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Sniper Ghost Warrior 3: muito mais do que puxar o gatilho

Enviado por Armagedon100, , 3633 visualizações, 0 comentários
Um teste à sobrevivência e eficácia de um "one man army" em território inimigo.

Uma nova editora, um jogo apenas para os consoles da nova geração e para o PC, um orçamento maior e uma tentativa de recuperar o sucesso do original Sniper Ghost Warrior. Sniper Ghost Warrior 3 é o primeiro jogo publicado pela CI Games (o anterior era distribuido pela Bandai Namco) e com ele os produtores visam em primeiro lugar os fãs, com uma visão criativa capaz de transmitir a paixão de um gênero único. Como carta de amor aos fãs, os produtores polacos passaram estes últimos anos escutando o feedback da comunidade. Depois de um Sniper: Ghost Warrior 2 que falhou na tentativa de deixar uma marca, percebemos que um estúdio tão determinado em dar a volta por cima, não tinha outra alternativa senão voltar ao começo e proporcionar aos fãs o que eles esperam de um Ghost Warrior.

Porque na verdade este é um jogo muito diferente da maioria dos jogos de ação. Sniper Ghost Warrior oferece ação, mas é sobretudo um jogo que transmite grandes cargas de adrenalina e picos de tensão elevadas. Uma abordagem tipo Rambo, pouco calculada e pensada unicamente no propósito de progredir sem medir bem o terreno, os avanços e a respiração, é todo um caminho para uma missão fracassada, e mais do que isso, uma leitura errada desta terceira edição do Ghost Warrior. Enquanto viajávamos de avião até Los Angeles, acabei tendo a oportunidade de ver o "Sniper Americano", a história de Navy Seal, que pôs no Iraque à prova de toda a sua pontaria.

Nesta E3, a CI Games apresentou uma demonstração muito positiva e encorajadora, sendo que o jogo ainda se encontra em desenvolvimento, e assim deverá continuar até ao próximo ano, com eventual lançamento para o primeiro semestre de 2016. Mas pelo que pudemos ver, boa parte dos elementos que formam a experiência e o pilar do jogo foram revistos e melhorados, mostrando um avanço bastante significativo em comparação ao jogo anterior, com o tratamento gráfico e os efeitos de luz que se sobressaem num primeiro momento.

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A narrativa do jogo é toda fictícia e transporta o jogador, na pele de um sniper, para o centro de uma nova guerra fria entre duas potências mundiais: os Estados Unidos e a Rússia. A Geórgia está naquilo que se pode considerar como um caldo: de um lado os nacionalistas e do outro as forças étnicas russas. As duas facções abriram um conflito sangrento, numa realidade apelidada pelos produtores como pós "mundo Snowden", onde a informação e a tecnologia definem a base dos confrontos militares no século XXI.

É aqui que entra em cena o veterano "marine" e sniper Jonathan North, convocado para uma guerra prestes a acontecer. Retirado do seu espaço, é colocado bem atrás das linhas inimigas. O seu objetivo envolve a neutralização de uma espécie de "directo", concorrente ao prêmio de melhor atirador. Se seu irmão, seria apenas mais um alvo, no entanto, ele sabe da presença de tropas americanas e, podendo transmitir valiosas informações, juntou-se aos separatistas pró-russos, abrindo um impressionante número de baixas entre os nacionalistas.

Identificado o alvo número um, North tem à sua frente um exército. Isolado e sem qualquer apoio dentro do território inimigo, conseguirá este especialista sobreviver, improvisar armas, evitar alertas e abater os oponentes a grande distância? Pelo que vimos na demonstração, o território inimigo que iremos percorrer é gigantesco. A área envolve territórios naturais, rochosos e densas florestas, barragens, zonas de grande densidade urbana, rios, zonas costeiras, quedas de água, unidades fabris, fortificações, um aeroporto, zonas urbanas degradadas e abandonadas, pântanos, zonas de abastecimento, enfim, uma imensidade de trechos tão diferenciadas entre si, que vão exigir não apenas uma atuação em stealth, mas uma resistência ímpar, capacidades médicas e conhecimento de técnicas de sobrevivência.

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Esta abertura da área de intervenção, um território difícil de percorrer e agreste, possui uma variedade de missões que se reconstroem com base nas mecânicas típicas de um sniper, envolvendo ainda táticas melee, armadilhas, ataques através dos drones (uma das grandes novidades tecnológicas implementadas no jogo), entre outras possibilidades à disposição deste "one man army".

Cabe ao jogador, colocado naquele território, livrar-se, tentar sobreviver e cumprir os objetivos. A opção que nos permite avançar com algum sucesso e de modo a não nos sentirmos completamente perdidos é facilitadas por via do "scout mode", uma técnica que permite localizar pegadas e segui-las até ao seu destino, com eventuais informações sobre quem deixou as marcas para trás. Até zonas que podemos subir são identificadas através do "scout", uma ferramenta bastante útil. Todavia, estamos sós e muitas vezes temos que pensar bem para escolher o melhor percurso.

Depois de regressar ao pequeno acampamento, atravessando um campo de minas, afastado dos radares inimigos, o soldado pode se recuperar, antes de partir para uma nova missão. Esta, mais complexa, envolve a eliminação de um general separatista, localizado numa cidade não muito distante daquele ponto. A demonstração ocorre em tempo real e mesmo sabendo o que acontece a seguir, todos os perigos são testados, sem margem para erro. O realismo é fundamental, comenta um dos produtores. A área ao redor da cidade possui minas, mais um obstáculo para ultrapassar. Porém, os produtores têm desenvolvido uma variedade de formas e equipamentos para eliminar os oponentes. Seja à distância, através de golpes melee, com armadilhas, ataques através de drones, etc.

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No entanto, um simples tiro está longe de ser um processo como em Call of Duty. Aqui, se quiserem ter sucesso, terão que ter em mente vários elementos, aquilo que os produtores caracterizam como sistema inovador de "sniping". Isso envolve a verificação do vento, gravidade, respiração, distância do inimigo e o próprio movimento deste.

De resto, não existe sistema de level up do soldado, nem pontos de experiência. Ao invés disso, os produtores optaram por melhorar as suas habilidades à medida que ele realiza com sucesso certas ações. Se for bom nos disparos à distância, ele ficará melhor nisso e terá mais sucesso mesmo em alvos difíceis. Se formos bons no uso da faca para neutralizar os inimigos num golpe melee, ficaremos ainda melhores. O processo de evolução é natural e depende da eficácia com que realizamos certas ações. Uma abordagem interessante. A inteligência artificial também foi melhorada, com reações em tempo real e imediatas às nossas ações. Tudo tem uma resposta e até mesmo o barulho do nosso movimento é facilmente detectado se não formos cautelosos.

Sem perder de vista a evolução da tecnologia ao serviço do exército, o lançamento do "drone" pessoal é uma opção válida para o reconhecimento imediato da área controlada pelo adversário. Com os riscos inerentes como a identificação e o ecoar do alerta, tem no desbloqueio das câmaras de segurança e recolha de dados e desativação das minas.


Depois de utilizado o drone para o recolhimento da informação e localização do general, um processo que envolveu algum perigo no controle do aparelho numa zona mais apertada, a missão se completou com a concretização de um disparo certeiro e imediato, logo após o disparo, os inimigos apontaram as armas na direção do sniper.

Juntamente com as missões principais, outras missões, secundárias, poderão ser jogadas, a partir de uma exploração na imensa área de jogo. Entre a execução, os alvos e a sobrevivência, Sniper: Ghost Warrior 3 dá sinais claros de crescimento em comparação ao seu antecessor. O jogo se beneficia da tecnologia da Cryengine 3, para ter gráficos de nova geração, muito bem construído e em sintonia com o interesse dos produtores, em oferecer um ambiente realista, capaz de transmitir ao jogador as dificuldades de um sniper.
Até 2016 o alvo estará fixo. Depois é só disparar.
Armagedon100
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