Mark Pellegrino, de Lost e Supernatural, Fala Sobre Left 4 Dead e Walking Dead Em Entrevista

#Notícia Publicado por ocabeludao, em .

Se o apocalipse ocorrer em 2012, pode apostar que Mark Pellegrino estará envolvido de alguma forma. O ator é mais conhecido como Jacob, o protetor divino da Ilha na mitologia de "Lost", mas outros espectadores podem conhecê-lo melhor como Lúcifer, o arcanjo caído em "Supernatural", ou ainda como como Bishop, o líder dos vampiros na série "Being Human". Nessa entrevista que ele deu à Aaron Sagers para a CNN, ele fala sobre vários assuntos, como Left 4 Dead, o possível papel no seriado Walking Dead e o finado blockbuster da ABC Lost. Abaixo seguem alguns trechos da entrevista:

Aaron Sagers: Então eu falei com o seu parceiro em Being Human, e ouvi dizer de seu "filho vampiro" Sam Witwer que você é um grande entusiasta de games. Isso é verdade?

Mark Pellegrino: Oh sim. Eu meio que estou aumentando um pouco meus horizontes nessa área. Eu costumava ser apenas o cara do apocalipse zumbi, mas estou começando a expandir para jogos de terror e até mesmo jogos de tiro em geral. Sou meio fanático sobre isso.

Sagers: Que tipo de jogos sobre o apocalipse zumbi você realmente gosta?

Pellegrino: Bem, Left 4 Dead é o meu favorito. Eu acho o primeiro melhor porque os personagens são muito legais. Fui sendo atraído pelo segundo. Eu e Sam jogamos as campanhas que são baixadas. Existem essas campanhas especiais que você pode jogar em Left 4 Dead 2 que incorporam Left 4 Dead 1 e os seus personagens, e isso é sempre muito divertido. [Risos]

Sagers: Você é um grande fã do gênero zumbi em filmes ou em jogos de vídeo apenas?

Pellegrino: Eu gosto dos filmes de zumbis! Na verdade, eu estou vestindo uma camisa agora que meu filho me deu que diz "Z-E-A: Special Agent, Zombie Emergency Agency". Parece um logotipo do FBI, mas ela tem todos os adereços zumbis. Sim, eu gosto um pouco dos filmes de zumbis. Eu sei que existem caras puristas que não gostam de zumbis correndo, mas eu gosto da idéia de infecção. Eu acho que essa é a incorporação mais assustadora de um elemento no gênero.

Sagers: Bem, isso é engraçado. Eu vejo que você poderia realmente encaixar bem com o pessoal de Walking Dead. Houve alguma conversa sobre isso?

Pellegrino: Bem, você sabe, em primeiro lugar, eu li cada uma das graphic novels de The Walking Dead. Duas vezes. E Sam Witwer é amigo de Frank Darabont. Então uma noite, eu estava na casa dele, e ele disse: "Venha, eu quero que você venha jantar comigo." Ele me levou para jantar, e Frank entrou, e todos nós sentamos e comemos juntos. Você sabe, parecia naquele momento que havia uma possibilidade de trabalho no show, mas você sabe, é claro, as coisas que aconteceram com Frank e o show. Quem sabe o que vai acontecer agora ? Eu tenho um amigo que trabalha no programa também, então talvez um dia desses eu chegue a ser um sobrevivente.

Sagers: Quem você conhece que trabalha no show?

Pellegrino: Jon Bernthal, que interpreta Shane.

Sagers: Agora há rumores por aí que dizem que Jon Bernthal talvez esteja fora do show, certo?

Pellegrino: Sério? Eu não tenho falado com ele. Eu o vi na estréia, mas eu não falo com ele há algum tempo. Parecia que o show estava indo nessa direção. Eu acho que ele sabia isso desde o início. Eu não acho que isso é um direcionamento novo, só se você sabe algo que eu não sei.

Sagers: Todo mundo parece gostar de zumbis por razões diferentes. Qual é a sua conexão ou teoria a respeito de porque são populares?

Pellegrino: Há muita especulação sobre o que a coisa de apocalipse zumbi significa. Eu tenho um sentimento que é uma espécie de expressão de medos dos nossos subconscientes. Acho que sabemos que algo grande e impossível - algum acidente enorme, seja o que for - pode estar chegando ao virar a esquina. Eu acho que é um espectro que encontra algum alívio psicológico nestes filmes de zumbis. Eu também meio que tenho uma interpretação diferente do que até mesmo Romero, o criador da série, teria. Acho que nós meio que vivemos um pouco em uma sociedade canibal. Subliminarmente, os filmes mostram o canibalismo de muitos contra poucos. Você sabe, nós meio que temos uma sociedade arraigada, parasitária. Nós meio que achamos que é legal comer o seu vizinho.

Sagers: Você representou alguns personagens que têm espírito apocalíptico. Qual é o apelo de personagens assim, esses caras assustadores com grande poder?

Pellegrino: Pessoas como essa guiam a história e colocam a prova valores heróicos, então eu acho que só falando do ponto de vista literário, eles são apenas incrivelmente interessantes. Mas eu acho que as pessoas estão enamoradas pelo poder e um pouco fascinadas por aqueles que tem essa qualidade de amoralidade. Há algo meio assustador, porque é um animal que muitos de nós não entende - mas eles são tão livres de muitas das coisas que nos impedem, que eles também nos fascinam. Eu acho que isso transborda em formas menos literárias, menos sofisticadas em alguns desses reality shows onde você vê intervenções, onde as pessoas são apenas destroços jogados do trem com nenhum respeito pela santidade de nada, muito menos as suas próprias vidas. Há algo sobre esta psicologia que é interessante, de alguma forma.

Sagers: Do ponto de vista dos fãs, qual é o personagem que a maioria das pessoas reconhecem em você?

Pellegrino: Eu tenho ido a convenções de Supernatural, então eles tendem a ser grandes fãs de Lost e grandes fãs de Supernatural, mas normalmente são ambos. Andando na rua, as pessoas gostam muito, muito de Lost. Mas no circuito de convenções é Lúcifer de Supernatural.

Sagers: Já se passaram quase dois anos desde que a série acabou (o final foi em 23 de maio de 2010), você ainda está recebendo perguntas sobre Lost que as pessoas esperam que você responda?

Pellegrino: Sim! Eles esperam que eu explique todo o show para eles. E é um pouco chocante para eles quando eu lhes digo: "Você sabe, é uma incógnita." Ninguém acredita que eu sou tão informado como vocês são sobre isso. Você terá que tirar as suar próprias conclusões, da mesma maneira que eu fiz. [Risos]

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