.

Nintendo Switch - Finalmente, revelada a velocidade da GPU e CPU

Enviado por Kang-O_Conquistador, , 2355 visualizações, 0 comentários
[img]hide:aHR0cDovL3MyLmdsYmltZy5jb20vODhOSXhpQzluNlJpdzdQQUFiNENzNUNLMWRnPS8weDA6MTUwNng4OTgvNjk1eDQxNC9zLmdsYmltZy5jb20vcG8vdHQyL2Yvb3JpZ2luYWwvMjAxNi8xMC8yMC9wcmludF9jb250cm9sZV9uaW50ZW5kb19zd2l0Y2hfMS5wbmc=[/img]
A revelação das especificações nunca é fácil. Os rumores circulam, as aplicações de patentes são vasculhadas para pistas sobre o que as donas dos consoles estão preparando, fontes anônimas dizem-nos o que queremos ouvir - e depois chega a realidade. Recentemente, a Venturebeat confirmou essencialmente uma notícia de Julho do Digital Foundry, revelando que a Nintendo Switch é baseada no Tegra X1 da Nvidia, com uma GPU Maxwell de segunda geração. Um golpe para quem espera poder ao nível da Xbox One em um portátil. Ainda não sabemos como a Nintendo personalizou o processador, mas podemos ir mais longe hoje, ao revelar que o poder do console ajusta-se quando a Switch transita entre console caseiro e portátil.

Primeiro vamos falar sobre a história da Venturebeat. Em Abril, descobrimos que o Nintendo NX usaria tecnologia Nvidia. Ao longo dos meses, várias fontes comprovaram a história, e em Julho, a Nintendo of Europe apresentou um grande evento na sua sede em Frankfurt, onde foi demonstrado um kit a uma grande audiência. Na altura, o Digital Foundry e o Eurogamer ficaram com todas as confirmações necessárias para apresentar as suas histórias. O próximo passo é perseguir as especificações finais - algo que não é fácil.

Nós especulamos que um lançamento em Março de 2017 permitiria à Nintendo mudar de um Tegra X1 para um Tegra X2, com a tecnologia Pascal usando uma tecnologia de produção de processadores FinFET, abrindo a porta para melhor performance e/ou uma bateria mais longa. A própria Nvidia disse que o processador personalizado da Switch é baseado na mesma 'arquitetura que as placas gráficas GeForce de topo' - aparentemente indicando a Pascal na Switch (todas as placas gráficas mais poderosas disponíveis na altura dessa frase eram baseadas na Pascal).

Para sermos justos com a Nvidia, o Maxweel do Tegra X1 foi a iteração final da arquitetura e tem aspectos tecnológicos encontrados na Pascal: especificamente, suporte FP16 de duplo-rácio. Disseram-nos que a Switch apresenta personalizações específicas que podem envolver outras optimizações Pascal. Também vale a pena que são muito similares entre a Pascal e Maxwell. Com isso em mente, a diferença principal resume-se à tecnologia de processamento: 20nm na Maxwell, 16nm FinFET na Pascal. Nos bastidores, fontes informaram-nos que a Nintendo continuava a apresentar aos programadores especificações espantosamente similares às destes vazamentos de informações no Twitter que surgiu antes da revelação do console - e de formas cruciais o processador do Switch é igual ao Tegra X1.

Nintendo Switch - especificações iniciais
specs
Estas especificações surgiram antes da revelação oficial da Nintendo. Muitos pensavam que era falsa ou desatualizada, mas confirmamos que a Nintendo deu as mesmas informações aos estúdios recentemente. Uma fonte diz-nos que o aspecto 4K30 das especificações não fazia parte da apresentação da Nintendo, mas o resto sim. Podemos presumir que as velocidades dos relógios são mínimos teóricos, e não a combinação 768/307.2MHz que confirmamos como final para o console que será vendida.

CPU: quatro núcleos ARM Cortex A57, máximo 2GHz
GPU: 256 núcleos CUDA, máximo de 1GHz
Arquitectura: Nvidia Maxwell de segunda geração
Textura: 16 pixels/ciclo
Preenchimento: 14.4 pixels/ciclo
Memória: 4GB
Largura de Banda da memória: 25.6GB/s
VRAM: partilhada

Memória do dsistema: 32GB, rácio máximo de transferência: 400MB/s
USB: USB 2.0/3.0
Saída de vídeo: 1080p60/4K30
Tela: LCD IPS de 6.2 polegadas, 1280x720 pixeis, suporte multi-toque em 10 pontos

Mas existem aqui algumas anomalias e inconsistências. O Tegra X1 é um processador totalmente capaz de HDMI 2.0, causando estranheza quanto à especificação HDMI 1.4. Para que serve uma saída 4K30? O X1 tem 16 ROPs, porque é que a taxa de preenchimento de pixeis está misteriosamente correndo a 90% da capacidade - o ciclo/pixeis 14.4 deveriam ser 16 se fosse um tegra X1 padrão. O chip da Nvidia também tem quatro ARM Cortex A53s combinados com os A57s mais poderosos - porque é que não estão nas especificações? Se formos justos, os A53s não são muito usados nos testes ao Tegra X1. Outras áreas das especificações já foram confirmadas pelo Eurogamer: especificamente a tela LCD IPS de 6.2 polegadas, com uma resolução de 720p e suporte multi-toque, mas existe a sensação que estas especificações são antigas, que falta algo aqui.


O número de núcleo CUDA e a largura de banda da memória estão de acordo com o Tegra X1 padrão, mas as especificações são muito vagas quanto às velocidades da CPU e GPU, referindo apenas as máximas vistas na Shield da Nvidia. Se o Switch usar a mesma tecnologia de processamento a 20nm que a Shield, aquelas velocidades não seriam possíveis num console pequeno. A história de Venturebeat sugere que a Switch usa na mesma a tecnologia 20nm, mas de momento, ainda não foi confirmado.

As velocidades dos clocks é uma informação crucial para ter uma ideia das capacidades da Switch além da constituição física do processador Tegra. Como muitos especularam, a novo console da Nintendo apresenta mesmo duas configurações de performance - e o console não é tão poderosa em formato portátil, comparado com a sua proeza quando inserida na dock e ligada a uma HDTV. Podemos confirmar que não existe uma segunda GPU na dock, independente das intrigantes patentes registadas pela Nintendo. A vida da bateria e o consumo energético não são mais um problema, por isso na dock, a Switch permite que a GPU corra mais rápido. É uma diferença do dia para a noite.

Onde a Switch permanece consistente é no poder CPU - os núcleos correm a 1020MHz esteja na dock ou não. Isto assegura que a lógica do jogo não é comprometida ao jogar no portátil: a simulação do jogo em si permanece totalmente consistente O controlador de memória do console corre a 1600MHz na dock (a par do Tegra x1 padrão), mas o modo padrão fora da dock baixa para 1331MHz. No entanto, os estúdios podem optar por manter toda a largura de banda da memória nos seus jogos.

Os clocks da CPU estão na metade do Tegra X1 padrão, mas é a GPU que prova ser mais controversa. Mesmo na dock, a Switch não corre com todo o potencial do X1. As velocidades do clock estão a 768MHz, mais baixo do que temos no Shield, 1GHz, mas a grande surpresa para nós é até que ponto a Nintendo baixou o clock da GPU para manter os objetivos de temperatura baixa e vida da bateria alta. Não é um erro: é mesmo 307.2MHz - significando que, no modo portátil, a Switch corre a 40% da velocidade do clock comparado com o console na dock. Sim, a tabela em baixo confirma que os programadores podem escolher manter a performance da console na dock de forma a ficar igual à da performance em modo portátil.

[img]hide:aHR0cDovL2ltYWdlcy5ldXJvZ2FtZXIubmV0LzIwMTUvYXJ0aWNsZXMvL2EvMS84LzcvNS8wLzYvNC9ldXJvZ2FtZXItZ3gxYjdhLmpwZw==[/img]
Velocidades CPU disponíveis Velocidades GPU disponíveis Velocidades para o controlo de memória disponíveis
Fora da dock 1020MHz 307.2MHz 1331/1600MHz
Na Dock 1020MHz 307.2/768MHz 1331/1600MHz

Um Switch na dock apresenta uma GPU com 2.5x mais poder do que a unidade em modo portátil. E apesar de existirem questões quanto às especificações não oficiais em cima, qualquer dúvida sobre os clocks da CPU e GPU podem ser removidas. Juntamente com a tabela em cima, os documentos entregues aos programadores apresentam a seguinte mensagem: "A informação nesta tabela é a especificação final para a combinação de configurações de performance e modos de performance que as aplicações utilizarão no lançamento."

Como é que isto afeta os jogos? O tela do portátil tem uma resolução de 720p - portanto a diferença nos clocks da GPU significa que, em teoria, existe capacidade para correr um jogo 720p a 1080p quando inserida na dock. Uma fonte disse-nos que é como criar duas versões do mesmo jogo - quase como produzir um jogo PS4 e a variante Pro. Pelo menos, os testes de qualidade vão exigir que os jogos sejam testados nas duas configurações, e a forma como usam o poder GPU em cada modo terá de ser muito bem pensado.

A maior lição disto é que a ideia de esperar um regresso da Nintendo à corrida com a Microsoft e Sony não deve ser alimentada. Apesar de existirem multi-plataformas, não esperem ver versões Switch de blockbusters de topo. Devia ser óbvio se pensarmos que a Xbox One S usa tecnologia 16nm FinFET com um consumo energético de 75-80W. A tecnologia GPU da Nvidia é mais eficiente no consumo energético, mas um portatil (que opera geralmente entre os 5-10W) não estará no mesmo patamar.

Por outro lado, isto torna mais impressionante o que já vimos. O console da Nintendo é um "tudo em um" que pode levar para qualquer lado e continuar a jogar. Esperamos ver os jogos do trailer de revelação tornarem-se reais: basicamente, a Nintendo esta fazendo o que sabe fazer melhor. Mesmo uma GPU 307.2MHz baseada em tecnologia Maxwell deve ser capaz de ter melhor performance que o Wii U - e a demo de Zelda: Breath of the Wild vista no Jimmy Fallon revelava uma performance muito mais suave do que o código E3 correndo na Wii U. Também temos de ter em conta que a Nvidia produziu programas personalizados para os programadores tirarem muito mais proveito do processador, comparado com o que vimos na Shield.

Tudo sobre a Nintendo Switch

Apesar da constituição tecnológica da Switch começar a ganhar forma, as perguntas continuam. Sabemos a velocidade que seu sistema corre, mas quais são as modificações personalizadas que separam o Tegra personalizado do X1 padrão? Estamos confiantes nestas informações sobre as velocidades no Switch, mas existem questões sobre as especificações não oficiais. Anomalias estranhas, sem esquecer o mistério perante as personalizações ao processador. Será que a Nintendo fez ajustes pequenos ou foi mais ambiciosa?

A performance nos clocks inferiores pode ser aumentada com uma GPU maior (mais núcleos CUDA) mas parece improvável - mesmo se a Switch utilizar a tecnologia 16nm mais recente, a densidade dos transístores não é assim tão diferente do processamento 20nm do X1 - são os transístores '3D' FinFET que fazem a diferença. Uma GPU maior resultaria num chip mais caro, com ganhos limitados. E se a Switch usa um chip Tegra de 16nm mais moderno, a Nintendo deverá seguir a Nvidia na forma como usa o novo processo. No entanto, o Tegra X2 usa o mesmo número de núcleos CUDA e aparentemente acelera os clocks da GPU em 50%, a direção oposta à que foi tomada pela Nintendo.

As especificações são uma coisa mas os jogos são outra, do que vimos é impressionante, tendo em conta que a Switch tem de operar como uma portátil com um limitado orçamento para o poder. Aguardaremos pela revelação da Nintendo Switch em Janeiro para lhe deitarmos as mãos, mas com estas especificações em mente, o foco estará na funcionalidade principal - a capacidade para correr os mesmos jogos numa HDTV e fora de casa. Resoluções à parte, seremos capazes de ver a diferença ou a experiência é tão fluída quanto o trailer sugere? Estamos ansiosos por descobrir.
Kang-O_Conquistador
Membro desde
label