.

O que aconteceu com Fable?

Enviado por renatito91, , 0 comentários
Clique para ver a imagem em tamanho original

Fable 4 está finalmente chegando... pelo menos é o que dizem os rumores. Já se passou quase uma década desde que Fable III foi lançado, e são meses e meses de esperança para um anúncio formal de Fable IV, já que o rumor de seu desenvolvimento apareceu pela primeira vez no ano passado.

Enquanto uma revelação de Fable IV não aconteceu nos mais recentes Game Awards e na E3 2018 e 2019, nos últimos meses os supostos vazamentos foram se acumulando, criando um sentimento de que a revelação de Fable IV é apenas uma questão de tempo. Com a Lionhead Studios fechada desde 2016, os olhos estão voltados para os desenvolvedores do Forza Horizon, a Playground Games, como a possível desenvolvedora do novo Fable, e a pressão é para ver que tipo de jogo será revelado pela grande desenvolvedora da franquia Forza Horizon. Mas o que aconteceu com a franquia depois de Fable III, e como é que o arco da franquia levou a este título tão esperado?

Os jogos principais de Fable são RPGs, em que os jogadores constroem seu próprio personagem protagonista para interagir com os cidadãos e impulsionar os eventos de enredo no mundo fictício de Albion. Os personagens podem ter seus atributos aumentados de acordo com certas características, como força e magia, e dependendo de suas escolhas, o personagem criado também terá uma linha moral, e as escolhas que você fizer também afetarão sua aparência e reputação no jogo. O cenário é inspirado na fantasia medieval europeia, embora o mundo de Albion evolua ao longo dos títulos numerados da franquia. Fable é uma propriedade da Microsoft e aparece apenas nas plataformas Microsoft.


Clique para ver a imagem em tamanho original


A franquia começou com o primeiro jogo Fable, lançado em 2004 para o Xbox. Foi um dos primeiros jogos da Big Blue Box Studios com o desenvolvimento da maioria dos futuros títulos formalmente transferidos para a Lionhead. Foi um jogo ambicioso no início - em vez de simplesmente controlar todos os aspectos da aparência de um personagem, como é o caso de muitos jogos de criação de personagens, sua aparência depende de suas escolhas. A conexão entre os cidadãos do mundo e seu ambiente, e suas próprias escolhas como o jogador, são perceptíveis. Demorou quatro anos para que esta gigantesca mecânica de escolha do jogador fosse concluída.

Fable era um jogo cuja profundeza e mundo convidativo eram amplamente celebrados, fundada na ideia de criar um jogo pelo qual a experiência do jogador fosse continuamente impactada e percebida por suas escolhas, mas também foi criticada por carecer de recursos que foram inicialmente prometidos antes do lançamento - o jogo foi agressivamente promovido com vários recursos, alguns dos quais nunca chegaram ao lançamento final. O primeiro Fable supostamente vendeu três milhões de cópias, uma forte estreia de uma nova IP. Mais tarde, ele recebeu uma versão expandida em Fable: The Lost Chapters em 2005, contendo todo o conteúdo encontrado no lançamento original, adicionando significativamente mais conteúdo em termos de armas, itens, locais de histórias e missões, além de expandir o papel de certos personagens existentes. Fable: The Lost Chapters também foi relançado em 2014 para o Xbox 360 e para PC's como Fable Anniversary, apresentando melhorias gráficas em áreas como iluminação e draw distance, assim como Achievements (conquistas), mas também foi fortemente ridicularizado por não corrigir os bugs existentes.

Além de sua estreia de sucesso, Fable acabaria tendo uma continuação para o 360 com Fable II, lançando em 2008, e se passando em um conjunto de Albion 500 anos após o jogo original. Além do conjunto de acréscimos feitos à franquia, um destaque especial é a introdução do Dog, seu companheiro durante toda a aventura, que o auxilia no combate, encontrando baús de tesouro e completando os objetivos da missão. Tal como acontece com o jogador, a aparência do cão depende das escolhas do jogador.

O sistema de karma introduzido no primeiro jogo é significativamente expandido, introduzindo assim novos recursos de aparência, que são uma combinação de sua moralidade no jogo e sua classificação na escala de Pureza e Corrupção. Outros alinhamentos introduzidos refletem a avaliação dos NPCs em relação ao seu personagem, incluindo Engraçado e Assustador, Atraente e Feio e Amado e Odiado. Pontuar mais alto nas extremidades positivas dessas escalas tende a criar personagens que sejam mais palatáveis ​​para os NPCs do jogo. O dinheiro é agora ganho através de trabalhos simples, em vez de atender a pedidos de NPCs, e foi introduzido um jogo cooperativo que foi lançado através de um patch pós-lançamento, onde os jogadores podem visitar jogos de outros de acordo com certas restrições estabelecidas por um host para os jogadores aderirem. Fable II vendeu 3,5 milhões de unidades, e recebeu um Game of the Year Edition, que incluiu os dois pacotes DLC Knothole Island e See the Future, lançado em 2009.


Clique para ver a imagem em tamanho original


Fable II seria rapidamente seguido por Fable III em 2011. Os desenvolvedores não queriam que Fable se tornasse muito estereotipado, comparando seu dilema ao design de muitos jogos em que o objetivo era sempre se tornar mais forte e matar um vilão principal, e a história se concluir com apenas isso. Então, Fable III expandiu a escala de fazer as ramificações das ações de uma pessoa, introduzindo o conceito de ser um governador. No final do segundo jogo Fable, o personagem protagonista torna-se governante de Albion, com a coroa mais tarde passando para seu filho mais velho e seu irmão mais velho. O curso do jogo dita que o jogador eventualmente lidera um golpe e derruba seu irmão, tornando-se governante. Como governante, a pessoa tem a opção de ser ativa fora do trono ou permanecer relativamente segura dentro do cargo.

Existem várias dimensões sobre como se governa e como isso afeta o comportamento dos cidadãos e o tesouro real - em geral, o conceito de rebelião e a administração do poder, uma vez assumido, foram fundamentais em Fable III. Além disso, o jogo também faz uso de muitas mecânicas existentes, como definidas por Fable II, incluindo o sistema de karma do jogo anterior, bem como trazendo de volta o Dog. Embora tenha sido bem avaliado pela crítica, sua média teve uma queda notável em comparação com o sucesso de crítica apreciado por seus principais títulos anteriores. Ele não alcançou a meta de vendas prevista de 5 milhões de unidades definida peloa desenvolvedora, que esperava uma expansão na audiência, explorando uma mudança que se afastasse de suas raízes de RPG, e a desenvolvedora ficou consternada com o mau desempenho do jogo tanto comercial quanto de crítica.

Foi seguido uma nova direção para Fable, em Fable Heroes de 2012, um jogo de beat-em-up onde os jogadores podem escolher entre um dos doze personagens de todos os jogos da franquia antes do lançamento de Heroes, e também tendo o modo multiplayer. Foi uma mudança marcante na estética, ao mesmo tempo, refletindo isso em minigames baseados na mitologia da franquia. Embora destinado a ser acessível, o produto final foi considerado como mal executado em sua jogabilidade central, visto como repetitivo, chato e cheio de problemas de comando.

Outra nova direção explorada para a franquia Fable está no título Kinect Fable: The Journey, também lançado em 2012, no qual os jogadores não criam seu próprio personagem, usando gestos de mão para realizar magias para atacar inimigos, mas mesmo assim rendeu uma média de críticas mistas, mesmo quando o jogo tenta explorar algo novo para a franquia, a experiência é vista como sendo retida e que exigia um uso excessivo de comandos de movimento do Kinect, mais do que o esperado para os jogos do acessório. O lançamento mais recente de Fable é o gratuito Fable Fortune para PC e Xbox One de 2018, que surpreende a todos ao explorar o gênero de jogos de cartas colecionáveis, mas ganhando uma média crítica mista, assim como os recém-mencionados títulos não-principais.

Curiosamente, a Lionhead Studios, que tinha trabalhado em todos os jogos até este ponto, fechou durante o desenvolvimento deste jogo, e assim o desenvolvimento do jogo foi dado a recém-formada Flaming Fowl Studios, que continha ex-pessoal da Lionhead. A Flaming Fowl havia buscado financiamento por meio de uma campanha do Kickstarter em 2016, mas a campanha ficou aquém de seus objetivos, embora o estúdio posteriormente tenha recebido financiamento em outros lugares para o desenvolvimento. A Lionhead também trabalhava no Fable: Legends, um RPG de ação baseado em equipes, que possuía uma beta fechada jogável desde outubro de 2014, mas a versão beta foi encerrada em abril de 2016 e o ​​anúncio oficial do cancelamento do jogo foi divulgado junto com notícias do fechamento da Lionhead, com restituições sendo emitidas para quem comprou ouro no jogo.


Clique para ver a imagem em tamanho original


E então ficamos na esperança de ver o anúncio de Fable IV. Fable construiu uma identidade para si ao enfatizar os efeitos da escolha do jogador no jogo e transmitir uma experiência de RPG robusta. Mas a introdução de novidades em Fable III e as seguintes experimentações em novas experiências de gênero e jogabilidade em títulos Fable desde então diluíram o poder da marca.

Certamente não é agradável que o fato da Lionhead tenha sido fechada coloque o futuro da franquia em questão, mas com rumores repetidos sugerindo que uma nova desenvolvedora no campo dos games irá assumir a resposabilidade de desenvolver Fable IV, certamente nos dá esperança de sonhar em ter um novo jogo da série Fable. Fable IV realmente precisa fazer algo novo em comparação com a jogabilidade oferecida nos títulos spin-off para reconquistar os fãs. Conte-nos sobre sua experiência com a franquia Fable. Você é fã da franquia? O que achou dela ter desviado de sua origem nos últimos jogos? Deixe sua opinião nos comentários.
renatito91
Enviado por renatito91
Membro desde
27 anos
label