se saísse melhor do que muitos esperavam. A jogabilidade é sólida, e pode ser considerada até complicada de certa forma, mas sem dúvidas é bastante divertida. Por fim temos uma boa duração com direito a muitas coisas para se procurar nos cenários, no melhor estilo Metroid/Castlevania. ?? um termo engraçado, mas no mercado de jogos nós temos algo que pode ser chamado de ''caldeirão de bruxa''. ?? aquele típico game que mistura idéias de inúmeros lugares, modifica algumas coisas e tenta assim apresentar um resultado final que possa agradar tanto a gregos quanto a troianos. ?? claro, nem sempre o resultado desta ''mistureba'' dá certo, e no fim das contas o feitiço acaba se virando contra o feiticeiro. Mas no caso do alvo desta análise, a receita parece ter sido seguida à risca e o resultado foi muito melhor do que muitos esperavam. Darksiders é um título desenvolvido pela Vigil Games, que por sua vez foi fundada pelos artistas David Adams e Joe Madureira. Para quem não sabe, Joe Madureira é um desenhista de mão cheia, que trabalhou em inúmeros projetos, pessoais ou consagrados, como a série "Uncanny Uncanny X-Men" e o - infelizmente - inacabado "Battle Chasers". Darksiders tira grande proveito deste talento e conta com o design do desenhista em praticamente tudo. Esta influência é obviamente mais percebida no design dos personagens, que acompanham o mesmo estilo do desenhista nos quadrinhos. Quer dizer que vamos nos deparar com seres humanos gigantes, com braços maiores que o próprio corpo além de serem absurdamente musculosos e desproporcionais? Yeah! Mas este é apenas o primeiro dos vários ingredientes que compõem esta obra. Mas antes de qualquer coisa, vamos falar de sua história. O título coloca o jogador no controle de War (Guerra), um dos quatro cavaleiros do apocalipse. Antes do início dos tempos, os Old Ones, como são chamadas as criaturas que existem antes mesmo da criação da raça humana, forjaram um pacto onde um equilíbrio entre o céu e o inferno deveria ser pleno, até o fim dos tempos, o Armageddon. Neste momento, os quatro cavaleiros seriam chamados, com o objetivo de reestabelecer o equilíbrio entre as duas forças, custe o que custar. O problema é que War foi evocado antes da hora, quebrando assim o acordo fechado entre o conselho dos antigos. E como não poderia deixar de ser, a culpa é lá de baixo. Uma entidade tratada como The Destroyer liderou as forças infernais em uma ocupação massiva da terra. Ao mesmo tempo, os céus entram em polvorosa, tentando deter o avanço das tropas infernais em nosso plano. Diante de tanta confusão, tratos quebrados e traições, só resta a War partir em uma jornada com seu objetivo original: estabelecer novamente o equilíbrio entre os planos e frear os avanços das tropas infernais. Não vamos enganá-lo. A história é muitas vezes previsível, e até mesmo as viradas de roteiro não chegam a ser uma grande surpresa. Mas ainda assim é bem divertida de acompanhar, já que os personagens são bem carismáticos e os diálogos, mesmo que um pouco batidos, se encaixam muito bem com a proposta apresentada pelo game, servindo de maneira satisfatória como pano de fundo em uma saga com pretensão de ser épica. Ainda assim não espere por algo extremamente bem elaborado, mas sim algo que ''serve e funciona'' neste sentido. A jogabilidade do game, tal como comentamos no início, é na verdade uma grande mistura de várias mecânicas diferentes. Inicialmente o que mais lembra Darksiders é a série God of War, tanto na profundidade de seu hack'n slash quanto em outras coisinhas secundárias, como apertar um botão em momento específico para detonar de vez seu adversário, a interação com determinados pontos do cenário e outros elementos menores, como pular duas vezes, segurar o botão e planar com asas negras, lembrando um pouco as asas de Icarus presente no game da Sony. Com o passar do tempo estas semelhanças continuam, mas também agregam outros elementos distintos. De acordo com o próprio Madureira, uma das grandes inspirações na criação do game foi a série The Legend of Zelda. Por exemplo, em dado momento War consegue uma espécie de estrela que pode ser guiada com a ajuda de uma mira. ?? também possível marcar os adversários em ordem, fazendo com que a estrela siga uma trajetória específica. Lembrou de algo parecido? Pois existe ainda um momento que War monta em um Grifo e batalha nos ares, no melhor estilo Panzer Dragoon, com direito a lock dos tiros e ataques acumulados, tirando proveito de basicamente os mesmos controles do game da Sega. O fato é que o jogador acaba reconhecendo estas referências na jogabilidade, mas ainda assim não chega a soar como uma cópia barata. Darksiders possui personalidade suficiente para conseguir agregar tudo isso e transformar em algo homogêneo, sem que um ou outro elemento pareça desconexo dos demais. Ainda assim serve como atividade extra, pelo menos para os gamers mais aficionados, a tarefa de tentar identificar aqueles momentos de ''eu já vi isso''. Acredite, são vários, e você vai aproveitá-los um a um, degustando estas passagens como quem vê um filme antigo, mas bastante querido. Outro ponto importante dentro de Darksiders é a liberdade de exploração dada ao jogador. Inicialmente é necessário que você avance seguindo sempre uma direção específica, dando continuidade à trama de forma progressiva. Mas chega um determinado momento que você ganha liberdade de explorar todo o reino do game, uma espécie de planeta terra destruído e modificado pelas hordas infernais que aqui se alojaram. Ele ainda possui aquela velha estrutura presente em jogos como Metroid e os recentes Castlevania, onde o jogador percebe que existe um caminho alternativo, mas que ainda não pode prosseguir porque ainda não tem poderes ou um item específico que possibilite prosseguir por ali. Essa exploração faz ainda mais sentido com a presença de uma espécie de mercador, um demônio que não é ligado nem ao céu nem ao inferno, apenas quer sobreviver pacificamente... ou será que não? De qualquer forma, por meio dele é possível adquirir não só alguns itens imperdíveis e essenciais para o avanço na história, como também novas habilidades, combos e até mesmo armas inéditas, deixando a jogabilidade cada vez mais variada. Aliás, bota variação nisso! War faz uso de poucas armas, mas a combinação entre elas garante que o personagem desfira combos realmente arrasadores, dizimando qualquer um que estiver no seu caminho. Curiosamente, toda esta variedade é na verdade uma de suas maldições. Você conhece bem o gamepad do seu console? ?? melhor que a resposta seja afirmativa. Digamos que faltam botões para que todas as ações propostas pelo game possam ser feitas. O resultado disso é que o jogador acaba tendo que decorar algumas combinações pré-definidas. Isso implica alguns pequenos problemas. O primeiro já foi dito: decorar. Se já não bastassem os vários combos presentes no game, o jogador ainda precisa decorar combinações de botões para que movimentos específicos sejam feitos. Segundo que, invariavelmente, mesmo que sem querer, você vai acabar confundindo estes comandos, e provavelmente em uma hora onde isso não deveria acontecer. O terceiro problema relacionado a isso é que o título impede que o jogador configure os botões do gamepad como bem entender. Afinal, se já é complicado da maneira ''default'', imagina customizando? Apesar disso, podemos afirmar que os comandos básicos, como pular, nadar, bater, agarrar e interagir estão bem posicionados, permitindo que o game possa fluir de maneira confortável, apesar da necessidade mais adiante de se decorar determinadas combinações no controle. Isso exprime um pouco da profundidade na jogabilidade, ao mesmo tempo em que restringe seu aproveitamento pleno aos mais habilidosos. A duração de Darksiders é bastante satisfatória. Conforme citamos antes, chega um momento em que o jogador tem liberdade para explorar tudo à sua volta. Mas esta exploração é realmente válida? Com certeza sim. O título possui um ótimo acabamento no que diz respeito ao design de seus níveis e circular pelas ruas desertas e repletas de monstros é bastante divertido. Esse ponto positivo também pode ser observado nos puzzles presentes ao longo da história. Nenhum deles chega a ser difícil ou complicado de se resolver, mas a combinação deles com outros elementos, como adversários e armadilhas no próprio cenário, permite que a execução possa ser expressa de forma criativa, ao mesmo tempo que desafiadora, mas nunca impossível ou extremamente difícil e desmotivante. Até mesmo as partes um pouco mais repetitivas possuem uma ''justificativa''. Em determinados momentos, o jogador precisa retirar um poderoso feitiço que impede que criaturas imensas de pedras, verdadeiros guardiões, liberem a passagem. A única forma de retirar este feitiço é sobreviver a alguns desafios propostos pelo game em estágios especiais, mas sempre com a mesma estrutura. ?? como uma arena circular, onde adversários surgem e é o seu papel dar cabo de todos dentro de um limite de tempo. A grande jogada é que cada um dos estágios possui uma condição de vitória diferente, geralmente exigindo que o jogador domine aspectos específicos da jogabilidade. ?? uma maneira bruta de fazer com que você se habitue aos controles, fazendo uso repetido e ''aprendendo na marra'' a utilizar alguns poderes. Ainda assim, alguns certamente acharão a execução um pouco repetitiva, apesar da boa idéia. E a parte gráfica? Artisticamente o jogo é bem bonito, com cenários bem elaborados e personagens carismáticos e únicos, mas como fica a parte técnica? Esta pergunta pode ser respondida de maneiras diferentes, dependendo do console em que você jogar. No 360, os detalhes mostrados por meio de mapas de normal e bump mapping parecem mais nítidos, assim como as cores, que são bem vivas. Por outro lado, os jogadores que se aventurarem no console da Microsoft terão que conviver com algumas quedas de frame rate além da presença irritante do efeito ''tearing'', ocasionado pela falta de sincronização dos frames durante a renderização em tempo real. Já no PlayStation 3, temos um frame rate bem mais confortável, além da presença evidentemente menor do problema de falta de sincronização, mas peca por não manter a mesma vivacidade das cores, além dos detalhes das texturas não estarem tão evidentes quanto na versão para 360. O jogo em si, seja lá qual for a versão, ainda possui outro pequenino problema. Os cenários, apesar de bem bonitos, são um pouco ''vazios''. Faltam elementos interativos, e a cidade que se apresenta devastada acaba parecendo um pouco limpa. Ainda assim, Darksiders pode ser considerado um game bem bonito e bem feito tecnicamente, além de contar com uma boa variação de cenários e personagens, o que torna a experiência mais divertida e diversificada. Isso impede que o título se torne repetitivo ao longo do tempo, proporcionando diversão certa por um longo período. A parte sonora também recebeu um ótimo polimento. As músicas foram bem escolhidas e estão presentes nas horas certas. Desta forma, as sequências dramáticas acabam ganhando muito mais vida, tornando tudo bem mais interessante. A dublagem não poderia ser mais acertada. Todas as vozes se encaixaram de forma belíssima em seus personagens, permitindo assim que eles sejam carismáticos como um todo, em todos os aspectos. E para terminar, temos efeitos sonoros que proporcionam imersão na medida certa, oferecendo um feedback preciso por meio do áudio, permitindo que o jogador tenha total controle sobre a situação e saiba exatamente o que está acontecendo ''à sua volta''. Darksiders foi um jogo que chegou de mansinho, sem muito alarde e que muita gente acabou não botando fé. Mas foi só juntar no caldeirão idéias de vários games e adicionar uma pitada de originalidade e o design do desenhista Joe Madureira para que o game se saísse melhor do que muitos esperavam. A jogabilidade é sólida, e pode ser considerada até complicada de certa forma, mas sem dúvidas é bastante divertida. Por fim temos uma boa duração com direito a muitas coisas para se procurar nos cenários, no melhor estilo Metroid/Castlevania. ?? um termo engraçado, mas no mercado de jogos nós temos algo que pode ser chamado de ''caldeirão de bruxa''. ?? aquele típico game que mistura idéias de inúmeros lugares, modifica algumas coisas e tenta assim apresentar um resultado final que possa agradar tanto a gregos quanto a troianos. ?? claro, nem sempre o resultado desta ''mistureba'' dá certo, e no fim das contas o feitiço acaba se virando contra o feiticeiro. Mas no caso do alvo desta análise, a receita parece ter sido seguida à risca e o resultado foi muito melhor do que muitos esperavam. Darksiders é um título desenvolvido pela Vigil Games, que por sua vez foi fundada pelos artistas David Adams e Joe Madureira. Para quem não sabe, Joe Madureira é um desenhista de mão cheia, que trabalhou em inúmeros projetos, pessoais ou consagrados, como a série "Uncanny Uncanny X-Men" e o - infelizmente - inacabado "Battle Chasers". Darksiders tira grande proveito deste talento e conta com o design do desenhista em praticamente tudo. Esta influência é obviamente mais percebida no design dos personagens, que acompanham o mesmo estilo do desenhista nos quadrinhos. Quer dizer que vamos nos deparar com seres humanos gigantes, com braços maiores que o próprio corpo além de serem absurdamente musculosos e desproporcionais? Yeah! Mas este é apenas o primeiro dos vários ingredientes que compõem esta obra. Mas antes de qualquer coisa, vamos falar de sua história. O título coloca o jogador no controle de War (Guerra), um dos quatro cavaleiros do apocalipse. Antes do início dos tempos, os Old Ones, como são chamadas as criaturas que existem antes mesmo da criação da raça humana, forjaram um pacto onde um equilíbrio entre o céu e o inferno deveria ser pleno, até o fim dos tempos, o Armageddon. Neste momento, os quatro cavaleiros seriam chamados, com o objetivo de reestabelecer o equilíbrio entre as duas forças, custe o que custar. O problema é que War foi evocado antes da hora, quebrando assim o acordo fechado entre o conselho dos antigos. E como não poderia deixar de ser, a culpa é lá de baixo. Uma entidade tratada como The Destroyer liderou as forças infernais em uma ocupação massiva da terra. Ao mesmo tempo, os céus entram em polvorosa, tentando deter o avanço das tropas infernais em nosso plano. Diante de tanta confusão, tratos quebrados e traições, só resta a War partir em uma jornada com seu objetivo original: estabelecer novamente o equilíbrio entre os planos e frear os avanços das tropas infernais. Não vamos enganá-lo. A história é muitas vezes previsível, e até mesmo as viradas de roteiro não chegam a ser uma grande surpresa. Mas ainda assim é bem divertida de acompanhar, já que os personagens são bem carismáticos e os diálogos, mesmo que um pouco batidos, se encaixam muito bem com a proposta apresentada pelo game, servindo de maneira satisfatória como pano de fundo em uma saga com pretensão de ser épica. Ainda assim não espere por algo extremamente bem elaborado, mas sim algo que ''serve e funciona'' neste sentido. A jogabilidade do game, tal como comentamos no início, é na verdade uma grande mistura de várias mecânicas diferentes. Inicialmente o que mais lembra Darksiders é a série God of War, tanto na profundidade de seu hack'n slash quanto em outras coisinhas secundárias, como apertar um botão em momento específico para detonar de vez seu adversário, a interação com determinados pontos do cenário e outros elementos menores, como pular duas vezes, segurar o botão e planar com asas negras, lembrando um pouco as asas de Icarus presente no game da Sony. Com o passar do tempo estas semelhanças continuam, mas também agregam outros elementos distintos. De acordo com o próprio Madureira, uma das grandes inspirações na criação do game foi a série The Legend of Zelda. Por exemplo, em dado momento War consegue uma espécie de estrela que pode ser guiada com a ajuda de uma mira. ?? também possível marcar os adversários em ordem, fazendo com que a estrela siga uma trajetória específica. Lembrou de algo parecido? Pois existe ainda um momento que War monta em um Grifo e batalha nos ares, no melhor estilo Panzer Dragoon, com direito a lock dos tiros e ataques acumulados, tirando proveito de basicamente os mesmos controles do game da Sega. O fato é que o jogador acaba reconhecendo estas referências na jogabilidade, mas ainda assim não chega a soar como uma cópia barata. Darksiders possui personalidade suficiente para conseguir agregar tudo isso e transformar em algo homogêneo, sem que um ou outro elemento pareça desconexo dos demais. Ainda assim serve como atividade extra, pelo menos para os gamers mais aficionados, a tarefa de tentar identificar aqueles momentos de ''eu já vi isso''. Acredite, são vários, e você vai aproveitá-los um a um, degustando estas passagens como quem vê um filme antigo, mas bastante querido. Outro ponto importante dentro de Darksiders é a liberdade de exploração dada ao jogador. Inicialmente é necessário que você avance seguindo sempre uma direção específica, dando continuidade à trama de forma progressiva. Mas chega um determinado momento que você ganha liberdade de explorar todo o reino do game, uma espécie de planeta terra destruído e modificado pelas hordas infernais que aqui se alojaram. Ele ainda possui aquela velha estrutura presente em jogos como Metroid e os recentes Castlevania, onde o jogador percebe que existe um caminho alternativo, mas que ainda não pode prosseguir porque ainda não tem poderes ou um item específico que possibilite prosseguir por ali. Essa exploração faz ainda mais sentido com a presença de uma espécie de mercador, um demônio que não é ligado nem ao céu nem ao inferno, apenas quer sobreviver pacificamente... ou será que não? De qualquer forma, por meio dele é possível adquirir não só alguns itens imperdíveis e essenciais para o avanço na história, como também novas habilidades, combos e até mesmo armas inéditas, deixando a jogabilidade cada vez mais variada. Aliás, bota variação nisso! War faz uso de poucas armas, mas a combinação entre elas garante que o personagem desfira combos realmente arrasadores, dizimando qualquer um que estiver no seu caminho. Curiosamente, toda esta variedade é na verdade uma de suas maldições. Você conhece bem o gamepad do seu console? ?? melhor que a resposta seja afirmativa. Digamos que faltam botões para que todas as ações propostas pelo game possam ser feitas. O resultado disso é que o jogador acaba tendo que decorar algumas combinações pré-definidas. Isso implica alguns pequenos problemas. O primeiro já foi dito: decorar. Se já não bastassem os vários combos presentes no game, o jogador ainda precisa decorar combinações de botões para que movimentos específicos sejam feitos. Segundo que, invariavelmente, mesmo que sem querer, você vai acabar confundindo estes comandos, e provavelmente em uma hora onde isso não deveria acontecer. O terceiro problema relacionado a isso é que o título impede que o jogador configure os botões do gamepad como bem entender. Afinal, se já é complicado da maneira ''default'', imagina customizando? Apesar disso, podemos afirmar que os comandos básicos, como pular, nadar, bater, agarrar e interagir estão bem posicionados, permitindo que o game possa fluir de maneira confortável, apesar da necessidade mais adiante de se decorar determinadas combinações no controle. Isso exprime um pouco da profundidade na jogabilidade, ao mesmo tempo em que restringe seu aproveitamento pleno aos mais habilidosos. A duração de Darksiders é bastante satisfatória. Conforme citamos antes, chega um momento em que o jogador tem liberdade para explorar tudo à sua volta. Mas esta exploração é realmente válida? Com certeza sim. O título possui um ótimo acabamento no que diz respeito ao design de seus níveis e circular pelas ruas desertas e repletas de monstros é bastante divertido. Esse ponto positivo também pode ser observado nos puzzles presentes ao longo da história. Nenhum deles chega a ser difícil ou complicado de se resolver, mas a combinação deles com outros elementos, como adversários e armadilhas no próprio cenário, permite que a execução possa ser expressa de forma criativa, ao mesmo tempo que desafiadora, mas nunca impossível ou extremamente difícil e desmotivante. Até mesmo as partes um pouco mais repetitivas possuem uma ''justificativa''. Em determinados momentos, o jogador precisa retirar um poderoso feitiço que impede que criaturas imensas de pedras, verdadeiros guardiões, liberem a passagem. A única forma de retirar este feitiço é sobreviver a alguns desafios propostos pelo game em estágios especiais, mas sempre com a mesma estrutura. ?? como uma arena circular, onde adversários surgem e é o seu papel dar cabo de todos dentro de um limite de tempo. A grande jogada é que cada um dos estágios possui uma condição de vitória diferente, geralmente exigindo que o jogador domine aspectos específicos da jogabilidade. ?? uma maneira bruta de fazer com que você se habitue aos controles, fazendo uso repetido e ''aprendendo na marra'' a utilizar alguns poderes. Ainda assim, alguns certamente acharão a execução um pouco repetitiva, apesar da boa idéia. E a parte gráfica? Artisticamente o jogo é bem bonito, com cenários bem elaborados e personagens carismáticos e únicos, mas como fica a parte técnica? Esta pergunta pode ser respondida de maneiras diferentes, dependendo do console em que você jogar. No 360, os detalhes mostrados por meio de mapas de normal e bump mapping parecem mais nítidos, assim como as cores, que são bem vivas. Por outro lado, os jogadores que se aventurarem no console da Microsoft terão que conviver com algumas quedas de frame rate além da presença irritante do efeito ''tearing'', ocasionado pela falta de sincronização dos frames durante a renderização em tempo real. Já no PlayStation 3, temos um frame rate bem mais confortável, além da presença evidentemente menor do problema de falta de sincronização, mas peca por não manter a mesma vivacidade das cores, além dos detalhes das texturas não estarem tão evidentes quanto na versão para 360. O jogo em si, seja lá qual for a versão, ainda possui outro pequenino problema. Os cenários, apesar de bem bonitos, são um pouco ''vazios''. Faltam elementos interativos, e a cidade que se apresenta devastada acaba parecendo um pouco limpa. Ainda assim, Darksiders pode ser considerado um game bem bonito e bem feito tecnicamente, além de contar com uma boa variação de cenários e personagens, o que torna a experiência mais divertida e diversificada. Isso impede que o título se torne repetitivo ao longo do tempo, proporcionando diversão certa por um longo período. A parte sonora também recebeu um ótimo polimento. As músicas foram bem escolhidas e estão presentes nas horas certas. Desta forma, as sequências dramáticas acabam ganhando muito mais vida, tornando tudo bem mais interessante. A dublagem não poderia ser mais acertada. Todas as vozes se encaixaram de forma belíssima em seus personagens, permitindo assim que eles sejam carismáticos como um todo, em todos os aspectos. E para terminar, temos efeitos sonoros que proporcionam imersão na medida certa, oferecendo um feedback preciso por meio do áudio, permitindo que o jogador tenha total controle sobre a situação e saiba exatamente o que está acontecendo ''à sua volta''. Darksiders foi um jogo que chegou de mansinho, sem muito alarde e que muita gente acabou não botando fé. Mas foi só juntar no caldeirão idéias de vários games e adicionar uma pitada de originalidade e o design do desenhista Joe Madureira para que o game se saísse melhor do que muitos esperavam. A jogabilidade é sólida, e pode ser considerada até complicada de certa forma, mas sem dúvidas é bastante divertida. Por fim temos uma boa duração com direito a muitas coisas para se procurar nos cenários, no melhor estilo Metroid/Castlevania.
Fonte: Finalboss
ygorocara
Enviado por ygorocara
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Rio De Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
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