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Android O: Confira as principais novidades reveladas pela Google

Enviado por Cristianogremista, , 1557 visualizações, 0 comentários
O Google lançou em março uma prévia do Android O, sucessor do Android 7.0 Nougat. O sistema chega com um multitarefa mais econômico, central de notificações mais personalizável e uma série de refinamentos internos. Nesta quarta-feira (17), a empresa revelou mais novidades, incluindo funções de segurança e manutenção de sistema.

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A grande novidade do Android O está no multitarefa, que vai reduzir o consumo de energia de programas que rodam constantemente em background e você nem percebe. Quando você tira uma foto, por exemplo, provavelmente o Google Fotos será acionado para fazer backup na nuvem, talvez um Dropbox ou OneDrive com upload automático também e, para finalizar, um aplicativo de galeria de fotos deve indexar a imagem.

Todos esses processos ativados em série acabam gastando muita bateria, especialmente se não forem otimizados. No Android O, o Google vai impor "limites automáticos" na forma como os aplicativos podem utilizar processamento e recursos de localização em background, diminuindo o gasto de energia e deixando mais memória livre para o usuário utilizar como quiser, o que também deve melhorar o desempenho do celular.

Ainda é muito cedo para falar em números, mas o Google diz que o novo multitarefa é uma "mudança significativa" no Android. Na prática, estamos falando de uma abordagem mais parecida com a do iOS - que sempre impôs limites mais rígidos que o Android no consumo de recursos em background.

A empresa também fez otimizações no sistema para torná-lo mais rápido. O tempo de boot, por exemplo, pode cair pela metade nos smartphones Pixel. Os aplicativos também serão beneficiados: segundo o Google, o Planilhas tem o dobro de desempenho no Android O, mesmo sem nenhuma otimização específica para o sistema.

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O Android também vai ganhar uma versão otimizada para smartphones de baixo custo. Chamado de Android Go, ele tem kernel otimizado para funcionar bem mesmo em aparelhos com 512 MB de RAM. A economia de dados do Chrome é ativada por padrão, e o YouTube possui um recurso para baixar vídeos e assistí-los offline posteriormente, sem gastar sua franquia de internet móvel.

Os aparelhos com Android O terão um recurso chamado Google Play Protect. Ele aparece na aba de atualizações do Google Play, escaneando os aplicativos instalados no seu smartphone a procura de malwares. O Android já fazia a verificação em segurança em plano de fundo; agora, isso ficará mais visível para todos os usuários.

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O ritual já é clássico: o Google anuncia uma nova versão do Android e então todo mundo torce para ter o seu smartphone atualizado. Só que muitas vezes o update não vem. Nos aparelhos confirmados para a atualização, frequentemente ela só aparece depois de meses de espera. Mas o Project Treble pode mudar isso: ele modulariza o Android para tornar as atualizações mais rápidas.

Atualmente, liberar uma atualização de sistema exige dois passos principais. Companhias como Qualcomm e MediaTek devem atualizar controladores e outros recursos para que os chips que já estão no mercado se tornem compatíveis com o novo sistema. Só depois o software é repassado aos fabricantes, que devem então implementar a interface, ajustar apps, otimizar o desempenho e por aí vai.

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Com a modularização do Android O, as fabricantes de smartphones e as empresas de processadores poderão trabalhar simultaneamente na nova versão, economizando tempo (e diminuindo a espera dos usuários).

A central de notificações do Android O será mais personalizável. No Android 7.0 Nougat, já é possível definir um nível de prioridade diferente para cada aplicativo: você pode permitir que o Telegram mande notificações, mas não gere nenhum som ou vibração, e liberar o Inbox para interromper sua concentração mesmo se o Não Perturbe estiver ligado, por exemplo.

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Agora, cada aplicativo poderá ter "canais" de notificações. O Google exemplifica o novo recurso com um aplicativo fictício de notícias: você pode optar por receber alertas de notícias de tecnologia na central de notificações, mas bloquear as de política. Analogamente, seria possível permitir que o WhatsApp enviasse qualquer notificação de mensagem individual, mas bloquear todos os alertas de chats em grupo (fica a dica, WhatsApp).

Uma das primeiras coisas que qualquer usuário de iOS nota ao migrar para o Android é que os ícones são todos bagunçados: um é quadrado, outro é circular, outro é menor, etc. As interfaces de algumas fabricantes tentam "padronizar" os ícones (todos os atalhos na TouchWiz ficam em quadrados arredondados por padrão), mas isso acaba piorando o problema, já que os desenvolvedores não fornecem ícones adaptados.

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O Android O vai suportar nativamente os "ícones adaptativos", que podem ter diferentes formatos em diferentes dispositivos - não apenas no launcher, mas também no menu de configurações e nas janelas de compartilhamento, por exemplo. Além disso, os ícones podem ganhar animações simples, piscando ou girando na tela.

É uma boa ideia utilizar gerenciadores de senhas, mas o funcionamento desses aplicativos não é muito prático no Android: você precisa abrir o 1Password, LastPass, Dashlane ou outra alternativa, tocar no site desejado, copiar a senha para a área de transferência e depois colá-la no formulário de login.

Com a Autofill API, os usuários poderão selecionar um aplicativo de autocompletar quando quiserem preencher um formulário, assim como já é possível escolher um aplicativo de teclado. Você poderá preencher automaticamente um endereço, login ou senha, de maneira segura.

Seguindo os passos do iOS, o Android suportará o recurso de Picture in Picture, isto é, você poderá assistir a um vídeo no YouTube no cantinho da tela enquanto conversa com outra pessoa pelo WhatsApp, por exemplo. O Android 7.0 Nougat ganhou o recurso que permite rodar dois aplicativos ao mesmo tempo, então era questão de tempo até que o PIP também chegasse ao robô.

Ainda falando em vídeo, o Android O será otimizado para múltiplas telas. Isso deve ser útil para quem conecta o smartphone ou tablet a um ou mais monitores externos - você poderá mover um aplicativo entre as várias telas disponíveis, e os aplicativos poderão escolher em qual tela exibirão determinado conteúdo.

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A Sony doou seu codec proprietário LDAC para o Android, o que deve melhorar a qualidade de áudio em fones de ouvido Bluetooth compatíveis. Enquanto o codec padrão transmitia músicas a um bitrate máximo de 328 kb/s e amostragem de 44,1 kHz (qualidade ligeiramente inferior a de um CD), o LDAC chega a 990 kb/s e amostragem de 96 kHz a 24 bits.

O Google também desenvolveu a AAudio API for Pro Audio, que será utilizada especialmente por aplicativos profissionais de som, que exigem áudio de alta qualidade e baixa latência. O Developer Preview traz uma versão inicial da API, que deve ser aprimorada nos próximos meses.

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Algumas novidades menores também estarão presentes no Android O:
  1. Aplicativos de fotografia e afins poderão aproveitar melhor telas com suporte para ampla gama de cores (se o seu aparelho tiver uma);
  2. Melhorias na navegação por teclado físico (as teclas direcionais e o Tab terão comportamentos mais previsíveis);
  3. Wi-Fi Aware: permite conexão (e descoberta!) entre dispositivos mesmo que não haja nenhuma outra conexão de auxílio, como Wi-Fi ou celular;
  4. WebView com multiprocessos por padrão: vai aumentar a estabilidade dos aplicativos que utilizam o WebView para exibir uma página da web dentro da interface;
  5. Suporte a novas APIs do Java e otimizações no Android Runtime (ART), melhorando o desempenho dos aplicativos em até 100%;
  6. Ícones de aplicativos terão uma pequena bolinha no canto quando tiverem notificações não lidas, um recurso que já existe no iOS e em várias personalizações do Android;
  7. Por meio de aprendizagem de máquina, o Android O vai reconhecer quando você estiver selecionando um endereço ou número de telefone, tornando a cópia dessas informações mais prática.


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O Google liberou nesta quarta-feira (17) um beta do Android O para Nexus 5X, Nexus 6P, Nexus Player, Pixel, Pixel XL e Pixel C. Esta versão é voltada para desenvolvedores, podendo "conter erros e defeitos que afetam o funcionamento normal do dispositivo".
A versão final será liberada até o final do ano. E quando ela chega ao seu aparelho? Ninguém sabe: nove meses depois do lançamento, o Nougat ainda tem apenas 7% de penetração.
Cristianogremista
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