Final Fantasy III (PSP) - Review

Final Fantasy III (PSP) - Review

Mid ou injustiçado?
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Introdução

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Bom dia. Sim, eu sei. Estamos próximos do lançamento de Final Fantasy XVI, e só agora após uns 10 meses eu voltei pra entregar a terceira parte da minha longa saga de reviews de Final Fantasy. Assumo meu erro, pois procrastinei demais.... e também provavelmente não vou ser a pessoa que fará a review do décimo sexto capítulo da série, mas pode apostar que eu vou jogar!

Alguns problemas pessoais, compromissos e pura procrastinação atrasaram essa review em muitos meses. Eu sempre ia lá, fazia uma parte, parava, e depois descartava o artigo por completo por achar que não estava bom. Você também vai ver que essa review vai ser bem menor e ter bem menos tópicos que a anterior. Vai ser mais direta ao ponto, porque a outra foi bem grande.

Mas promessa é promessa. Nem que demore 25 anos eu irei terminar essa série de reviews, indo de FF I até FF XV (e também passando pelo TATICS, Strange of Paradise, Crisis Core e Crystal Chronicles), mas ignorando o XI e o XIV por motivos óbvios. Se meus cálculos estiverem certos ao todo serão 19 reviews, com essa ainda sendo a terceira.

Mas vamos lá: hoje a review será focada em Final Fantasy III, especificamente a versão 3D lançada pra PSP. Essa versão tem algumas diferenças da 2D que eu vou comentar sobre mais no decorrer do artigo. Basicamente pode se dizer que é a versão definitiva do jogo, contendo mais conteúdo até que as versões Pixel Remaster.

Sem mais delongas, bora.

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Final Fantasy III.

Lançado em 27 de abril de 1990 apenas no Japão, Final Fantasy III foi o terceiro título da série e assim como seus antecessores era um título de JRPG (vulgo JGG) aonde acompanhamos de novo aquela história de quatro cavaleiros da luz e os cristais. Mesma base da história do I, mas dessa vez temos algumas coisas a mais, incluindo a introdução de um dos sistemas mais importantes da série: Os JOBS. O jogo só foi lançado no ocidente em 2006 com a versão de Nintendo DS: O 3D REMAKE. Posteriormente ganhou ports para PSP, Android e até OUYA. Como já disse, estarei revisando o 3D remake de PSP.

Desenvolvimento

Eu sempre gosto de dar um contexto de como foi o desenvolvimento dos jogos que eu reviso, tentando ser o mais justo possível de acordo com as dificuldades que passaram durante ele.

Hironobu Sakaguchi (roteirista e diretor), Hiromichi Tanaka (designer), Yoshitaka Amano (designer de personagens), Kenji Tarada (roteirista) e Nobuo Uematsu (compositor) todos participaram do desenvolvimento do jogo, uma equipe vista de fato como lendária nos dias de hoje. Assim como os outros dois títulos, foi programado por Nasir Gebelli, o último título principal da série que ele participou inclusive.

Lembra quando eu disse no II que o "desenvolvimento foi um caos"? Aqui não foi diferente. Lembra de novo quando na última review eu disse que o visto de trabalho de Gebelli expirou, e no meio do desenvolvimento do II a equipe foi com ele até a Califórnia? Então, eles aproveitaram e também terminaram o desenvolvimento do III por lá. O jogo acabou sendo um dos mais pesados do Famicom sendo publicado em um cartucho de 512kb.

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Cartucho e manual original de Final Fantasy III para Famicom. Pesava 512 KB, a segunda maior capacidade que o console aguentava.

O desenvolvimento de Final Fantasy III foi feito durante o mesmo período que a Nintendo lançava o Super Famicom, introduzindo os 16 BITS, o dobro do que o Famicom suportava. Hiromichi Tanaka disse que o jogo original nunca foi lançado fora do Japão porque a Square estava focada em desenvolver jogos para o novo console da Nintendo. Também disse que até tinham planos para localizar e lançar o jogo para fora do Japão, mas foram descartados por problemas de logística. Nas suas palavras:

Hoje em dia sabemos que quando você tem uma plataforma como o PlayStation , você terá o PlayStation 2 e depois o PlayStation 3 , e onde você tem o Xbox, você passa para o Xbox 360 - você pode presumir o que vai acontecer no futuro. Mas, naquela época, era a primeira vez que víamos uma nova geração de consoles e era muito difícil prever o que iria acontecer. Naquela época, então, estávamos trabalhando tanto para acompanhar a nova tecnologia que não tínhamos mão de obra suficiente para trabalhar em uma versão em inglês do Final Fantasy III .

Nos anos 2000 a Bandai revelou seu portátil WonderSwan Color, e imediatamente fechou um contrato com a Square para fazer remakes aprimorados dos seus três primeiros jogos para o seu novo console. Final Fantasy I e II foram lançados um ano após o anúncio, mas a Square ficou calada quanto ao III, mesmo depois que a Bandai adquiriu os direitos de publicação do jogo. Após o lançamento do port de Final Fantasy IV a Square disse que o jogo havia sido "adiado". Em 2002 seu site foi retirado do ar, e nunca mais ouviu se falar dele, apesar de oficialmente nunca ter sido cancelado. Tanaka também explicou sobre isso, em 2007, falando que o port foi abandonado pois a estrutura dos códigos do jogo no Famicom eram muito difíceis de trabalhar:

Quando desenvolvemos o FF3 , o volume de conteúdo do jogo era tão grande que o cartucho estava completamente cheio, e quando novas plataformas surgiram, simplesmente não havia espaço de armazenamento suficiente disponível para uma atualização do FF3, porque isso exigiria novos gráficos, música e outros conteúdos. Também havia uma dificuldade com a quantidade de mão de obra necessária para refazer todo esse conteúdo.

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Uma foto do nunca lançado port de FF3 para o fracassado WonderSwan Color da Bandai.

Mas nem tudo foi ruim! Em 2006, 4 anos depois, um remake do terceiro jogo da saga foi lançado para NintendoDS, marcando seu primeiro lançamento no Ocidente.

Gameplay

Final Fantasy III possui a clássica jogabilidade em turnos que tanto conhecemos, combinando elementos dos dois primeiros jogos. Finalmente os pontos de vida começaram a ser mostrados no alvo após ataques ou ações de cura, em vez de serem legendados como nos jogos anteriores.

O sistema de pontos de experiência retorna depois de sua ausência no segundo jogo, assim como o sistema de classes porém bastante modificado. Pela primeira vez somos introduzidos aos JOBs, um grande mérito desse jogo. São classes intercambiáveis, algumas mais especializadas do que outras, todas possuindo vantagens e desvantagens. Na versão Famicom os personagens começam com a classe "Onion Knights", mas na versão 3D "Freelancer" toma esse posto, com "Onion Knights" sendo uma classe especial disponível através de uma quest.

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Os JOBs de Final Fantasy III

Novos JOBs são desbloqueados á medida que avançamos no jogo e desbloqueamos mais cristais. Podemos mudar de JOB a qualquer momento, consumindo "pontos de capacidade" que são ganhos na batalha. Na versão 3D os JOBs foram retrabalhados, agora cada um possui um "nível de JOB" que determina sua eficácia e é ganho conforme jogamos com determinado JOB. Agora também não podemos mudar de JOBs livremente sem consequência, pois passamos por uma fase chamada "fase de ajustamento", que reduz as estáticas do personagem até que umas batalhas tenham passado. Além disso, depois de conhecer o ferreiro lendário e levar um determinado JOB ao nível 99 é possível pegar um equipamento especial para aquele JOB específico. É um sistema muito bem feito, e um dos principais, se não o maior ponto positivo do jogo.

Final Fantasy também introduz os comandos de batalha especiais como o "Roubar" (associados a JOBs específicos, como nesse caso o ladrão), assim como habilidades inatas que exigiriam certos itens especiais, tipo o ladrão que também consegue abrir baús que precisam de determinadas chaves. Os summons aparecem nesse jogo também, assim como os dirigíveis voadores (que estão bem mais completos agora) e barcos dos jogos anteriores. Dessa vez existe um sistema de mergulhar no oceano com um submarino, onde existem alguns inimigos únicos, itens e dungeons escondidas. Falando em dungeons elas são a mesma coisa do outro jogo, não teve realmente nenhuma evolução. Na verdade uma dungeon em específico me irrita bastante pelo seu Layout, mas só ela mesmo.

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Cof cof...essa dungeon

Acho que os dois maiores erros de Final Fantasy III é 1: o Grind Absurdo, 2: Linha de dificuldade muito estranha. Sério, isso me irrita bastante. O começo desse jogo é um completo inferno, só pra 30 minutos depois ficar super easy, e em certo ponto voltar a ficar difícil, e depois a ficar fácil até que no final a dificuldade dá um salto estratosférico a ponto de que um grind absurdo é necessário. Isso piora e melhora no remake. Piora porque existe uma dungeon nova que você não passa se não levar seus personagens até o nível 99 com os melhores equipamentos e magias. Melhora porque existe uma função de Auto-Battle. Mas no final, dá no mesmo: Horas e horas de grind puro na reta final do jogo por conta de um salto de dificuldade anormal da antepenúltima dungeon para a penúltima e última dungeon.

Por fim, na versão 3D temos o Mognet, uma função de e-mail que conecta a maior parte do novo conteúdo do remake. Serve para os jogadores enviarem espécies de e-mails uns para os outros e para personagens do jogo. Depois de enviar uma certa quantidade de cartas para outros jogadores, o jogador pode desbloquear cartas dos personagens do jogo, o que pode levar a sidequests. É um lixo completamente inútil, porque hoje em dia jogadores do 3DS não podem mais acessar o conteúdo especial do jogo, pois a conexão wi-fi foi cortada do console em 2014. É quase como se a Square tivesse forçado os jogadores a interagirem entre si em um jogo SINGLE PLAYER pra desbloquear side quests. Felizmente para desbloquear o conteúdo novo não precisa enviar cartas para outros jogadores no PSP e Android.

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O inútil Mognet.
Enredo

A trama no geral é bem simples se comparada ao do seu antecessor. De novo ela voltou a se concentrar nos cristais e Guerreiros da Luz, o que não é ruim, mas podiam seguir o lado do II que tentou algo mais original.

Mil anos antes dos eventos do jogo, em um continente flutuante que paira acima do mar, uma civilização bastante avançada tentou dominar o poder dos cristais elementais. Mas ninguém pode ir contra tais forças da natureza, e então o poder da luz quase consumiu grande parte do mundo (e teria se não fosse suas contrapartes naturais: Os cristais escuros). Com o mundo pertubado com o desequilíbrio de Luz e Escuridão, quatro Guerreiros das Trevas são enviados para restaurar a ordem, e até que conseguem, mas chegam tarde demais para salvar essa civilização da ruína. Alguns anos depois, os Gulgans (uma raça de videntes e adivinhos) profetizaram que esses eventos se repetiriam.

No jogo controlamos quatro personagens órfãos que começam na vila de Ur, que acabarão se tornando escolhidos dos cristais da luz para restaurarem o equilíbrio do mundo e etc... No remake 3D esses personagens possuem nomes: Luneth, Arc, Refia e Ingus. Eles também perceberam a desevolução que o jogo teve nessa área em comparação a seu antecessor e adicionaram uns arcos de introdução pra cada personagem. Mas no geral são curtos e insuficientes para tornar a história mais interessante.

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Protagonistas de Final Fantasy III

Pra falar a verdade a história é praticamente a mesma nos remakes, não ouve uma grande evolução sem ser nos primeiros 15 minutos. Muitos podem achar que eu estou sendo chato, mas é que a história do II foi tão bom e madura que você sente que o III poderia ter mantido a mesma linha. É apenas a opinião do caro autor dessa review.

Mas ela também tem seus bons momentos sim. Um em específico é meu favorito (e eu não vou falar pra não dar nenhum spoiler, mas não envolve nenhum personagem nem nada é só um momento de puro plot twist jogado na sua cara sem cutscenes diálogos nem nada. Puro videogame).

Esta parte do texto foi marcado como Spoiler. Clique aqui para ver o contéudo.
É arte.
Trilha sonora, design de som e arte

Acho que quando o assunto é trilha sonora, todo Final Fantasy dispensa apresentações. Nesse jogo, a música foi composta pela lenda Nobuo Uematsu. Mesmo que o som nos jogos ainda fosse muito primitivo nessa época do Famicom, Nobuo fez um ótimo trabalho na versão original do jogo.

A música recebeu muitas críticas positiva e é elogiada como uma das melhores trilhas sonoras de qualquer jogo de NES. Várias peças da trilha sonora permanecem populares até os dias de hoje e algumas foram tocadas diversas vezes em concertos orquestrais de Final Fantasy . A música do jogo também foi publicada em álbuns arranjados e compilações da Square.

A trilha sonora recebeu uns retoques com o lançamento do remake. Novas faixas, faixas reimaginadas e refeitas foram lançadas pela NTT Publishing em 2006. Eu provávelmente não vou conseguir colocar o álbum completo aqui, mas deixarei alguma das minhas faixas favoritas abaixo:

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O design de som é bom. Eu senti um salto de qualidade perceptível do áudio desse jogo pro seu antecessor. Ainda existem sim, várias limitações na versão do NES, afinal Final Fantasy III é um jogo relativamente antigo, mas a maioria delas foram apagadas na versão que eu joguei, o 3D remake de PSP. Quanto ao áudio das versões do 3DS ou das versões Pixel Remaster eu não sei dizer, mas creio eu que não devem ser muito diferentes. Na verdade, eu acredito que o sound design possa ser ainda melhor na versão pixel remaster. No entanto alguns elementos ainda não continuam tendo som enquanto outros tem, por exemplo: Quando você navega pelo mar dá pra escutar o barulho das ondas, mas quando anda na grama alta não faz nenhum barulho. Posso estar sendo fresco, mas não dá pra negar que é meio sus.

Falando do aspecto artístico, acho que mais uma vez essa série dispensa comentários. Yoshitaka Amano é um gênio, como eu já disse. A arte dele é única, e mais uma vez esse jogo se beneficiou disso. Infelizmente, pelas limitações da época o remake 3D não passa tanto a grandiosidade que as versões pixel art passam. Inclusive, dessa vez (mas só dessa vez) até que eu achei a arte da versão pixel remaster boa.

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Uma comparação do estilo 3D com o 2D. Na minha opinião, o estilo pixel art em Final Fanrasy III passa muito mais a visão que Amano teve com seus trabalhos do que a versão 3D passa.

Além disso, vou deixar algumas artes conceituais de personagens do jogo aqui. Muito bonitas por sinal, todas feitas por Yoshitaka Amano.

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Conclusão

Como eu já disse, essa review foi muito mais curta e direta do que as outras. Isso se deve ao fato de que a outra foi tão grande que até bugou o site (é vdd pergunta pro Billy Butcher). Também quero agradecer por terem lido até aqui, apesar de não ter sido tão grande que nem a última review, AINDA é grande, então haja paciência! Seguindo a (minha) linha de reviews o próximo é Final Fantasy TATICS, um dos meus preferidos então vou tentar não procrastinar desa vez, eu juro! Promessa de gato.

Além disso, acho que não tem taaanta coisa pra se falar desse jogo. Quer dizer, ele é ótimo e introduziu os JOBs e mesclou a gameplay do I com a do II, mas no geral ele segue muito o padrão dos seus antecessores.

A história não é um grande forte, de fato. Sua gameplay é inovadora para a série em alguns aspectos, enquanto peca na linha de dificuldade e no grind exagerado no final. A arte e a trilha sonora são duas obras primas, ambas prejudicadas por limitações tecnológicas da época. Sabe, eu acho que Final Fantasy III é o preferido de muitos por conta da nostalgia e o sistema de JOBs, mas analisando friamente ele não é tão melhor que seus antecessores, e nem um terço de seu sucessor.

Palavras fortes e polêmicas, sim. Eu realmente acredito que os três primeiros jogos da série são muito injustiçados, mas é fato que apartir do IV houve uma grande melhora em quase todos os aspectos em Final Fantasy. No fim, enquanto muitos pedem um remake de Final Fantasy IX, X, VI ou até mesmo do VIII, acredito que os jogadores se beneficiariam mais com um remake (pode ser até em Pixel Art, tipo OCTOPATH) da "geração 1" de Final Fantasy, os três primeiros jogos. Seria interessante pra falar a verdade, com uma arte, história e áudios mais bem trabalhados.

Mas focando na realidade, Final Fantasy III é um ótimo jogo, até meio inovador para a série, porém com erros evidentes e uma história esquecível. Nem de longe será um jogo que ficará como uma experiência ruim, mas também não será um jogo que ficará marcado com você para sempre como outros Final Fantasy. Ele encerrou a era NES, e preparou o caminho para o maravilhoso Final Fantasy IV. Seu remake 3D adicionou algumas melhorias mas também trouxe consigo seus erros, no fim nada mudou tão drasticamente.

Até a próxima, e obrigado.

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8.0
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Nota
Final Fantasy III possui diversos erros que poderiam ter sido evitados, mas não chegam a tirar a grande importância que esse título teve para sua série.
Prós
  1. Gameplay que mescla os dois jogos anteriores
  2. Introdução do sistema de JOBs e summon
  3. Trilha sonora e design de som
  4. Direção de arte e design dos personagens
  5. Melhorias e balanceamentos da versão 3D
Contras
  1. História bastante rasa
  2. Mognet e suas sidequests
  3. Linha de dificuldade estranha
  4. Grind absurdo na parte final
Comic
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