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Análise do jogo "Dark Souls" para PC escrito por E-Zine/MyGames

Escrito por E-Zine/MyGames, nota 85 de 100, enviado por Anônimo,
[img]hide:aHR0cDovL20ubXlnYW1lcy5wdC9NZWRpYUNlbnRlci9tZWRpYS9pbWFnZXMvZXppbmU0L2Rhcmstc291bHMtcGMtcmV2LW1nLTEuanBn[/img] No ano passado, Dark Souls ganhou o prémio de melhor jogo do ano no nosso site e não só, e depois do tremendo sucesso que este capítulo teve nas consolas, chegou a altura do PC receber o carinho da From Software ao ver lançado na sua plataforma esta obra prima. Para a criação deste jogo, a companhia pegou em tudo aquilo que havia feito Demon's Souls, na altura exclusivo PS3, e melhorou exponencialmente todos os parâmetros desta experiência quase masoquista, mas inteiramente recompensadora. O enredo em Dark Souls é um dos pontos que passa mais ao lado visto ser algo com menos expressividade neste jogo, mas o objectivo principal é o suficiente para ficarmos inteiramente despreocupados com a narrativa algo complicada do jogo. A nossa personagem é um morto-vivo que pretende salvar o planeta da destruição total, sendo que mesmo estando nesse estado cadavérico, pode bem desaparecer com ele. A morte é sem dúvida o tema chave neste jogo, até porque a nossa personagem irá visitá-la imensas vezes, cabe então a tarefa de recuperar a sua humanidade e restaurar a ordem no mundo. [img]hide:aHR0cDovL20ubXlnYW1lcy5wdC9NZWRpYUNlbnRlci9tZWRpYS9pbWFnZXMvZXppbmU0L2Rhcmstc291bHMtcGMtcmV2LW1nLTIuanBn[/img] Dark Souls continua o mesmo quando comparado com a versão das consolas, um RPG de acção na terceira pessoa, onde iremos destruir inimigos no nosso caminho e desbloquear cada vez mais zonas até chegar ao nosso objectivo. Ao começarmos o nosso jogo, vamos ficar incumbidos de criar a nossa personagem, podendo escolher entre várias classes que não são estranhas para quem joga RPGs, e onde cada uma destas possui certas habilidades especiais que nos poderão favorecer em pontos mais específicos da nossa aventura. Depois disso, vamos ver a nossa personagem ser atirada para uma prisão cheia de mortos-vivos como nós. Esta prisão irá servir como um tutorial para o que nos espera. Com o percorrer da zona, vamos apanhando items faseadamente, como uma arma, escudo, sendo nos ensinado aos poucos as várias mecânicas do jogo sem perder muito tempo com extensas explicações. Com o percorrer desta zona inicial vamos começando a perceber do que é que este jogo se trata, mais precisamente, do quão difícil e castigador este jogo consegue ser. Basicamente, precisamos de ter muito cuidado com as nossas acções, visto que até um simples inimigo nos poderá matar, caso nos apanhe a jeito. Esta parte inicial irá dar-nos inimigos fracos e fáceis de matar, e um enorme boss que nos deixa com um sentimento de fraqueza enorme. Esse mesmo boss irá ensinar-nos uma valiosa lição em Dark Souls: nem todos os inimigos que vemos, podemos matar à primeira tentativa. Logo, uma das melhores opções será fugir para conseguirmos fortalecer a nossa personagem, arranjar melhores armas e assim destruir o nosso obstáculo. [img]hide:aHR0cDovL20ubXlnYW1lcy5wdC9NZWRpYUNlbnRlci9tZWRpYS9pbWFnZXMvZXppbmU0L2Rhcmstc291bHMtcGMtcmV2LW1nLTMuanBn[/img] Depois de fugirmos à prisão, vamos ser transportados para uma nova zona e aqui iremos colocar em prática tudo aquilo que aprendemos. A partir daqui, o caminho será marcado pela nossa determinação e agilidade, enquanto que os inimigos que nos irão enfrentar pelo nosso caminho, e irão variar de acordo com a zona que estamos a explorar, colocam-nos constantemente à prova. De vez em quando, vamos encontrar alguns atalhos para zonas iniciais, tornando o grinding e o regresso a outros inimigos mais fácil. Nesta versão "Prepare to Die" vamos ter acesso ao DLC que sairá futuramente nas consolas, Artorias of the Abyss. Esta adição irá dar acesso a uma nova zona que trará novos items, inimigos, armas e até a um combate com o próprio cavaleiro Artorias. Não vai ser preciso jogar muitos minutos para se saber que as Souls que iremos apanhar dos inimigos são o ponto fundamental para a nossa progressão no jogo, sendo usado como moeda para comprar dos vários NPCs, bem como servir de experiência para subir de nível. Cada classe de inimigos dá um determinado número de Souls, sendo que os mais fortes ou bosses poderão largar uma quantidade acima do normal. Assim começa a nossa demanda por evitar ao máximo morrer em qualquer situação que seja. Ao morrermos, a nossa personagem irá largar todas aquelas Souls que tivermos apanhado com muito esforço e dedicação numa mancha de sangue e uma aura verde. Assim que voltarmos à vida vamos ter uma única chance para recuperar as Souls que deixamos no chão. Caso a nossa personagem morra outra vez, vamos perder todas essas Souls e largar uma nova mancha de sangue. [img]hide:aHR0cDovL20ubXlnYW1lcy5wdC9NZWRpYUNlbnRlci9tZWRpYS9pbWFnZXMvZXppbmU0L2Rhcmstc291bHMtcGMtcmV2LW1nLWltZy5qcGc=[/img] Humanity é outro item com grande importância no jogo, e ao contrário das Souls, iremos perder imediatamente todas aquelas que usamos na nossa personagem assim que morrermos. Com a Humanity vamos tornar a nossa vida mais fácil em Dark Souls, sendo possível transformar a nossa personagem em ser humano ficando assim mais forte, resistente e será possível invocar Phantoms para nos ajudarem em variadas tarefas. As Humanity não são ganhas automaticamente com a morte de um inimigo, mas sim aleatoriamente apanhadas como um simples item. O multiplayer nesta edição Prepare to Die aparece mais forte ainda visto que para além de incluir aspectos da versão de consolas, vamos ter novas adições que irão manter o jogador agarrado durante muito mais tempo. Em Dark Souls, o multiplayer está presente de uma maneira diferente quando comparado com os jogos de hoje em dia. No decorrer do nosso jogo, vamos poder ver escrito no chão várias mensagens deixadas por outros jogadores que estão nessa mesma zona, e irão informar-nos de situações em antemão, como um boss difícil ao virar da esquina, uma bonfire que está por perto, ou então enganar-nos avisando que há um segredo no fundo de um enorme buraco. É também possível deixar um Thumbs Up caso a mensagem seja do nosso agrado, sendo possível com esses Thumbs Up enviar items ao jogador como Humanity. Poças de sangue são um mau presságio, visto que se tratam de mortes de outros jogadores, e ao tocar nessa poça poderemos ver como é que o jogador morreu. [img]hide:aHR0cDovL20ubXlnYW1lcy5wdC9NZWRpYUNlbnRlci9tZWRpYS9pbWFnZXMvZXppbmU0L2Rhcmstc291bHMtcGMtcmV2LW1nLTQuanBn[/img] Nós também vamos poder interagir com esses outros jogadores a partir de items de nome Soaptones, sendo que a Orange Soapstone dá-nos a possibilidade de deixar uma mensagem para todos os outros jogadores verem, a White Sign Soapstone irá transportar-nos para o mundo de outro jogador como um Phantom para ajudá-lo, e a Red Sign Soapstone deixar-nos-á invadir em movo PvP o mundo de outro jogador para podermos derrotá-lo e roubar Humanity. PvP tanto nas invasões como no novo modo Arena presente em Oolacile, oferecem uma nova maneira de interacção. Os jogadores atacam-nos de uma maneira muito mais pensada, oferecendo uma dificuldade ainda maior, o que irá colocar a nossa inteligência, paciência e skill ainda mais à prova. Dark Souls só por si é um jogo apropriado para masoquistas, por isso se quiserem tirar o maior partido do jogo, então a melhor hipótese de jogarem-no, é com um comando. Por defeito, o jogo pode ser jogado com rato e teclado, algo que estraga completamente a experiência por estarem muito pobres e serem pouco apropriados para o estilo de jogo. Esporadicamente a ligação ao Live poderá tramar-nos, sendo que se estivermos ligados Online ao jogo e a ligação cair, seremos transportados para o menu do jogo. [img]hide:aHR0cDovL20ubXlnYW1lcy5wdC9NZWRpYUNlbnRlci9tZWRpYS9pbWFnZXMvZXppbmU0L2Rhcmstc291bHMtcGMtcmV2LW1nLTUuanBn[/img] A apresentação é outro ponto que não favorece em nada o jogo. É verdade que o enfoque principal de Dark Souls não passa pela apresentação, mas a passagem para o PC torna este ponto ainda mais miserável, estando estas pobres como sempre, e mesmo assim poderão deixar PCs que correm jogos muito mais exuberantes, a soluçar aqui e ali. Vários cenários cujas zonas estavam demasiado irritantes devido à framerate péssima - como Blighttown - estão desta vez corrigidas, e poderão encontrar ainda mais algumas animações novas no que toca aos inimigos. Mesmo assim, cenários como Anor Londo e Blighttown poderão ainda assim impressionar um ou outro jogador, e a variedade destes consoante a nossa progressão oferece uma certa frescura ao jogo. Esta passagem para o PC foi uma tarefa que teve o seu preço nesta obra prima da From Software, e apesar de alguns dos problemas de compatibilidade que podemos encontrar ou o grafismo pouco apreciável, Dark Souls continua com o mesmo charme que muitos de nós conhecemos da versão consola. Tão depressa este jogo faz-nos saltar de felicidade, como chorar de raiva, e estes continuam a ser alguns dos aspectos principais que tornam este jogo tão especial. Façam um favor a vocês mesmos: comprem um comando, e "Prepare to Die".
Fonte: E-Zine/MyGames
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