Attendees gather in front of an Electronic Arts Inc. (EA) logo displayed on a screen during the company's EA Play event ahead of the E3 Electronic Entertainment Expo in Los Angeles, California, U.S., on Saturday, June 10, 2017. EA revealed two new titles along with the annual iterations of the company's sports games, as well as unveiling the highly anticipated "Star Wars: Battlefront II" open-world multiplayer gameplay. Photographer: Patrick T. Fallon/Bloomberg
O clima nos bastidores da Electronic Arts parece estar longe dos melhores. Após as recentes demissões e o fechamento da BioWare, funcionários da empresa relataram pressão para utilizar inteligência artificial generativa, excesso de trabalho e insatisfação com a liderança. Os depoimentos fazem parte de uma reportagem do jornalista Chris Kerr, publicada no site Vertical Slice.
Os profissionais, que conversaram sob anonimato, descrevem um ambiente de trabalho cada vez mais desgastante. “O moral estava terrível. A frase que ouvíamos o tempo todo era ‘faça menos, melhor’, mas parecia que estávamos fazendo a mesma quantidade de trabalho com menos pessoas”, afirmou uma das fontes.
Uma das principais reclamações envolve o incentivo da liderança ao uso de ferramentas de IA, especialmente o Claude, da Anthropic. Segundo um funcionário, a alta gestão demonstrava grande entusiasmo com a tecnologia, para desgosto de sua equipe.
Embora o uso dessas ferramentas não seja oficialmente obrigatório, os relatos indicam que a pressão acontece de maneira indireta. “Eles não vão dizer que essas ferramentas são obrigatórias, mas vão tornar impossível ou muito difícil fazer seu trabalho sem elas”, explicou uma fonte.
Outro funcionário resumiu a postura dos superiores: “A mensagem de todos os gerentes que ouvi é ‘este é o futuro, você tem que embarcar’.”
As críticas também atingem a administração da EA. Um dos entrevistados afirma que os executivos raramente assumem a responsabilidade por decisões equivocadas, enquanto franquias lucrativas como EA Sports FC acabam financiando projetos que não apresentam os resultados esperados.
O contraste fica ainda maior diante da remuneração da liderança. Após demissões envolvendo desenvolvedores de Battlefield 6, o CEO Andrew Wilson teve uma remuneração de US$ 38 milhões associada aos resultados do jogo. Em 2025, sua remuneração anual equivalia a aproximadamente 305 salários medianos dos funcionários dos estúdios da EA.
O fechamento da BioWare também aparece nos depoimentos. Segundo os entrevistados, a insistência em transformar projetos do estúdio em jogos como serviço provocou mudanças de direção, desperdício de recursos e problemas durante o desenvolvimento.
“Muito dinheiro foi desperdiçado seguindo caminhos que não levavam a lugar nenhum”, afirmou um funcionário. Outro criticou a falta de liberdade criativa: “Nunca havia desejo de correr riscos. Nunca desejo de fazer algo interessante.”
Um dos relatos mais duros resume o sentimento de parte dos profissionais entrevistados: “Um lugar frio e morto que está decaindo lentamente enquanto a liderança tira cada último centavo, deixando o resto de nós preocupados em como alimentar nossas famílias.”
Fonte: PC Gamer
Strauss Zelnick acredita que o tamanho dos jogos e a dependência de servidores oficiais dificultam… Ver mais
Campanha de merchandising para o N7 Day provoca revolta, enquanto fãs mobilizam petições para tentar… Ver mais
Eiji Aonuma defende a continuidade dos funcionários em meio às recentes ondas de demissões na… Ver mais
A plataforma alcançou 127 milhões de usuários ativos mensais em setembro de 2026. Ver mais
Wendel Bezerra e Alfredo Rollo estão entre os nomes associados à versão nacional, mas o… Ver mais
Splatoon Raiders lidera os novos exclusivos com 2,42 milhões de cópias. Ver mais