Nesta semana, durante sua mais recente reunião com acionistas, a Ubisoft fez declarações polêmicas. Entre elas, afirmou que microtransações tornam os jogos mais divertidos e sugeriu que um possível fracasso de Star Wars Outlaws poderia estar ligado a uma fase ruim da marca Star Wars.
Outro ponto abordado pelo CEO Yves Guillemot foi o movimento Stop Killing Games, que critica empresas por desativarem seus jogos, tornando-os injogáveis mesmo para quem os comprou. Segundo Guillemot, a Ubisoft busca oferecer o melhor para os jogadores, mas reforça que “nada é eterno” e que é impossível manter o suporte a um jogo para sempre.
“Sobre a petição, nós operamos em um mercado, e sempre que lançamos um jogo, oferecemos muito suporte para ele. Também fornecemos muitos serviços para garantir que o jogo seja acessível e permaneça jogável 24 horas por dia, 7 dias por semana.
Esse tipo de questão não é exclusiva da Ubisoft. Todas as editoras de videogame enfrentam esse problema. Você oferece um serviço, mas nada está gravado em pedra e, em algum momento, o serviço pode ser descontinuado. Nada é eterno. E estamos fazendo o nosso melhor para garantir que tudo corra bem para todos os jogadores e compradores, porque, obviamente, o suporte para todos os jogos não pode durar para sempre.”
Guillemot também destacou que a empresa sempre sinaliza nas embalagens que é necessária uma conexão online — o que, segundo ele, já indica que os serviços podem ser encerrados a qualquer momento. Além disso, o executivo reforçou que a Ubisoft costuma lançar novas versões de seus jogos, o que permitiria aos jogadores migrarem para edições mais recentes.
“A vida útil de um software, sempre que há um componente de serviço, eventualmente esses serviços podem ser descontinuados, porque com o tempo o software pode se tornar obsoleto. Muitas ferramentas se tornam obsoletas depois de 10 ou 15 anos. Elas deixam de estar disponíveis. E é por isso que lançamos uma nova versão. Assim temos a versão dois, depois a versão três. Mas, claramente, essa é uma questão de grande alcance, e estamos trabalhando nisso.”
O movimento Stop Killing Games foi iniciado após a Ubisoft desativar os servidores de The Crew, impedindo que os jogadores acessassem o título mesmo que tivessem comprado o jogo.
Fonte: Eurogamer
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