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Análise do jogo "Rogue Galaxy" para PS2 escrito por E-Zine/MyGames

Escrito por E-Zine/MyGames, nota 83 de 100, enviado por Anônimo,
[img]hide:aHR0cDovL3VwbG9hZC53aWtpbWVkaWEub3JnL3dpa2lwZWRpYS9lbi90aHVtYi9hL2EzL1JHX0VVX0NvdmVyXzMwMC5qcGcvMjUycHgtUkdfRVVfQ292ZXJfMzAwLmpwZw==[/img] Com a chegada da PlayStation 3 ao mercado, muitos foram aqueles que deitaram a PlayStation 2 a um destino forjado no esquecimento. Para provar que estavam errados, a Level 5 trouxe até ao mercado europeu o seu Rogue Galaxy, um Role Playing Game lançado há quase 2 anos no Japão. A espera foi longa, muito longa, e mais longa foi para quem sabe que os criadores de Rogue Galaxy são os mesmos que nos trouxeram Dark Chronicle ou Dragon Quest VIII. Mas será que tanta espera valeu a pena? Ou será Rogue Galaxy aenas mais um RPG a acrescentar a um catálogo carregado de boas entregas? As mentes que maquinaram Rogue Galaxy tiveram o céu como limite, literalmente. Toda a narrativa deste jogo anda em torno de Jaster Rogue, um jovem de tenra idade que aspira a conhecer o universo. No entanto, por força das circunstâncias, vê-se obrigado a passar os seus dias a lutar no deserto, cenário típico de Rosa, o seu planeta natal. Quando o destino de Jaster parecia tê-lo feito prisioneiro de uma vida que não escolheu, a sua cidade é atacada pelas forças do Draxian Empire. No calor da batalha, Jaster vê a sua identidade trocada com um famoso caçador de prémios e é-lhe proposta uma viagem a bordo de uma nave espacial pirata. É neste preciso momento que Jaster dá por si a viver a vida que sempre quis. Como podem adivinhar, as peripécias acontecem em catadupa, com uma insanidade que chega a fazer lembrar episódios da série One Piece ou nuances narrativas que tocam Skies of Arcadia. Mas mesmo com este ritmo, nunca se perde o fio à meada. Mal encontramos o primeiro inimigo, somos brindados com o primeiro balão de originalidade de Rogue Galaxy: o seu sistema de combate. A obra da Level 5 dá ao jogador um papel activo nas cenas de combate. Jaster ceifa vidas dando uso a uma mistura de armas de fogo e armas brancas. [img]hide:aHR0cDovL3VwbG9hZC53aWtpbWVkaWEub3JnL3dpa2lwZWRpYS9lbi9jL2MxL1JvZ3VlLWdhbGF4eS0yMDA2MDQyNTAyNTQwNzI1My5qcGc=[/img] Como se passa tudo em tempo real, sentimos que estamos num jogo de acção com a complexidade de um RPG. A progressão da aventura faz-se acompanhar pela progressão das armas, granjeando-nos novas técnicas e novas habilidades, tudo isto posto em prática pelo próprio jogador. E como se não bastasse esta variedade, Rogue Galaxy deixa-nos escolher a personagem que queremos controlar. Para além de Jaster Rogue, as principais personagens dão pelo nome de Kisala, a filha de Dorgengoa, "rei" dos piratas, e Zegram Ghart, um caçador de prémios que tem uma abordagem fria e calculista a cada situação. Cada uma destas personagens tem o seu próprio estilo de luta e personalidade, que quando misturados conseguem dar espessura à trama de Rogue Galaxy. Na prática isto faz com que o jogador nunca se sinta uma marioneta num espectáculo orientado por mãos totalmente alheias às suas. Agora que já têm noção das mentalidades com que vão lidar durante a aventura, há que vos mostrar o que elas podem fazer por vocês durante o jogo. Sempre que estiverem a lutar, os vossos companheiros dão-vos dicas. Por exemplo, caso Zegram Ghart tenha pouca vida, ele pede-vos para lhe darem uma poção. Este sistema é fácil e intuitivo, e mesmo que na teoria controlem apenas um personagem, têm controlo sobre o bando todo à distância de um botão. O sistema de aquisição de novas habilidades funciona através de um sistema de grelhas idêntico ao visto em Final Fantasy X. Nesta grelha estão expostas todas as habilidades possíveis para cada uma das personagens. Para as desbloquear só têm que colocar o item no lugar certo. Felizmente o sistema não tem que tinha em FFX e aqui sempre que há alguma habilidade passível de ser desbloqueada há um sinal luminoso que nos avisa. [img]hide:aHR0cDovL2kudGVzdGZyZWFrcy5jb20uYnIvaW1hZ2VzL3Byb2R1Y3RzLzYwMHg0MDAvMTcwL3JvZ3VlLWdhbGF4eS4yMzAwMDc0LmpwZw==[/img] Mas o que vos leva a usar este excelso sistema de combate? Os monstros. E onde é que os monstros aparecem? De todo o lado e mais algum, pois Rogue Galaxy optou por introduzir combates aleatórios. Este é o mais grave problema do jogo, um verdadeiro teste à paciência, tanto de veteranos como de novatos. Para encerrar todo o capítulo do sistema de combate, fica aqui o conselho de gravarem o estado do jogo sempre que possível. As batalhas são terríveis e como nunca sabem quando vão surgir, convém ter um ponto estável a partir de onde possam recomeçar sem terem perdido uma data de tempo. As mentes por detrás deste jogo foram buscar inspiração a vários quadrantes e isso nota-se perfeitamente no capítulo gráfico. Os vários planetas que vão percorrendo (Rosa, Juraika, Vedan) são únicos entre si, maravilhando-nos com as suas especificidades. O desenho das personagens é muito criativo e desafia o convencional a cada traço. Tudo isto emalado numa uma banda sonora que se adequa a cada um dos locais visitados. No que toca aos diálogos, o sentimento já é misto. Se nas cenas de corte apresentam grande qualidade e um tom adulto, durante a parte jogável os nossos companheiros insistem em repetir-se até à exaustão, chegando a irritar. Felizmente há vida na Sony além da alta-definição e do laser azul. Rogue Galaxy faz ver a muita gente a fibra de um bom RPG. È certo que já saiu no Japão há muito tempo, mas também não é menos verdade que graças a este lançamento tardio na Europa lucrámos de extras que os nipónicos só tiveram direito na versão Director's Cut do jogo.
Fonte: E-Zine/MyGames
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