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Projeto mostra distância percorrida pela música pop da Terra na imensidão da Via Láctea

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Quem não lembra da icônica cena de abertura do filme Contato, de 1997? Na sequência, a câmera se afasta da Terra enquanto ouvimos as transmissões de rádio geradas por aqui se perdendo na imensidão do espaço. Um trio de entusiastas por ciência resolveu criar uma experiência interativa que relembra aquele momento.

No site Lightyear.fm, é possível saber exatamente em que ponto do espaço nossas músicas já chegaram. Por exemplo: se alguma antena de rádio estivesse ligada em Plutão enquanto a sonda New Horizons passa por lá nesta terça-feira (14), seria possível ouvir "Bad Blood", da Taylor Swift, ou mesmo "Can't Feel My Face", do The Weeknd. Duas músicas que ainda estão fazendo sucesso por aqui.

O cálculo que levou ao desenvolvimento do site não chega a ser tão complicado. Ondas de rádio viajam na velocidade da luz, e por mais que Plutão esteja no extremo do nosso sistema solar, a distância até lá é de "apenas" cinco horas-luz. Sendo assim, as músicas que estão chegando ao planeta-anão agora foram transmitidas cinco horas atrás aqui na Terra. Por outro lado, a Proxima Centauri, estrela mais próxima da Terra, localizada a cerca de cinco anos-luz, ainda está ouvindo "Last Friday Night", de Katy Perry, lançada em 2011.

A jornada do Lightyear.fm começa na órbita da Terra e vai se distanciando cada vez mais, fazendo uma espécie de retrospectiva da música pop. Para regular a velocidade da viagem, basta usar a rolagem do mouse. Na lateral esquerda da página, é possível pular para diferentes marcas de distância, até onde as primeiras transmissões de rádio humanas já chegaram. Lá é possível ouvir "Good evening, Caroline", de Frank Stanley e Elise Stevenson, uma gravação de 1909.

É interessante notar como os efeitos sonoros do site recriam as condições reais das ondas de rádio no espaço. As transmissões mais antigas, alcançando os 110 anos-luz de distância, são cheias de ruídos, chiados e interferência. Isso mostra como essas primeiras "vozes" da Terra eram emitidas de forma precária, se compararmos com a infraestrutura que as emissoras de rádio têm hoje.

Ao todo, os sinais de rádio da Terra cobrem uma área de mil anos-luz de diâmetro. Ao chegar ao fim da jornada, o site mostra que toda essa imensidão não corresponde a mais do que um pixel dentro de uma pequena imagem da Via Láctea. E essa é apenas uma das milhões de galáxias estimadas pela ciência.

Se existirem outras formas de vida inteligente em algum lugar do universo, elas dificilmente tiveram a chance de ouvir a música que temos feito por aqui.


 
Frocharocha
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