Os indies vieram pra ficar!
Publicado por Renatito, em .
Mais um fim de semana se aproximando e mais um artigo especial na GV sendo lançado. Continuando a nossa saga de prestigiar os melhores jogos dessa geração que está prestes a acabar, hoje traremos os 20 melhores jogos indies (independentes) da oitava geração de videogames. O artigo foi feito com a grande colaboração de Alucard, Billy Butcher e oKardec. Uma tarefa dividida igualitariamente e que foi muito prazerosa de se fazer.

Sobre os jogos independentes, eles existem há muito tempo, mas só na 7ª geração que ganharam um maior destaque devido às lojas digitais presentes no Nintendo Wii, PlayStation 3, Xbox 360 e PC, via Steam. A Steam foi grande impulsionadora dos jogos indies, juntamente com a plataforma Xbox Live Arcade, onde eram oferecidos incetivos para os jogos indies serem lançados. Os indies na geração passada fizeram muito sucesso e ficaram marcados como jogos cult, pelo seu charme e novidade que traziam. Na geração atual eles explodiram e ganharam o seu espaço na indústria, com muitos jogos dessa categoria sendo prestigiados e com presença sempre garantida em grandes eventos. Os indies vieram pra ficar. Porém, nos últimos anos parte da comunidade tem visto os indies com maus olhos, e associando-os de forma pejorativa a jogos ruins de gráficos cartunizados. Também há muita confusão sobre o que é ou não um jogo indie, por isso vamos explicar algumas coisas...

O QUE É UM JOGO INDIE?

De forma prática, jogos indies são aqueles criados por uma pessoa ou pequenas equipes sem apoio financeiro de uma publisher (editora/publicadora) de jogos eletrônicos. As publishers são empresas que financiam a produção de games como também ficam responsáveis pela distribuição e divulgação dos jogos. Como exemplos de publishers temos a Sony, Microsoft, Nintendo, Activision, Ubisoft, EA e tantas outras. Então, um jogo ter sido feito com baixo orçamento ou ter um estilo gráfico cartunizado não implica que ele seja um indie, mas sim se ele foi desenvolvido e publicado de forma independente.

PONTOS IMPORTANTES

Tendo em mente o que é um jogo indie, vamos deixar claro alguns pontos:
  1. Ori não entrará na lista por ser um jogo financiado e publicado pela Microsoft. Logo não é um jogo indie.
  2. Hellblade não estará presente por ter entrado na nossa lista de melhores jogos de ação e/ou aventura. Nossa intenção é citar a maior quantidade possível de jogos em listas diferentes. Assim daremos espaço para mais títulos.
  3. Cuphead mesmo tendo participado do [email protected], ele estará presente na lista pois foi desenvolvido e publicado de forma independente. O [email protected] é só uma forma de facilitar a entrada de jogos indies nas plataformas da Microsoft. Inclusive a IP pertence à MDHR.
  4. São muitos jogos indies, por isso tenha paciência e respeito caso algum jogo que você goste não esteja presente na lista. É impossível agradar a todos.
  5. A lista está disposta em ordem alfabética.

Com tudo isso esclarecido, vamos agora para nossa lista!

OS 20 MELHORES


Renatito | Abzû


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Abzû é uma bela e aconchegante experiência marinha. Nele ficamos na pele de uma mergulhadora que em companhia de um tubarão branco busca revitalizar o oceano. O jogo se parece muito com Journey, em vários aspectos, isso se deve ao fato de que parte da equipe de produção de Journey esteve presente em Abzû. Não espere encontrar textos ou falas, tudo é narrado através da experiência visual. Espere por um ambiente colorido, com fauna e flora coexistindo de forma harmônica na tela da sua TV. O jogo dá uma sensação de paz muito grande, e com certeza você vai parar por alguns instantes apenas para relaxar e apreciar a paisagem marinha. Uma das minhas melhores experiências nessa geração.


Renatito | Cuphead


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O tímido projeto dos irmãos canadenses Chad e Jared Moldenhauer tinha como objetivo ser apenas um jogo de batalha de chefes. O projeto foi tomando um escopo maior e contou também com fases run and gun, tornando-se mais completo. Aqui podemos jogar com Mugman e Cuphead que vão acertar contas com o Diabo depois de terem perdido uma aposta para ele. O jogo foi aclamado pelos jogadores e crítica, seja pelos seus lindos gráficos desenhados a mão, ou pelo Jazz primoroso que compõe a trilha sonora. Um desenvolvimento que começou com 3 pessoas acabou dando a luz um dos indies de maior sucesso nos últimos anos, com as vendas superando e muito as expectativas dos produtores. Hoje o jogo está presente em todos os consoles da atual geração; agora todos podem jogar essa obra prima. Prepare-se para passar muita raiva, pois o jogo é um dos mais difíceis da atualidade, se destacando também por isso. Zere-o se for capaz.


Alucard | Dead Cells


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Dead Cells é um jogo do gênero roguelike desenvolvido e publicado pela Motion Twin. O jogo foi lançado para PC, Switch, PS4 e Xbox One em 7 de agosto de 2018 e, posteriormente portado para Android e iOS em 28 de agosto de 2019. Foi o primeiro jogo roguelike que joguei na minha vida, pra quem não conhece esse subgênero, as fases são geradas proceduralmente e a cada morte o jogador volta do começo perdendo seus itens, armas e pontos de habilidade, todos os itens e inimigos são reposicionados (se tiver me equivocado em algum ponto, me corrijam nos comentários). Isso pode parecer absurdo para quem está acostumado com jogos atuais, mas funciona perfeitamente em Dead Cell e isso se deve ao seu fator replay absurdo, sendo o ponto mais forte do game. A todo momento você quer re-jogar pra ir ainda mais longe. Um dos motivos que fazem o game ser tão viciante é que nem tudo é perdido ao morrer: alguns bônus que você ganha continuam, como o aumento na quantidade de itens de cura, possibilidade de achar armas mais raras e novas habilidades estão presentes a cada novo gameplay. Ao estar progredindo mesmo que volte para o começo te ajuda a ir sempre mais longe. O level design também ajuda nisso, porque a fase pode ser completamente diferente, mas os pontos chaves são sempre iguais, então com tempo você vai conhecendo o mundo. Por último, o fator mais importante que faz tudo isso funcionar perfeitamente: a jogabilidade. Ela é incrível e acredito que em jogos 2D seja a melhor já feita. Esse game merece ser jogado por todos.


Billy | Firewatch


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Entrando no instinto de jogo Walking Simulator, de gênero Ação e Aventura em primeira pessoa e narrativo, Firewatch é uma das obras de jogos mais fascinantes na qual joguei nesta geração. Seja pela sua trilha sonora, pelo desenvolvimento dos personagens conforme tudo vai se passando, ou seja pela sua direção de arte muito pincelada, quase como um Quadro em Moldura, o estúdio Campo Santo soube criar uma jornada única, envolvente, e com muitos elementos de jogabilidade intuitivos. Toda a narrativa que você presencia com a história de Henry e Delilah, tudo movido a um singelo walkie talk, moldando sua narrativa com as escolhas que faz, com os puzzles que você descobre nessa aventura, com a exploração de seu mundo agindo naturalmente conforme você progride, é tudo muito bem encaixado, tornando uma experiência muito única no mercado.


Alucard | Hollow Knight


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Hollow Knight é um jogo do gênero metroidvania desenvolvido e publicado pela Team Cherry. O jogo foi lançado para PC em 2017 e, posteriormente, para Switch, PS4 e Xbox One em 2018. Existem jogos que ficam na mente do jogador por semanas, meses ou até anos, mesmo que ele tenha parado de jogar, mas a experiência de ter jogado o game continua na memória e Hollow Knight é um desses jogos. Como todo bom metroidvania o level design de Hollow Knight é excelente, o jogador a todo momento quer explorar o reino devastado de Hallownest pra entender o que aconteceu naquele lugar, e como se trata de um mundo desconhecido o jogador vai precisar “construir” o mapa. Prestem sempre atenção no mapa, pois ele está contando uma história. As duas maiores qualidade de Hollow Knight que fazem desse jogo ser tão especial é sua trilha sonora e visual, que são perfeitos. É arte na sua forma mais pura. Tudo isso vem acompanhado de uma lore excelente, muitos inimigos e chefes (todos muito bons e bem amarrados com a lore) e um gameplay refinado. Com tudo isso, só posso dizer que Hollow Knight é uma obra-prima dos jogos.


Billy | Inside


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O que dizer desse pequeno estúdio chamado Playdead, que pouco produz jogos, mas os que tem são obras tão reflexivas e tocantes. Assim como em Limbo, no Inside, você assume o papel de um garoto sem nome, enquanto você, como jogador, quer descobrir o que houve. Usando seu já conhecido método 2.5D mesclado com 3D, o jogo te da cenários e momentos com Puzzles, Stealth, e até Sustos, numa ambientação construída para dar a sensação de claustrofobia e de prisão, como se você estivesse preso "dentro", Inside. O jogo é de fato curto, leva pouco mais de 2 horas e meia para completa-lo, mas seguir todo aquele mistério envolta do porquê aquele menino está preso no laboratório, os motivos pelo qual ele caiu daquela montanha para chegar ali, e toda a desconstrução narrativa que o jogo te passa sobre a vida, objetivos e até sobre si mesmo, é de uma forma tão fascinante, e tão bem elaborada, tornando este, até o momento presente, o meu jogo Indie favorito da atual geração.


oKardec | No Man's Sky


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O fatídico lançamento de No Man's Sky em 2016 ofuscou toda qualidade que esse game teria, taxado até hoje como um game problemático, mas na verdade a equipe da Hello Games se superaram e reinventaram o game, lançando diversas atualizações que fez o game ser praticamente "outro", se comparado aquela primeira versão. Hoje No Man's Sky é um game que te leva a viajar pelo espaço sem fim atrás de planetas e recursos nos quais você ficará horas procurando. Um game megalomaníaco, para quem se importa se a grama do planeja que você fará uma base combina com a cor do céu! Se não, é só ir atrás de um novo planeta. E por viagens e mais viagens nos confins desse espaço digital, você irá aprender a criar vários elementos, colher recursos e interagir com NPC's em pequenas missões, que por muitas vezes pode-se ser repetitivas mas não ofusca a graça do game. No Man's Sky realmente não é um game para qualquer jogador, assim como Minecraft, mas não podemos tirar o mérito conquistado por esta obra.


Renatito | Outlast 2


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Jogos de terror em primeira pessoa onde o personagem não pode se defender foram a marca dessa geração e os jogos indies desse tipo são incontáveis, porém, Outlast 2 consegue se destacar e ter sua particularidade nesse tipo de jogo que a série popularizou. O primeiro Outlast foi um projeto que chegou de mansinho e sem muitas pretensões, mas acabou fazendo muito sucesso, tanto financeiramente, quanto nas plataformas de streaming. O sucesso que Outlast e Slender: The Eight Pages fizeram pode ter sido a causa da enxurrada de jogos de terror em primeira pessoa que vimos nesta geração. Silent Hills também tem participação nisso. Enfim, com o tamanho sucesso do primeiro jogo é claro que uma continuação viria e Outlast 2 é aquele exemplo clássico de continuação em que traz mais coisas que o jogo antecessor, com gráficos mais bonitos, história mais elaborada, mais macabro, mais tempo de jogo e por aí vai. Quando falo que o jogo é ainda mais macabro que o primeiro não é brincadeira, é Red Barrels conseguiu se superar trazendo uma atmosfera ainda mais hostil e assustadora. O protagonista Blake Langermann se vê perdido com sua esposa numa aldeia povoada por fanáticos de uma seita religiosa. Você tem que tentar sobreviver enquanto descobre os segredos daquele local e do passado do personagem. As perseguições estão presentes, e dessa vez quem vai atrás de você é uma mulher bizarra com uma picareta enorme e um anão montado num ser disforme onde qualquer vacilo ele te acerta com uma flecha na cabeça. É um jogo que vai te deixar desconfortável o tempo todo e a únicas "armas" que você tem é uma câmera e suas próprias pernas. Boa sorte.


Alucard | Ruiner


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Ruiner é um jogo de tiro com visão isométrica desenvolvido pela Reikon Games e publicado pela Devolver Digital. O jogo foi lançado para PC, PS4, Xbox One e Switch no dia 26 de setembro de 2017. Sou extremamente fã do universo Cyberpunk, então um amigo me indicou esse game em 2018, porém eu não curtia jogos com visão isométrica (ou aérea) então não joguei, só que por causa de outro joguinho no universo Cyberpunk que foi adiado, fiquei com vontade de jogar qualquer game dessa temática nisso dei uma chance para Ruinner e foi uma das melhores coisas que fiz na minha vida porque desde Blade Runner e Cyberpunk 2020 que eu não fico tão emergido nessa temática, que jogo incrível. Tudo funciona neste game para começar pela parte visual que esteticamente é muito dahora, você nunca questiona se aquilo que se vê é ou não Cyberpunk. A jogabilidade é a alma desse game por se extremamente frenético, brutal e estilosa. O indivíduo sempre fica com vontade de jogar e re-jogar esse game, muito viciante. A trilha sonora dispensa comentários, todos precisam ouvi-la.


oKardec | Satisfactory


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O próprio nome já diz tudo, criar uma fabrica pode ser tão satisfatório... Em Satisfactory você está a cargo de criar e gerenciar uma fabrica automática para criar materiais para sabe-se-lá pra que... MAS VOCÊ FAZ. E para isso irá colher recursos e montar várias estruturas que irão automatizar sua fabrica, fazendo que você tenha que quebrar a cabeça de como realizar esta tarefa da melhor forma enquanto tenta sobreviver em um mundo hostil. O mapa gigante de Satisfactory deixa o game ainda mais interessante, pois vários recursos estão longe de sua base e você se vê obrigado a desbravar este ambiente estranho encarando alguns animais alienígenas pelo caminho. O game te faz gastar várias e várias horas para tarefas simples, mas que no fim é recompensada com uma produção eficiente e que demonstra o bom trabalho de seu gerenciamento criando centenas de equipamentos e materiais, e as vezes um pouco de lixo nuclear que deverá ser escondido guardado em algum lugar seguro.


Renatito | SOMA


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Talvez o jogo com o enredo mais intrigante que já joguei nos últimos anos. Gostaria de contar detalhes sobre a história dele, mas aí faltariam linhas e acabaria com a experiência de quem não jogou. O que posso adiantar é que você é um personagem que está com os dias contados, devido às sequelas de um acidente que sofreu e por isso participa como voluntário de um tratamento neurológico inovador. Do nada, o protagonista acorda no futuro e dentro de um corpo robótico, e agora ele vai em busca de respostas sobre o que aconteceu com ele, com o lugar ao seu redor e com a Terra. O tempo todo você não sabe se aquilo é real ou alucinações do personagem, e a cada nova descoberta o jogador ficará surpreso e triste ao mesmo tempo. Fiquei apreensivo o tempo todo para saber se o game teria um final feliz ou não, enquanto eu tentava sobreviver ao ambiente hostil, envolto pelo mar e por máquinas esquisitas. Se não fosse os jogos indies eu nunca teria tido uma experiência narrativa como essa. Recomendo bastante.


oKardec | Spiritfarer


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Acabou de ser lançado, mas não posso deixar de mencionar este que pode ser o melhor indie do ano, Spiritfarer é um jogo charmoso e aconchegante que é um misto de arte visual impecável, trilha sonora relaxante, mecânica simples mas funcional e uma história cativante. O jogo irá te levar por um mundo, onde você controla Stella, uma barqueira das almas, que durante o jogo deverá coletar recursos, melhorar seu barco, plantar, minerar e fazer outras atividades, enquanto conhece novos espíritos, que serão seus passageiros, e por um tempo irá conviver com você, até que finalmente, chegue a hora de dizer adeus a seus queridos amigos. Spiritfarer é um jogo de gerenciamento e com um tema sensível, que é a morte e como se despedir de quem se gosta, indispensável para quem gosta de indies pelo que representam, a liberdade dos criadores, ideias novas e histórias imaginativas. Estes dias fiz uma análise mais detalhada se quiser conferir segue o link.


oKardec | Stardew Valley


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Stardew Vallery o jogo de "fazendinha" é tudo que um pequeno jogo precisa para ser grande, um jogo carismático e divertido, ele tecnicamente não revoluciona em nada, mas usa suas mecânicas já conhecidas de forma eficaz e certeira para deixar o jogador horas e horas neste mundo pixelizado criando e cultivando mais e mais coisas, diversas e diversas vezes. A formula de sucesso: dedicação, carinho e um sonho, que fez uma pessoa só dar vida a Stardew Vallery, o game que surgiu do sonho do desenvolvedor Eric Barone que produziu o game por longos quatro anos antes de seu lançamento em 2016, e se dedicar até hoje a lançar mais e mais conteúdos para os jogadores que cada vez mais se aventuram como um fazendeiro na pequena fazenda do game. Stardew Vallery te faz preocupar com coisas simples, clima, tempo de crescimento das plantas, estações do ano, enquanto se relaciona com os vários NPC's da vila que irão te ajudar durante seu trajeto para ser o melhor fazendeiro da região, isso tudo sem deixar de tirar um tempinho para pescar um pouco ou participar dos eventos que rolam na cidade. Um game inesquecível, que te faz querer jogar ao menos um pouquinho todo dia.


Renatito | Streets of Rage 4


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26 anos depois a franquia Streets of Rage foi revivida! O quarto game honra os jogos anteriores trazendo muita pancadaria, afinal é um jogo de beat 'em-up. O jogo se passa 10 anos após os eventos de Streets of Rage 3, contando com os personagens clássicos Axel Stone, Blaze Fielding e Adam Hunter ao lado dos novatos Adam e Cherry, onde juntos lutarão contra uma organização criminosa que ganhou força em Wood Oak City. O jogo tem tudo que um beat 'em-up clássico pede: barras de hp, comidas que restauram o hp encontradas em latas de lixo, inimigos com características próprias e chefes. Aqui todo mundo bate e apanha, seja homem ou mulher, gordo ou magro, feio ou bonito, alto ou baixo, negro ou branco, sem distinções. É um jogo completinho, com campanha, cooperativo local e online e outros modos. Enquanto os hack n' slashs estão em baixa, os beat 'em up voltaram com força nessa geração através dos indies, como também pelas grandes publishers - caso de Battletoads que foi lançado ontem. O jogo tem um estilo gráfico bem bonito e com certeza você e seus amigos vão gostar.


Billy | Sundered


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O primeiro e até hoje meu favorito jogo do estúdio Thunder Lotus. Claro, sei das inúmeras qualidades e melhorias que eles fizeram em seus lançamentos futuros como Jotun e Spiritfarer, mas o que mais me cativou em Sundered é que eu não esperava tanto quando comprei-o, e no final foi uma das minhas surpresas favoritas da geração. O jogo, é uma aventura Metroidvania, inspirada em elementos Lovecraftianos, onde tem todo um misticismo, magias, e estilo característico único que facilmente pode te agradar por toda a forma em que ele te passa e prende conforme você joga. Você vai descobrindo toda narrativa e o porquê daquele mundo está quase inteiramente em ruínas, por resultado de uma Guerra, e vai coletando Fragmentos Anciãos com isto. Esses fragmentos são a chave para o final do jogo, que possui 3, e o resultado depende unica e exclusivamente de você e o que você quer fazer com eles, tendo os finais Bom, Ruim e Aceitável. Também vale destacar sua Trilha Sonora tão relaxante e ao mesmo tempo grave, que combina muito em momentos de combate e nas lutas contra os chefes do jogo, e enquanto você vaga pelo mundo, explorando, consegue ser suave e ambiental de uma maneira que não fica enjoativa, mas ao mesmo tempo também não fica esquecível.


oKardec | The Forest


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Perdido em uma floresta após um terrível acidente, você agora é caçado por canibais, mas eles serão o menor de seus problemas. Eis o inicio de The Forest, o game que surpreendeu e atraiu jogadores do mundo inteiro, sendo um dos melhores e mais difíceis jogos de sobrevivência dessa geração. Com um clima sinistro e tenso do inicio ao fim, o game te leva em uma história macabra para tentar localizar seu filho raptado durante a queda do avião. Durante o jogo você deverá construir abrigos e equipamentos para sobreviver, cassar e buscar agua e recursos para se manter sadio e são, e encarar os perigos e a escuridão das cavernas subterrâneas que rodeiam a ilha. Jogar The Forest sozinho é um desafio e tanto, e jogar com os amigos pode ser uma das experiência mais divertidas de um multiplayer cooperativo que você terá.


oKardec | This War of Mine


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Aqui cada decisão pode ser a diferença entre a vida e a morte. This War of Mine é um jogo de sobrevivência que se passa no meio de uma guerra, e você é somente um civil desprotegido que irá ter que sobreviver no meio de todo caos que circula a cidade. Sair de um local ao outro pode ser uma decisão difícil sabendo que você não sabe o que lhe aguarda, mas ficar parado no abrigo pode ser uma morte ainda mais lenta e agoniante. This War of Mine é um jogo sério que irá te fazer experimentar a agonia e sofrimento de uma guerra pela perspectiva que nenhum filme mostra. Mais um dos jogos que não é pra todos jogadores, mas que quem encara irá experimentar uma experiência incrível.


Alucard | Timespinner


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Timespinner é um jogo de plataforma desenvolvido pela Lunar Ray Games e publicado pela Chucklefish. Foi totalmente financiado pelo Kickstarter, lançado pra PC, PS4 e Xbox One em Setembro de 2018 e, posteriormente, para Switch em 4 de junho de 2020. Conheci esse game graças ao glorioso e supremo Xbox GamePass (momento caixista), e inicialmente o que me chamou atenção foi a semelhança com Castlevania: Symphony of the Night, onde toda estrutura, jogabilidade, visual e trilha sonora é praticamente copiada do jogo da Konami, mas como sempre digo, o que faz um bom jogo nem sempre é a ideia, mas a execução. A Lunar Ray Games conseguiu me levar de volta pra 1997 no PS1, como foi uma experiência incrível, então o objetivo (execução) foi alcançado. O jogo também conto com elementos de viagem no tempo claramente inspirados em Chrono Trigger. Só que o game não vive apenas disso, o que me fez realmente ficar fascinado foi a narrativa/lore em conjunto com escolhas, eu realmente quis acompanhar a jornada da “Lunais” e ver os finais da história, e como eu amo personagens femininas fortes, então ela é perfeita para mim. É uma verdadeira viagem ao passado (um trocadilho com a história do game xD).


Billy | Undertale


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Toby Fox em um dia com muita DETERMINAÇÃO teve interesse de criar um Role-Playing Game (RPG). Mas, este RPG não podia ser um jogo qualquer, o seu propósito principal iria ser contra o que todo o gênero é, de caçar suprimentos, matar inimigos sequenciamente, desafiar chefões, e encarar labirintos e masmorras. Com Undertale, você tem de fato essa opção/caminho a escolher, mas claro, o foco do jogo é que você complete-o inteiramente no modo Pacifista, sem matar nem mesmo uma florzinha, nem que ela se chame Flowey. Com fases e design pixelizados, o jogo apresenta uma diversa e imensa galeria de fases, puzzles, personagens, easter-eggs, equipamentos, e claro, múltiplos finais e linhas narrativas que se alteram conforme o que você faz. Sem dar Spoilers, é até difícil classificar como esse jogo te prende e cativa, seja pela vida dos personagens, sobre quem é você, uma mera criança que caiu no jardim e foi resgatada por uma Mãe-Cabra chamada Toriel que te desafia a continuar com ela e viver uma vida feliz, naquele subterrâneo, mesmo você sendo o único humano. Ou o porquê tem uma Flor que no início parece querer te ajudar, só para depois tentar te eliminar e coletar sua Alma, apenas para se sentir "completa". Undertale passa inúmeras mensagens sobre a vida, amizade, depressão, amor, e até mesmo dicas para ser uma pessoa melhor, e o que mais fascina é como cada peça se encaixa naquele baralho. Como suas Trilhas Sonoras arrepiantes mesmo com o estilo Retrô causam tanto impacto ao longo de todas as travessias que você faz enquanto joga-o, seja como Pacifista ou Genocida. É um jogo que sem dúvidas foi contra muito dos instintos da indústria no geral, mas brilha em todos os seus aspectos.


Billy | Untitled Goose Game


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"Quack, Quack, lembra disso Zezim Gasolina?" Deixando a brincadeira de lado, Goose Game é um brilhante exemplo de jogo com uma ideia simples, mas bem executada, e com um carisma fabuloso. Você é claro, controla o Goose, nessa mini-aventura produzida pela House House, e tem de cumprir uma tabela de objetivos, desde roubar chapéu de um fazendeiro a coletar os óculos de uma criança... ou, a roda de um carro, porque não? Com seu formato descontraído e bastante animado, o que parecia ser apenas uma piada ou brincadeira simples se tornou um dos grandes fenômenos de 2019, com o jogo do Ganso sendo popular entre pessoas de todas as idades e gostos, afinal, não a nada de mais em ser um animal tão singelo, mas tão travesso.

MENÇÕES HONROSAS


Celeste


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Disco Elysium


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Fall Guys: Ultimate Knockout


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Guacamelee! 2


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Rocket League


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Gostaram da lista? É importante darmos valor aos jogos indies, pois eles são um mar de criatividade se comparado com o deserto de ideias que é a indústria AAA atualmente, onde as grandes produtoras pouco ousam e apelam muito para remasters e remakes de obras do passado. Não menosprezem os indies. Caso não tenham lido os nossos artigos anteriores sobre os jogos da oitava geração, eles estão listados logo abaixo:

  1. Os 10 melhores jogos de Mundo Aberto
  2. Os 10 melhores jogos de Tiro em Primeira Pessoa
  3. Os 15 melhores jogos de Ação e/ou Aventura

Até breve!
renatito91
Renatito #renatito91
Historiador e fã de Xbox
Moderador do Site, 28 anos, Recife
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