O YouTube Shorts perdeu um recurso que muitos usuários já consideravam importante: o botão de dislike. Após semanas de reclamações espalhadas pelas redes sociais, a plataforma se pronunciou oficialmente sobre a remoção, e a resposta gerou ainda mais controvérsia do que o silêncio anterior.
A conta oficial TeamYouTube respondeu a um usuário no X (antigo Twitter) explicando a decisão.
“Nós retiramos o botão de dislike do Shorts para oferecer a você um controle mais claro e eficaz sobre suas recomendações”, afirmou o canal de suporte. “Nossa pesquisa mostrou que ele se sobrepunha a ferramentas como ‘Não tenho interesse’ e ‘Não recomendar este canal’. Simplificar essas opções remove essa ambiguidade para que você possa dar um feedback mais preciso!”
A justificativa se apoia em um comunicado mais extenso publicado no final de junho de 2026, no qual o YouTube detalhou os bastidores da mudança. “Experimentos recentes mostraram que simplificar essas opções tornou mais fácil para os usuários fornecerem feedback mais específico sobre vídeos e resultou em uma experiência geral mais intuitiva e melhor”, diz o texto oficial da plataforma.
O dislike nunca foi exatamente um terreno pacífico no YouTube. Desde os primeiros anos da plataforma, os usuários contavam com ele como uma das formas mais diretas de expressar opinião sobre um conteúdo, ao lado dos comentários, do botão de like e, nas origens do site, até de listas de favoritos.
Com o tempo, o recurso foi sendo progressivamente sendo removido. Os dislikes públicos sumiram dos vídeos convencionais há anos, e soluções de terceiros, como extensões de navegador, surgiram justamente para tentar suprir essa ausência. O Shorts era um dos últimos redutos onde a função ainda existia, até recentemente.
A reação da comunidade ao posicionamento oficial do YouTube foi, no mínimo, dividida. Parte dos usuários aceitou a lógica apresentada pela plataforma, que argumenta que os feedbacks negativos existentes, “Não tenho interesse” e “Não recomendar este canal”, já cumprem a função de ajustar o algoritmo de recomendações.
Outra parcela, no entanto, vê a mudança como mais uma restrição à expressão direta do público, algo que a plataforma vem sendo criticada há anos.
Fonte: Dexerto
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