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Intel anuncia Sunny Cove, sua nova arquitetura de processadores baseada em tecnologia de 10 nanômetros

Enviado por Cristianogremista, , 1692 visualizações, 0 comentários
O ano está a um passo do fim e, com isso, surgem as resoluções para 2019. Pelo menos está sendo assim com a Intel: nesta quarta-feira (12), a companhia revelou a Sunny Cove, arquitetura de processadores baseada em tecnologia de 10 nanômetros que chegará no próximo ano. Novas GPUs integradas também estão vindo aí: a família Gen11.


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Os processadores Core de arquitetura Skylake (sexta geração) foram lançados em 2015 e deveriam representar a última incursão da Intel no processo de fabricação de 14 nanômetros. A arquitetura Cannon Lake viria na sequência para levar as famílias Core e Xeon aos 10 nanômetros.

Não foi o que aconteceu. Trabalhar com um nível tão avançado de miniaturização foi mais desafiador do que a Intel esperava e, assim, os chips de 10 nanômetros foram adiados, mais de uma vez. Para não ficar de mãos vazias enquanto lidava com todos os desafios técnicos da nova arquitetura, a companhia lançou releituras da geração Skylake, vamos dizer assim.

Primeiro vieram os chips Kaby Lake, de sétima geração. Revelados em 2016, eles trouxeram frequências um pouco maiores e suporte a recursos como streaming em 4K, por exemplo. No ano passado tivemos os processadores Coffee Lake, de oitava geração, com foco em mais núcleos.

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Já em 2018, a Intel introduziu os chips Whiskey Lake. Além de nos fazer ter vontade de beber, eles foram otimizados no aspecto da conectividade. Mas, olha só, apesar de terem sido revelados neste ano, eles ainda são considerados processadores de oitava geração.

Os chips de nona geração foram anunciados apenas em outubro, tendo como grande destaque o processador Core i9-9900K, e são considerados chips Coffee Lake Refresh, ou seja, são modelos baseados na linha Coffee Lake que, por sua vez, é uma atualização da família Kaby Lake.

Tudo muito confuso, né? Tão confuso que o que mais importa neste instante é saber que todos esses chips têm como base a arquitetura Skylake e seus 14 nanômetros. Isso nos leva à recém-anunciada arquitetura Sunny Cove. Essa, sim, é totalmente nova, certo? Totalmente nova, não. A Sunny Cove vair herdar muitas características técnicas da arquitetura Skylake. Apesar disso, a Intel promete avanços consideráveis aqui.

Tendo finalmente como base uma tecnologia de fabricação de 10 nanômetros, os chips Sunny Cove poderão executar mais instruções em paralelo e, em complemento, diminuir a latência delas, por exemplo.

Além disso, os novos chips terão caches maiores e mais conjuntos de instruções para lidar com cargas de trabalho complexas, como aquelas relacionadas a criptografia, aprendizagem de máquina e compressão de dados. Nesse pacote estarão instruções AVX-512, que otimizam o desempenho em operações de ponto flutuante.

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Outro avanço importante está no suporte às memórias virtual e física. Nas arquiteturas atuais, é possível endereçar, teoricamente, até 256 TB de memória em ambas as categorias. A arquitetura Sunny Cove vai elevar esses limites para 128 PB (petabytes) de memória virtual e até 4 PB de memória física graças à inclusão de mais bits no endereçamento.

Ainda há muitos detalhes a serem revelados, mas, em resumo, podemos esperar processadores mais rápidos (como sempre), mais desempenho em aplicações atuais (como as que envolvem inteligência artificial) e, presumivelmente, soluções definitivas para as falhas Meltdown e Spectre.

Os primeiros processadores Core e Xeon com arquitetura Sunny Cove estão previstos para o segundo semestre de 2019. Os sucessores serão os chips Willow Cove, a serem lançados em 2020, e Golden Cove, prometidos para 2021.

É possível que essas gerações sucessoras utilizem o Foveros 3D, processo de fabricação que a Intel está desenvolvendo que permitirá que componentes sejam "empilhados" nos chips, mais ou menos como já é feito com módulos de memória Flash, por exemplo.

Se não houve avanços expressivos nas últimas gerações de processadores da Intel, dá para dizer o mesmo da arquitetura gráfica, correto? Correto. Para você ter ideia, as GPUs integradas Gen9 chegaram em 2015 junto com os chips Skylake. De lá para cá houve, no máximo, alguns aperfeiçoamentos, razão pela qual a Intel não chegou nem a utilizar a denominação Gen10: a empresa está pulando direto para a Gen11.

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A nova geração promete trazer mais desempenho gráfico para aquilo que mais nos interessa: jogos. Não podemos esperar desempenho equivalente ao de placas de vídeo sofisticadas, obviamente, mas a Intel quer que pelo menos os jogos mais populares ganhem desenvoltura.

Isso será feito por meio da inclusão de mais unidades de execução - até 64 contra 24 da maioria das GPUs Intel atuais -, pelo redesign da interface de memória, pelo aumento de cache, entre outros fatores. De modo geral, a Intel fala em desempenho superior a 1 teraflop.

Suporte nativo ao codec H.265 (HEVC), às resoluções 4K e 8K, e ao padrão HDR também farão parte da nova geração.

Como você já deve ter imaginado, as GPUs Gen11 chegarão junto com os processadores Sunny Cove.

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Não dá para fazer nenhum tipo de afirmação no atual estágio, afinal, a Intel apenas fez uma introdução sobre a nova geração de CPUs. Mas uma coisa é certa: a companhia teve um 2018 tão dramático que dar a volta por cima em 2019 é praticamente uma obrigação.

Só para citar os problemas mais graves, a Intel precisou lidar com o pesadelo das falhas Meltdown e Spectre no início do 2018 e, na metade do ano, viu Brian Krzanich perder o cargo de CEO por conta de um escândalo.

Mas, sobretudo, a arquitetura Sunny Cove terá a missão de aumentar o poder de fogo da Intel contra uma rival que conseguiu se destacar bastante em 2018: ela mesma, a AMD.
Cristianogremista
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