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Análise do jogo "Dragon Quest Monsters: Joker 2" para DS escrito por E-Zine/MyGames

Escrito por E-Zine/MyGames, nota 84 de 100, enviado por Anônimo,
[img]hide:aHR0cDovL20ubXlnYW1lcy5wdC9NZWRpYUNlbnRlci9tZWRpYS9pbWFnZXMvZXppbmU0L2RxbWoyLXRvcC5qcGc=[/img] Dragon Quest é uma das maiores franchises do universo RPGs, mas em finais dos anos 90, a Enix criou uma nova série que fundia a estética de Dragon Quest, com elementos de captura de monstros bem ao estilo Pokémon, série esta, de nome Dragon Quest Monsters, onde o primeiro jogo da série ganhou vida em 1998 para o Gameboy Color, como tentativa em ingressar neste conceito de captura de monstros tornado popular pela série Pokémon. O que acabaram por criar, foi um jogo bastante diferente, no qual era possível fazer reprodução de monstros, algo que foi só foi introduzido nas versões Gold e Silver de Pokémon, e uso em combate de vários monstros em simultâneo, oferecendo uma estratégia mais refinada ao género. A série saltou para o 3D com Dragon Quest Monsters: Joker para a Nintendo DS, e agora mostramo-vos Dragon Quest Monsters: Joker 2, para a mesma plataforma. A história de Dragon Quest Monsters: Joker 2, não é nada extraordinário, mas assenta bem no tema do jogo. A personagem principal é um jovem rapaz que ambiciona participar no maior torneio para treinadores de monstros, o Monster Scout Challenge, e para isso, irá recorrer a meios ilegais para atingir o seu fim, mais precisamente, entrar a bordo de uma aeronave às escondidas, porque não consegue pagar bilhete. A viagem tem uma duração muito curta, visto que a nossa personagem é descoberta, e em seguida a aeronave cai devido a uma tempestade, espalhando maior parte dos tripulantes pelos mais variados sítios. Apenas a nossa personagem e outro tripulante ficam perto da nave. Sendo assim, começa a nossa aventura, no qual vamos precisar de resgatar os restantes tripulantes, enquanto capturamos monstros e tornamo-nos mais fortes. Ao contrário de Pokémon, o enfoque principal de Dragon Quest Monsters Joker 2 não se centra no coleccionismo de monstros, mas sim, na criação e treino de monstros cada vez mais fortes. No início do jogo, vamos ter um monstro para podermos combater contra outros, mas assim que capturamos outros monstros, vamos criando a nossa equipa, sendo que podemos ter até três destes monstros na nossa equipa principal para combater. Bem ao estilo de Dragon Quest IX, vamos ver os inimigos espalhados pelo cenário, ao contrário dos famosos random encounters que não mostram qualquer tipo de inimigo, e ao entrarmos em contacto fisicamente com o inimigo que virmos, damos início ao combate. Dentro dos combates vamos poder combater normalmente inimigos, e das duas uma, ou matamos os monstros para tornar a nossa equipa mais forte, ou então vamos usar a opção Scout, ou seja, tentar recrutar o monstro para a nossa equipa, e ao escolhermos a opção, irá aparecer um contador que mede a percentagem de possibilidade de este se juntar a nós. Este método é desafiante mas também frustrante ao mesmo tempo, e algo que não ajuda à opção, é o facto de alguns inimigos ficarem literalmente ofendidos por tentarmos fazer-lhes Scout, eliminando futuras possibilidades de se usar a opção naquela criatura. Enquanto que em Pokémon podemos usar outros aspectos que influenciam a sua captura, como envenená-lo ou colocá-lo a dormir, em Dragon Quest Monsters Joker 2, a "captura" é mais baseada em estatística. Já fugi um bocadinho ao tema dos combates, mas em suma, baseiam-se no simples combate por turnos, no qual vamos escolher a acção que os nossos monstros irão fazer, e eles, irão efectuá-la. O jogo mostra-se bastante aberto no que toca às acções que poderemos efectuar, no qual vamos poder deixar os nossos monstros escolherem o que fazer por eles próprios, mas com uma estratégia em mente definida por nós, como, combater mais à defesa, mais ao ataque, etc. Vamos também poder comanda-los de uma maneira mais pormenorizada, atribuindo a cada um, uma opção específica, como, que inimigos atacar, dando um aspecto mais clássico dos RPGs com combates por turnos. Vamos também poder equipar as nossas personagens com equipamento, sendo possível darmos-lhes armas, para usarem em combate. Se por acaso a equipa de três ou menos monstros for eliminada, não se preocupem, podem sempre criar uma outra equipa de apoio, para retomar o combate, aumentando assim as possibilidades de vitória. Os nossos monstros, tal como as personagens em jogos RPG, recebem experiência por cada combate vencido, subindo de nível também. Em combates, vamos poder também usar todo o tipo de items para os auxiliarmos, como poções, antídotos e afins. Outro aspecto muito importante, é a opção Synthesis, no qual vamos poder fundir literalmente dois monstros, para criar um único monstro. Ao contrário dos mais novos Dragon Quest Monsters, em que reproduzíamos dois monstros naturalmente, em Synthesis, acontece uma fusão física, criando um só ser e misturando algumas habilidades à nossa escolha. Os monstros a serem fundidos precisam de estar obrigatoriamente a nível 10 ou acima, e o resultado desta fusão, é um monstro já incluído no jogo e que iremos escolher dentro de várias hipóteses possíveis, mais forte que o normal, devido à nossa escolha de habilidades. Este novo monstro irá começar a nível 1, no qual vamos precisar de algum grinding para metê-lo em forma. Monstros que sejam resultados do Synthesis, podem ser fundidos para criar novos monstros. O jogo não irá apresentar-nos um mundo aberto para explorarmos, mas sim zonas, sendo que para atravessarmos para a zona seguinte, precisamos de efectuar algum género de missão principal, encontrando ou não, um membro da tripulação perdido. Dessa maneira, o jogo impede que a personagem se aventure em zonas com monstros demasiado fortes. Para navegarmos rapidamente por entre zonas desbloqueados, vamos poder usar skills especiais da personagem, que nos permitem mover por entre zonas, e até dentro das zonas em si. Se o modo single-player já foi completo, e não vos diz muita coisa, então podem ingressar no mundo online, com a opção Tag Mode Battles, para combater contra outros jogadores via Wi-Fi. A apresentação em Dragon Quest Monsters Joker 2 encontra-se excelente para um jogo da Nintendo DS, fazendo lembrar mais uma vez Dragon Quest IX, mas com mais pormenores gráficos. Graficamente, o jogo possui uma apresentação em cel-shadding muito bem conseguida, e todo o tipo de personagens e monstros estão muito bem animadas. Este possui também alterações climatéricas, por isso não se admirem se revisitarem uma zona, e repararem que, por exemplo, se encontra a chover. Não esperem actuações de voz nem nada parecido neste jogo, no qual a sonoplastia mantêm um perfil simples, acompanhado de uma maneira positiva, toda a nossa aventura. Dragon Quest Monsters Joker 2 é um jogo que podia ser muito bem um bom substituto à série Pokémon, mas graças aos seus aspectos únicos, e a frequente capacidade de inovar, mantêm-se num patamar único, e por mérito próprio. Preparem-se para capturar e treinar os vossos monstros ao máximo, porque os inimigos não irão ser fáceis. Os jogadores que sempre viram a série Dragon Quest Monsters de longe, têm uma boa oportunidade para ingressar neste tipo de jogo.
Fonte: E-Zine/MyGames
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