Relembrando | Há 5 anos, foram publicados os vídeos dos jogos com mais Like e mais Dislike na história do YouTube

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O embate de Battlefield 1 vs. Call of Duty: Infinite Warfare completou um histórico aniversário
#Artigos Publicado por Billy Butcher, em

Foi em 2016 que vimos a chegada de grandes clássicos como Overwatch, Dishonored 2, Titanfall 2, Uncharted 4, DOOM, Inside, Forza Horizon 3, Dark Souls III, e de outros jogos, mas também como curiosidade, foi um ano na qual vimos recordes sendo quebrados na indústria de videogames.

Isso porque na mesma numa semana em Maio de 2016, tivemos o lançamento dos trailers de jogo com mais Likes na história do YouTube (Battlefield 1), e do vídeo de jogo com mais Dislikes na história do YouTube (Call of Duty: Infinite Warfare).

Ambos os jogos ainda possuem esse marco no recorde mundial da plataforma, e foram assuntos muito centrais em 2016 no geral, não só por conta da histórica rivalidade de BF vs COD, mas sobre o estado atual da indústria dos jogos de First-Person Shooter.

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Hoje iremos relembrar um pouco sobre essa época, quais foram os motivos quem levaram para Battlefield 1 ser tão amado ao ponto de ser o atual jogo com mais curtidas na história do YouTube, e quais motivos levaram ao hate "infinito" em Call of Duty: Infinite Warfare, que o fez ser o vídeo de um jogo com mais dislikes na história da plataforma.

Battlefield 1
Seu trailer de anúncio possui impressionantes 2,3 milhões de curtidas.

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Produzido pela DICE Los Angeles com suporte da DICE Stockholm, Battlefield 1 veio numa época onde os Shooters, especialmente os FPSs no geral, estavam numa fase muito saturada, não só em termos de repetição de mecânicas e problemas técnicos usuais, mas suas temáticas também.

Antes do jogo, tínhamos acabado de sair de uma época onde todos os anos foram liderados por FPSs no estilo futurista, com Halo 5: Guardians, Call of Duty: Black Ops III, Titanfall, Destiny, Killzone: Shadow Fall e Call of Duty: Advanced Warfare.

Não dizendo que tais jogos são ruins, mas suas mecânicas e formatos ficaram muito parecidas uns com os outros, e gerando uma leva de jogos com a mesma fórmula e design, na qual as comunidades estavam de certa forma "fartos."

Isso sem levar em conta que neste mesmo ano saiu Overwatch e Titanfall 2, outros dois FPSs de Ficção-Científica, apesar de ambos seguirem formatos diferentes.

Muitos rumores da época se falavam que Battlefield seguiria a mesma aposta dos jogos citados acima, apesar de alguns rumores apontarem para uma premissa na 1° Guerra Mundial, algo que se confirmou, e caiu totalmente no gosto do público.

No trailer acima, cujo detém atuais 2,3 milhões de curtidas, foi muito elogiado o realismo e qualidade gráfica geral de Battlefield 1, bem como o óbvio fato da franquia ter voltado às suas raízes originais, e adotado de uma ambientação pouco explorada nos FPSs, a 1° Guerra Mundial.

O lançamento do título foi recebido com aclamação universal, sendo eleito 5 categorias na TGA 2016, incluindo Best Direction, com vendas acima de 9.5 milhões de unidades. Foi um histórico momento para a DICE, mas que não refletiu em sua sequência, Battlefield V, de 2018.

Call of Duty: Infinite Warfare
Seu trailer de anúncio possui assustadores 3,9 milhões de dislikes.

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Desenvolvido pelo famoso estúdio que criou COD, Infinity Ward, a proposta aqui era levar a série da Activision a outros patamares, pois somos literalmente jogados no Espaço. Infinite Warfare não é um jogo horrível como faz parecer através de seu trailer de anúncio, mas com certeza não era o COD no momento certo.

A franquia estava vindo seguida de 2 jogos na mesma temática futurista, Call of Duty: Advanced Warfare (2014) e Call of Duty: Black Ops III (2015), mas a Infinity Ward quis levar além, colocando robôs e mechas avançadas, batalhas com naves espaciais, e uma exploração mais aberta para a Campanha.

Esta que foi recebida de forma excelente, sendo considerado uma das melhores tramas de Call of Duty desde os Modern Warfare 1/2 e Black Ops 1/2, mas que no entanto, não serviu para apagar os outros defeitos do título.

Seu Multiplayer foi muito pobre, não apenas em conteúdo, mas seu design também foi criticado, sendo comparado ao de COD: Ghosts, o título anterior da Infinity Ward, e amplamente visto como um dos piores Call of Duty's da história. Mais críticas também surgiram pelos seus mapas, muito mal projetados.

Isso tudo, somado aos defeitos e desgaste do nome Call of Duty como um todo, levaram às altíssimas críticas dos jogadores, e isso foi bem refletido no trailer de anúncio do título, com seus 3,9 milhões de Dislikes, sendo atualmente o vídeo de jogo mais odiado na história do YouTube.

Apesar de todo o desastre, o jogo ainda vendeu muito bem, mais do que Battlefield 1 inclusive. No final de 2017, foi estipulado que Call of Duty: Infinite Warfare vendeu cerca de 13,4 milhões de cópias, um fracasso comercial em frente as mais de 25 milhões de cópias de COD: Black Ops III e COD: Advanced Warfare.

Um dos pontos-chaves para o jogo ainda ter conseguido um grande número de vendas sem dúvidas foi por ele vir junto de Call of Duty: Modern Warfare Remastered, uma tentativa de amenizar a polêmica do Infinite Warfare.

Ele veio como parte de um Bundle especial por US$ 89,99, mas posteriormente foi colocado a venda no formato Stand Alone.

O impacto de Battlefield 1 e Call of Duty: Infinite Warfare em suas próprias franquias

Após ambos os títulos, a Electronic Arts e a Activision refletiram sobre qual caminho seguir para ambas as sagas, no início com as duas indo pelo mesmo formato, mas atualmente se distanciando novamente.

Call of Duty: WWII veio em 2017, mudando radicalmente o cenário da série, pois saímos das Guerras Espaciais para voltar ao tradicional formato da 2° Guerra Mundial. O título foi recebido com muitos elogios pelos jogadores por conta disso, mas seus muitos defeitos não passaram em branco, sendo hoje visto como um dos jogos mais apagados e esquecidos de toda a série Call of Duty.

Suas vendas foram excelentes no entanto, vendendo acima de 23 milhões de cópias, o dobro de Call of Duty: Infinite Warfare, e colocando a série COD de volta nos trilhos do sucesso.

Essa aclamação continuou com Modern Warfare 2019, a volta do cenário normal da Infinity Ward, com Cpt. Price no protagonismo, e também pelo Black Ops Cold War de 2020, que apesar de criticado pelo setor técnico, trouxe de volta a Guerra Fria e os personagens amados da sub-série, Alex Mason e Frank Woods.

No lado de Battlefield, as coisas desandaram. Battlefield V veio em 2018 com a proposta da 2° Guerra Mundial... mas de forma diferente. Fugindo radicalmente do realismo, o título foi bastante odiado por descaracterizar eventos históricos e sem sentidos, bem como ter criado a polêmica de mulheres militares na Guerra.

O resultado foi péssimo, com o jogo vendendo pouco mais de 7 milhões de unidades, e considerado abaixo das expectativas da EA, o que fez acontecer a saída de muitos diretores, designers e mentes originais da DICE.

A franquia no entanto, tem tudo para brilhar novamente em 2021, com um novo capítulo sendo produzido nos últimos 3 anos, que promete trazer Battlefield novamente ao palco da Guerra Moderna, assim como os aclamados Battlefield 4 e Battlefield 3 fizeram.

Billy Butcher
Billy Butcher #BillyButcher

Um grande fã de jogos e filmes dos gêneros Stealth e Ficção-Científica.

Tenho uma paixão imensa pela franquia Metal Gear Solid, na qual considero a minha favorita, porém também sou um grande amante das sagas Halo e StarCraft.

Moderador do Site, Volta Redonda, Rio de Janeiro
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