Silent Hill: Townfall
Silent Hill: Townfall está a menos de duas semanas do seu lançamento, marcado para 24 de setembro, e o produtor da franquia Motoi Okamoto aproveitou para detalhar de que forma a desenvolvedora Screen Burn vai explorar os recursos exclusivos do PS5 para intensificar o horror do jogo.
A proposta não é a de um game de sustos baratos, pois segundo Motoi Okamoto, o foco está em “tensão e incerteza crescente”, e a tecnologia da plataforma foi pensada para servir exatamente a esse propósito.
Um dos primeiros pontos abordados por Okamoto foi o sistema de áudio 3D do PS5. O diretor de áudio Byron Bullock trabalhou em parceria com o compositor Pilotpriest para garantir que os ambientes e as criaturas do jogo soem da forma mais perturbadora possível. Para isso, a dupla se valeu do sistema de áudio “complexo e finamente ajustado” do PS5, que deve entregar uma experiência sonora que coloca o jogador dentro da atmosfera sufocante de Townfall.
O poder bruto do PS5 para processamento de ray tracing também foi amplamente aproveitado pela Screen Burn. Okamoto explicou que a iluminação com traçado de raios é central para construir a atmosfera sinistra da cidade: nas áreas externas, a tecnologia é usada para renderizar a luz ambiente difusa do mundo envolto em névoa; nos interiores, a lanterna se torna uma ferramenta indispensável, com comportamento de luz fisicamente convincente. A virada para o icônico Outro Mundo da franquia, a transição do cinza-azulado da névoa para o horror visceral da dimensão alternativa e elementos como luzes de alarme piscando também receberam tratamento extensivo de ray tracing.
No que diz respeito à jogabilidade, o controle DualSense vai desempenhar um papel central na imersão. O feedback háptico detalhado será acionado em praticamente todas as ações físicas do jogo: cada golpe de arma, cada acionamento de gatilho e até o peso dos passos do protagonista serão traduzidos em vibração tátil no controle. Os Adaptive Triggers também entram em cena nos momentos de combate, oferecendo resistência condizente com a ação executada.
Além disso, Silent Hill: Townfall vai usar os controles de movimento giroscópico do DualSense para algumas mecânicas específicas, como sintonizar um aparelho de televisão antigo (o tal CRTV) e mirar com armas de fogo. É um uso que conversa diretamente com a proposta estética do jogo, ambientado em 1996, quando esse tipo de tecnologia analógica ainda era o padrão.
Silent Hill: Townfall é desenvolvido para PC e PS5, e coloca o jogador na pele de Simon Ordell, que se encontra nas margens da cidade escocesa de St. Amelia no ano de 1996. O escritor Jon McKellan já havia comentado sobre a escolha desse período histórico, e a lógica faz sentido dentro do perfil da própria Screen Burn:
“Especialmente considerando o histórico da Screen Burn, nossos jogos lidam bastante com tecnologia arcaica e computadores antigos, conseguimos trazer parte disso para Townfall ao ambientar a história em um período em que esse tipo de tecnologia era algo novo para Silent Hill, mas não muito moderno”, disse McKellan. “Parece o período certo para isso. Uma série de fatores diferentes fez os anos 90 parecerem a época certa para o horror.”
Mais recentemente, a Screen Burn exibiu um novo trailer de Silent Hill: Townfall durante o showcase Press Start da Konami. O vídeo trouxe os primeiros visuais de algumas das criaturas do jogo e a aparição do ator Terry O’Quinn, vencedor do Emmy Award. Jovan Adepo, que interpreta o protagonista Simon, também marcou presença no trailer.
Fonte: GamingBolt
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