Conheça um pouco das técnicas usadas pelos anos no cinema para produzir esses gigantes que preenchem a fantasia e imaginário do publico
Publicado por Allan Kardec, em .
Hoje é comum ir aos cinemas e ver filmes com efeitos especiais super elaborados, grandes produções como Vingadores: Ultimato, que gastam bilhões para produzir elementos em cena que nunca vimos antes.

Mas nem sempre foi assim, e hoje trago um pequeno artigo que tentará mostrar como foi a evolução destes efeitos em um dos elementos, que sempre que está presente em filmes atrai a atenção do publico: Dinossauros.

Saindo da imaginação e chegando as telas

Os dinossauros deixaram a face da Terra a milhões de anos, sua extinção ainda é um mistério que gera muito debate, e seus restos ainda hoje chamam a atenção. O primeiro fóssil de um dinossauro foi encontrado em 1676, e criou muitas dúvidas e rumores, que iam desde pessoas falando que era algo falso, há aquelas que acreditavam ser um gigante, ou até um monstro. Já no século de 1800 começaram a surgir novos fósseis mais completos, com mandíbulas, garras, aumentando ainda mais a especulação dos "monstros" no imaginário popular, mesmo que os cientistas da época já soubessem que eram animais extintos a muitos anos.

Este fascínio pelos monstros gigantes foi passando de geração em geração, até que surgiu os cinema, e foram esses um dos primeiros animais fictícios que os cineastas se esforçaram para reproduzir.

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Foi em 1920 que um dos primeiros filmes com dinossauros foi criado, "Along Moonbeam Trail", e para recriar estes seres no filme foi usado a técnica de Stop Motion (guarde esse nome), que se utilizava de bonecos articulados normalmente feitos com um material parecendo massa de modelar ou plásticos, essa técnica foi utiliza por anos para criação de seres que não poderiam ser representados por humanos.

Stop Motion

Para quem não conhece, Stop Motion, é uma técnica que consiste em movimentar um objeto enquanto se tira sequencias de fotografias diferentes, a cada movimento uma nova fotografia é tirada, onde os movimentos devem ser feitos pouco a pouco, simulando o movimento que se deseja, e após algumas centenas de fotos, elas são rodadas em sequencia virando cada uma um frame para a animação que será composta no final. Vários filmes atuais utilizam dessa técnica, alguns dos mais conhecidos recentemente são A Fuga das Galinhas (Grã Bretanha, 2000), dirigido por Nick Park e Peter Lord e O Estranho Mundo de Jack (EUA, 1993) de Henry Selick.

Para dar a impressão do tamanho gigante que os dinossauros deveriam ter, os bonecos eram filmados sobre uma maquete, com a câmera bem próxima para fazer o "golpe" de vista. E caso algum ator tivesse que aparecer em cena, uma nova filmagem era feita, agora com a câmera afastada e logo após as duas filmagens eram sobrepostas. A junção do Stop Motion com este modo de filmagem em vários planos também foi utilizada por décadas.

Eis um trabalho feito em Stop Motion, com bonecos de massinha:

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E aqui vemos como é feito o processo criação do Stop Motion, que convenhamos é um trabalho incrível de dedicação e esforço:

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Com o passar do tempo novas técnicas foram sendo criadas, e a necessidade de produções mais rápidas também forçou que o Stop Motion fosse deixado de lado na maioria das produções, e por volta de 1950 começou o uso da Animatrônica e dos Efeitos Práticos, recursos usados mundialmente até hoje tanto no cinema quando em outras áreas do entretenimento.

Animatrônica e Efeitos Práticos

A Animatrônica, não é nada mais que objetos semi-animados, com movimentos pré-definidos que tentam simular o movimento real do que ele tenta representar. Os parques da Disney são um grande exemplo do uso da animatrônica, os elementos dos parques, bonecos e paisagens são repletas de movimentos mecânicos para simular "vida". Um grande exemplo do uso deste recurso no cinema é os filmes clássicos do Godzilla, que consistiam em um ator vestido por uma roupa, mas que os movimentos da cabeça (boca, olhos) eram controlados através de animatrônica.

Já os Efeitos Práticos é basicamente o uso de recursos como maquiagem e outros produtos, para criar o elementos visuais o mais próximo ao que se deseja. Este recurso foi largamente usado em filmes da década de 80, como em The Thing (O Enigma de Outro Mundo), Alien o Oitavo Passageiro e O Vingador do Futuro onde todos efeitos especiais foram feitos manualmente antes de serem filmados.

Uma cena clássica de efeito prático pode ser vista a baixo.

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Curiosidade: nenhum dos atores da cena acima sabiam o que iria ocorrer na cena, somente o diretor e o ator John Hurt (que teve o peito explodido), tanto é que os demais atores ficaram realmente em choque ao ver aquele tanto de sangue falso jorrando em todos, e para a cena foi usado sangue falso jorrado por um colete especial, além de uma mesa com um buraco e o boneco do filhote de alien.

Ambos recursos, animatrônica e efeitos práticos, foram e são usados largamente no cinema, mas viram seu auge de destaque ser atingido nos filmes da franquia "Jurassic Park" lançada em 1993, quando Steven Spielberg nos mostrou incríveis técnicas e impressionou o mundo, dando vida aos dinossauros como nunca antes visto nas telonas. Neste filme o diretor tinha a opção de criar totalmente em 3D os dinossauros, mas como este recurso ainda não estava avançado suficiente decidiu (ainda bem) pelo uso da animatrônica, criando recursos próprias para as filmagens.

E eis um pequeno making of da produção utilizando animatrônica.

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Caso queria ver a produção do T-Rex para o filme, há esta playlist que exibe vários detalhes interessantes.

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Como podemos ver, a animatrônica aliada a efeitos práticos consegue entregar cenas incríveis e memoráveis.

Mas hoje com a demanda de mais e mais produções e a busca constante de cada vez mais se aproximar da realidade, tanto o Stop Motion, quando a Animatrônica e também os Efeitos Práticos estão sendo substituídos ou agregados a produções em CGI, o recurso que pode criar qualquer obra imaginável.

CGI (Computer-generated imagery)

CGI é o que há mais de inovador e versáveis no campo de efeitos visuais, uma tecnologia em constante evolução que por muitos anos foi o sonho de produtores e diretores, mas pouco acessível aos estúdios, mas com o passar dos anos se tornou cada vez mais presentes no cinema. Usado pela primeira vez em meados de 1980, as primeiras produção que utilizavam CGI a utilizava de modo precário, inserindo efeitos muitas vezes disformes e que não se encaixavam nas cenas.

Hoje o CGI veio para ficar, e como disse, o CGI é algo que evolui constantemente, hoje os grandes estúdios conseguem criar praticamente tudo que desejam com esta técnica, podendo aliar todos outros efeitos e práticas para se criar um resultado final que deseja.

O CGI também é o responsável por aproximar o mundo dos gamers com o mundo dos cinemas, pois há algumas décadas eram áreas separadas do entretenimento, e hoje estão em linhas tão tênues que as vezes se confundem. Grandes estúdios especializados em CGI também fazem trabalhos para empresas do cinema e produções de games, até as ferramentas que há alguns anos eram próprias para cada ramo do entretenimento, hoje já são utilizadas em ambos, como por exemplo softwares como a Unreal Engine e outros softwares como os de modelagens em 3D.

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Mesmo com essa versatilidade, o uso de CGI é um recurso caro e trabalhoso, exigindo experiência e prática dos produtores para conseguirem criar algo convincente, o que por vezes pode acabar atrapalhando todo um filme pelo uso de um CGI mal feito. Quem é que não se lembra dessa belezura de CGI que deve assombrar o Dwayne "The Rock" Johnson até hoje?

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Mas quando o CGI é bem feito, podemos contemplar obras que nunca poderíamos ver na vida real:

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Espero que tenham gostado, sei que posso ter fugido um pouco do tema ou não focado só em filmes de dinossauros, mas não há como falar de cinema e efeitos especiais sem dar uma repassada em outras obras.

Por fim, irei deixar um pequeno vídeo que mostra a passagem do tempo em filmes de dinossauro no cinema:

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Espero que tenham gostado!

Até o próximo artigo.
okardec
Allan Kardec #okardec
Analista e Administrador de Sistema vulgo Programador
Amante de artes, com gostos peculiares e até duvidosos!
Todo dia [ou quase] criando uma análise ou indicando um indie interessante ou desconhecido
Administrador do Site, 35 anos, Luziânia, GO, Brasil
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