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Análise do jogo "Dragon Quest Monsters: Joker" para DS escrito por E-Zine/MyGames

Escrito por E-Zine/MyGames, nota 76 de 100, enviado por Anônimo,
Com Dragon Quest IX na calha, os utilizadores da Nintendo DS mal podem esperar pelo lançamento do próximo capítulo da saga da Square Enix. Talvez para tornar a espera menos penosa, Dragon Quest Monsters: Joker é finalmente lançado, depois de recepções calorosas no Japão e Estados Unidos. É preciso recuar bastante no tempo para encontrar um lançamento da série Monsters fora do Japão, que aconteceu com Dragon Warrior Monsters, na Game Boy Color, em 1999. Este spin off da saga principal, segue as premissas introduzidas com Pokémon, já que o fulcro é o coleccionismo das dezenas e dezenas de monstros espalhados pelo mundo do jogo. Os elementos de RPG continuam presentes, mas de forma bastante mais ligeira. Aliás, a primeira coisa que vão notar em Joker é a falta de escala épica presente em Journey of the Cursed King, por exemplo. A estória é relativamente simples. Encarnamos um jovem com um desejo ardente de se tornar um monster scout. Claro que o nosso pai, o líder da organização CELL, que se dedica a estudar monstros, se opõe aos nossos desejos, chegando mesmo a prender-nos para o evitar. No entanto, surge uma missão urgente que requer a presença de um operacional CELL no mais recente torneio de captura de monstros e o nosso pai não hesita em no-la entregar. Começa assim a nossa aventura, que nos leva a sete ilhas distintas em busca de monstros e outros objectos. Cada uma destas ilhas está dividida em áreas, cada qual com diversos tipos de monstros distintos. Variando largamente, tanto em habilidades como em poder, capturar cada um é uma tarefa titânica. Isto porque Joker não se coíbe de esmagar jogadores novatos com uma curva de dificuldade bastante acentuada. Monstros muitos níveis acima do nosso são bastante comuns, o que nos obriga a repetir dezenas de batalhas com inimigos mais fracos para subir as estatísticas de cada um dos nossos companheiros. Esta tarefa chega a ser desesperante em níveis mais avançados, requerendo uma tremenda quantidade de tempo para conseguirmos progressos modestos. No entanto, nada de novo aqui. Se conhecem a série, certamente que já esperavam uma quantidade abusiva de grinding. Onde Dragon Quest Monsters: Joker mostra o seu potencial é na variedade de monstros que podemos escolher. Quase todos os inimigos que aparecem podem ser recrutados através do comando Scout. Este processo tem tanto de táctico como de divertido. A ideia é impressionar o monstro que queremos recrutar com os nossos próprios monstros. Assim, logo que escolhemos Scout da lista de opções, os nossos combatentes tomam turnos a atacar o alvo sem lhe causarem dano. Quando mais fortes os ataques, mais impressionado o monstro fica, aumentando assim a possibilidade de este se juntar às nossas hostes. Como seria de esperar, cada monstro recrutado aumenta as possibilidades durante os combates. É possível levar três criaturas de cada vez, cada qual com as suas habilidades específicas. Se existem monstros melhor preparados para o combate corpo a corpo, capazes de absorver grandes quantidades de dano, outros há que funcionam melhor num papel de suporte, lançando magias ou curando os seus companheiros. Todos eles sobem de nível, ganham novos poderes e vêem as suas habilidades melhorar com o tempo. Para além disto, é ainda possível cruzar dois monstros e obter um totalmente diferente. Para isto há que escolher cuidadosamente as raças e ainda que características o "filho" vai herdar dos seus pais. As possibilidades são virtualmente infinitas. A linhagem de Dragon Quest Monsters: Joker está patente nos gráficos. O traço de Toryiama Akira é inconfundível e os ambientes detalhados e as diversas personagens tornam o jogo um deleite visual para quem aprecia o género. Existem alguns problemas nos diversos ambientes, em particular nas várias colinas, que por vezes exibem barreiras invisíveis, mas nada que prejudique a jogabilidade e imersão de forma significativa. Se tudo isto não parece suficiente, é ainda possível combater contra um amigo localmente, ou mesmo trocar monstros de forma simples. Quando nos ligamos à Internet, a história já é outra, sendo apenas possível descarregar os dados de outras equipas e lutar contra elas, mas de forma indirecta. Dragon Quest Monsters: Joker acaba por não surpreender. A jogabilidade tem na variedade de monstros o seu ponto forte, mas a quantidade de repetição necessária acabará por afastar os menos determinados. É uma pena, já que o jogo é bastante interessante quando se investe tempo suficiente para compreender todas as suas nuances. Assim, se não podem esperar por Dragon Quest IX, já sabem, Joker é uma hipótese bastante válida para queimar algumas horas.
Fonte: E-Zine/MyGames
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