Silent Hill: Townfall
Silent Hill: Townfall tem um cenário muito específico, e não é por acidente. O jogo se passa em 1996, na fictícia cidade de St. Amelia, na Escócia, e o diretor Jon McKellan explicou, em entrevista ao Eurogamer, que há razões profundas e deliberadas por trás de cada uma dessas escolhas.
Para Jon McKellan, a data não é um detalhe estético.
“Há razões muito específicas pelas quais o jogo se passa nessa era”, ele afirmou. “Uma delas é que estamos no limiar do momento em que a tecnologia começou a explodir dentro das casas. Começamos a ter a internet. Mas também quem é Simon, o momento em que a história acontece, o tipo de cidade em que ela se passa, tudo isso é profundamente relevante. E, ao final do jogo, acho que as pessoas vão começar a entender por que isso é quase como a tempestade perfeita para que algo aconteça em St. Amelia.”
O recorte de 1996 captura um momento de transição delicado: o mundo rural ainda operava segundo suas próprias lógicas, suas comunidades fechadas e seus ritmos lentos, enquanto a internet começava a infiltrar lares e alterar silenciosamente o tecido social. Para quem conhece o destino dessa história, há algo de inevitável e angustiante nessa ambientação, o tipo de sentimento que a franquia Silent Hill sempre soube explorar.
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Jon McKellan deixa claro que a escolha pela Escócia também tem raízes pessoais e narrativas.
“Os jogadores precisam ter empatia pela cidade e entender o que ela viveu, isso é um aspecto importante da história”, ele explica. “E você escreve o que conhece. Conhecemos essas comunidades. Crescemos nessas comunidades. Se fôssemos ambientar o jogo em qualquer lugar, pareceria quase desonesto colocá-lo em uma cidade americana, um lugar que nunca experienciamos e que não conheceríamos. Queríamos construir uma cidade que parecesse extremamente autêntica, um lugar que você pudesse acreditar que existe. Um lugar pelo qual você pudesse se importar.”
A decisão de não situar a história em Edimburgo, por exemplo, também foi deliberada.
“Há muitas razões para ser esse tipo de lugar e esse tipo de cidade, e não em Edimburgo”, continuou o diretor. “É muito específico. Eu queria que parecesse o mais crível possível, e essa foi a melhor forma de alcançar isso.”
Silent Hill: Townfall segue a tendência recente da franquia de explorar a mitologia da saga em novos contextos geográficos e históricos. O ano passado trouxe Silent Hill f, ambientado no Japão rural dos anos 1960, explorando a tensão entre tradição e modernidade. Agora, St. Amelia enfrenta sua própria encruzilhada histórica.
Jon McKellan também deixou claro que a narrativa foi construída para ser subjetiva e aberta à interpretação, outra característica clássica da saga.
“Todo mundo tem sua própria visão do que é Silent Hill”, ele disse. “Quando você termina um jogo, acho que todos na nossa equipe, depois ficamos todos discutindo o que achamos que aconteceu, qual era a nossa interpretação. Então, era uma história profunda e significativa o suficiente, e subjetiva o suficiente para permitir que as pessoas realmente se aprofundassem nas teorias. E pareceu que, independente do seu Silent Hill favorito, esse era um tema central.”
O lançamento está marcado para 24 de setembro de 2026, no PC e no PlayStation 5.
Fonte: PC Gamer
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