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O que é que o Futuro Reserva para o VR Gaming?

Enviado por okardec, , 0 comentários
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A indústria dos games é um dos melhores termômetros para medir os avanços tecnológicos. Um dos aspectos mais interessantes é o VR Gaming (Virtual Reality Gaming – "Jogos por Realidade Virtual", numa tradução simples), que é a utilização de elementos de realidade virtual nos games.

Os gênios dos videogames percorreram um longo caminho entre os primeiros consoles e arcades até os títulos recentes com imersão cada vez maior. Antes de entender o que é que o futuro reserva para a realidade virtual no mundo do entretenimento, vamos entender melhor como foi o processo de introdução de elementos de VR nos games.

A gênese da Realidade Virtual

Os conceitos de realidade virtual não são exatamente uma "novidade". A estruturação do conceito, em si, vem dos anos 1970. Mas vários dispositivos foram desenvolvidos usando elementos de simulação da realidade muito antes da década de 70. Durante a 2ª Guerra Mundial, os primeiros simuladores de vôo surgiram para ajudar na formação dos pilotos.

O primeiro ambiente gerado por VR surgiu em 1968, criado pelo cientista da computação Ivan Sutherland, um dos pioneiros dos gráficos de computador. Junto com Bob Sproull, ele criou um sistema que rastreava a posição da cabeça do usuário, criando um modelo tridimensional simples baseado no campo de visão simulado. O aparelho recebeu o nome de Sword of Damocles ("Espada de Dâmocles") – extremamente pesado, ele era apoiado por braços mecânicos.

Dez anos antes, a Philco já tinha desenvolvido um par de câmeras remotas ligadas a um protótipo de um capacete com monitores que permitiam ao usuário uma sensação de estar presente no ambiente filmado.

Em 1962, Morton Heilig cria o Sensorama, uma cabine que combinava filmes tridimensionais, vibrações, aromas, ar gerado por ventiladores e sons (uma versão mais "física" para a simulação de realidade). Em 1982 aparecem as primeiras luvas digitais, criadas por pesquisadores na Universidade de Illinois e, cinco anos depois, a VPL Research Inc. começa a comercializar luvas e capacetes digitais, com realidade virtual.

Não parece exatamente um jogo, certo? Mas, não se preocupe. A VR não demorou muito para se unir ao mundo dos games.

A VR no mundo dos games

O pioneirismo do uso de VR no mundo dos jogos eletrônicos foi da Sega, a mesma empresa do nosso ouriço favorito, o Sonic. Em 1987, a empresa criou óculos 3D (o Segascope 3-D), feitos especialmente para o Master System. Apesar de bastante simples, esse recurso permitiu maior imersão em alguns títulos, como Maze Hunter e Missile Defense.

O segundo degrau foi o EyePhone, criado por Jaron Lanier. O aparelho, comercializado pela VPL Research, era um headset conectado num dispositivo colocado na mão do usuário (a DataGlove), que monitorava os movimentos dos dedos e da mão.

Apesar de a simulação virtual resultante disso ser bastante lenta e travada, isso significou um ótimo avanço na capacidade de conectar os movimentos do usuário ao ambiente simulado. Na prática, o EyePhone e a DataGlove serviram (e continuam servindo) de base pros outros aparelhos de VR.

Na década de 1990, os elementos de virtualidade passaram por vários aprimoramentos, com títulos que, mesmo sendo simples, foram grandes avanços para aquela época (como Dactyl Nightmare, um FPS multiplayer, e o VTOL, um game de simulação de vôo).

Com resoluções de 276x372 em telas de LCD, os jogos eram bastante baratos, variando de U$3 a U$5 – mas o preço dos consoles era incrivelmente caro, na faixa dos U$65000,00, o que impediu a popularização de títulos com VR, o que causou a falência de várias empresas do gênero.

Realidade e Virtualidade: uma linha tênue

Em 1994, a Sega havia cancelado quatro títulos criados especialmente com conceitos de VR. A justificativa era a de que os jogos tinham ficado "realistas demais" – é bastante óbvio que isso não era verdade, já que o sistema Genesis não permitia esse nível de realismo. Hoje, fica cada vez mais difícil distinguir a realidade da simulação, e esse é o trunfo desse nicho: a progressão rumo a um realismo cada vez mais gritante.

Aparelhos como o Jagur VR (da Atari), Virtual Boy (da Nintendo) e CyberMaxx (VictorMaxx Technologies) abriram caminho para simuladores como o VirtuSphere (da empresa homônima, VirtuSphere), o Oculus Rift (da Oculus VR), o HTC Vive (da Vive – a propósito, a maior concorrente da Oculus VR) e o PlayStation VR (da Sony). As antigas resoluções 276x372 são uma lembrança antiga quando comparadas às novas capacidades de realidade virtual:

DispositivoResolução
HTC Vive1440x1600
Playstation VR1080 x 960
Oculus Rift1080×1200


Games como Batman: Arkham VR, Paranormal Activity: The Lost Soul, Rick and Morty: Virtual Rick-Ality, Moss (um game extremamente simpático e uma ótima opção para quem tem filhos – e pros adultos também), Firewall Zero Hour, Rez Infinite, Resident Evil 7 são ótimos exemplos do avanço nesse setor.

O futuro da Realidade Virtual no mundo dos games

O futuro da Realidade Virtual (não só no mundo dos games, mas em todos os aspectos) é imensamente promissor. A quantidade de títulos com imersão para o usuário aumenta exponencialmente. Os consoles estão cada vez mais baratos e acessíveis. Os aparelhos estão deixando de ser elementos marginais nas vendas das empresas do ramo e se tornam cada vez mais partes fundamentais de seus ganhos.

Os elementos de VR serão cada vez mais presentes na indústria dos games. Não é possível dizer se eles vão tornar o modo tradicional de jogar algo obsoleto ou inexistente (assim como os e-books não acabaram com os livros impressos), mas definitivamente essa será uma ótima tendência. Os avanços nas tecnologias de simulação virtual vão permitir mais facilidade para o desenvolvimento de games do gênero e, assim, a tendência pode ser a diminuição de custos e preços mais atrativos aos consumidores.

Esses elementos vão exigir níveis cada vez maiores de segurança ao usuário – e, claro, vão fomentar esses avanços em segurança, não só para games, mas para todos os aspectos da vida virtual. Os provedores VPN são um dos recursos mais interessantes para aprimorar a segurança do usuário.

É possível fazer o download de aplicativos VPN que permitem a criptografia dos dados numa conexão, assim como manter a velocidade de navegação e aprimorar a confiabilidade das informações acessadas.
okardec
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34 anos, Luziânia, GO, Brasil
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