Tributo aos melhores open world da atual geração
Publicado por Renatito, em .
A oitava geração de videogames está chegando ao fim. Fomos brindados com bons jogos, com jogos ruins, polêmicas e mudanças profundas na indústria que provavelmente nos acompanharão na geração a seguir. Vimos os indies crescerem e fincarem o seu espaço, os jogos A e AA cativando as pessoas por trazerem novidades apesar do orçamento limitado, como também acompanhamos os jogos AAA (Triple A) atingirem valores astronômicos. Independentemente da quantidade de As que o jogo possui ou da plataforma em que foi lançado, fato é que a atual geração nos legou bons jogos, talvez não tantos quanto outrora, mas os bons jogos estão aí.

Para irmos nos despedindo aos poucos desta geração, faremos uma série de Top 10 para homenagear os grandes jogos que vieram nesse período, começando hoje pelos games de mundo aberto, os open world, gênero que é muito querido e geralmente muito premiado na indústria. Para elaborar esta lista, contei com a ajuda do nosso Moderador Billy Butcher, sem ele esta tarefa ficaria mais difícil. É sempre complicado montar um Top 10, pois você precisa jogar uma boa quantidade de jogos daquele tema específico para ter uma maior propriedade sobre o assunto, e com a opinião duas pessoas, isso acaba sendo facilitado e as ideias acabam tendo uma amplitude maior com mais de um ponto de vista.

Para não ter brigas, a lista está disposta em ordem alfabética, e pedimos desde já a compreensão de todos caso algum jogo que é do agrado geral não esteja presente. Esperamos que vocês gostem!



OS 10 MELHORES


Renatito - Assassin's Creed Unity


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Praticamente todos os jogos que vou colocar aqui são underrated, jogos esses que foram muito criticados ou subestimados mas que são maravilhosos, e começo pelo Assassin's Creed Unity. Unity é um game fantástico com uma ambientação incrível que te traz para dentro da França no período da Revolução. A ambientação altamente imersiva é que proporciona isso, aliado de belos gráficos que me apresentaram o real salto gráfico desta geração. A movimentação de Arno é muito bem feita, talvez a melhor da série, com movimentos bem modelados de parkour. Os enigmas de Nostradamus são muito legais de se resolver, enfim, o jogo tem muitas qualidades e eu gastaria muitas linhas para descrevê-las. Caso tenha desistido do jogo na época do lançamento por conta dos bugs, dê uma nova chance a ele, ele foi corrigido e garanto que você não vai se arrepender.



Billy - Batman: Arkham Knight


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Sendo o último capítulo da franquia Batman Arkham iniciada pela Rocksteady em 2009, Arkham Knight refina tudo o que deu certo em seus jogos anteriores com um grandioso mundo-aberto que chega a ser duas vezes maior que o de Arkham Origins e City. O jogo apresenta uma imensa variedade de missões secundárias e side quests que vão ampliando a história do jogo, de forma que não fica repetitiva, desde resolver charadas a caçar mistérios por volta de Gotham City a desafios com o Batmóvel. É certo dizer que o jogo em sua linha principal de eventos pode ficar um pouco repetitivo pelo uso excessivo do veículo ao longo de muitas horas, mas no quesito de variedade de missões e ambientação vívida, este é sem dúvidas um dos (se não o) melhor jogo de Super Heróis em mundo-aberto mais refinado desta geração.



Renatito - Infamous Second Son


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Um dos jogos mais bonitos do começo da geração, outro também que me fez sentir o impacto do salto geracional. Infamous Second Son é divertido, com uma história simples mas interessante e que tá poderes muito legais se ver e usar. É o Infamous com a trama mais tranquila da franquia, e suas missões principais ou secundárias não são chatas de se fazer. Com certeza você vai se ver várias vezes apenas brincando de super herói pela cidade para poder testar cada nova habilidade aprendida. Seja agindo como mocinho ou como vilão, arrebentar os inimigos com seus poderes é uma das experiências mais gostosas e diferenciadas, prepare-se para uma explosão de partículas e neon na sua tela!



Renatito - Mad Max


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Peeeense num jogo injustiçado. Mad Max vai pra galeria de jogos que não condizem com a crítica recebida, um ótimo mundo aberto com missões variadas e várias possibilidades de personalização. A variedade de missões seja principais, seja secundárias é muito boa, você não se sente entediado. Aprimorar Max ou o Magnum Opus é uma tarefa gratificante, as melhorias são percebidas tanto no visual quanto no gameplay. Explodir carros e inimigos é uma cena linda de se ver, mas também não deixe de procurar suprimentos, não abdique de uma coisa pela outra. Warner Bros. e Avalanche Studios fizeram um jogo incrível para aproveitar a vibe do filme Mad Max: Estrada da Fúria, lançado no mesmo ano, mas pena que foi escanteado pelos jogadores e imprensa em geral.



Billy - Metal Gear Solid V: The Phantom Pain


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O último jogo da franquia Metal Gear a cargo de seu criador, Hideo Kojima, também fugiu da sua zona de conforto. Tendo sempre sido uma franquia de jogos lineares, em The Phantom Pain, a Kojima Productions decidiu expandir a fórmula para outros horizontes e trazer ainda mais maneiras de o jogador conseguir explorar o Gameplay furtivo. O jogo traz uma enorme variedade de recursos Stealth desde elementos simples que pode ser usado na jogabilidade como se esconder enquanto estar montado em um cavalo ou enganar seus inimigos com os sons de suas armas e granadas apontadas para lados diferentes. Além disso, pelo fato de ser mundo-aberto, as missões podem ser exploradas e vencidas de inúmeras maneiras diferentes, sempre com a possibilidade de você retornar a ela outra vez e bolar outra estratégia ainda mais eficaz. É certo dizer que o mundo do jogo pode ficar um pouco cansativo pela falta de vida ao seu redor, mas toda a dedicação em elementos de gameplay refinado e de alta qualidade, subindo todo o patamar da franquia Metal Gear, merece seu destaque. Não só isso, mas Metal Gear Solid V também contém mecânicas únicas como a passagem de tempo onde você pode utilizar para melhorar sua camuflagem ou espantar inimigos de suas posições para eles fazerem outras coisas.



Billy - Red Dead Redemption II


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Uma das sequências mais aguardadas da 8° Geração também não podia ficar de fora. RDR2 da Rockstar San Diego é pra muitos o ápice no quesito de jogos Mundo-Aberto, onde ele traz um rico e imenso mundo repleto de detalhes e variedades. O jogo em si conta com uma gama de mais de 50 NPC's por escala, sendo todos com falas únicas e vozes diferentes, múltiplas ações, rotinas de vida distintas uma das outras, e vários outros detalhes. Não só isso, mas casas e vilas sempre tem alguma missão ou detalhe único que coloca Red Dead Redemption 2 em uma hiper-imersão. Não só de variedade e riqueza de detalhes vive o jogo, mas também de beleza. Onde ao longo de toda a campanha vai passando e transitando desde cenários e momentos com Neve, Chuva, Sol, Primavera e etc, se tornando um primor técnico neste quesito. Além disso, Red Dead Redemption II traz uma boa gama de missões secundárias, que apesar de suas limitações de Gameplay por tentar abordar tudo linearmente, é divertido, tem uma estrutura bem elaborada e amplia mais da história principal do forasteiro Arthur Morgan.



Renatito - Sunset Overdrive


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Sunset Overdrive foi uma grata surpresa. Um jogo louco de mundo aberto, muito colorido e com identidade própria. Personagens falando palavrão, fazendo idiotices, armas nonsense e muito mais são os ingredientes deste ótimo jogo de mundo aberto, que é desconhecido por muitos. Não espere encontrar seriedade ou razão em Sunset Overdrive, nada nele é pra se levar a sério, apenas vá explodindo os furúnculos mutantes compostos de energéticos. Um dos melhores jogos dos primeiros anos de vida do Xbox One.



Billy - The Legend of Zelda: Breath of the Wild


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Breath of the Wild é o jogo que mudou diversos elementos da franquia Zelda mas ao mesmo tempo se manteve fiel a ela, trazendo a magia que sempre está ao redor, apesar de ter operado em um Mundo-Aberto. A Nintendo dessa vez teve uma grande uma grande inspiração em jogos como Skyrim e The Witcher 3, mas com sua técnica, colocou tudo em um formato que se encaixe perfeitamente nos padrões da franquia Zelda. Os detalhes de seu mundo junto de sua beleza neste formato mais Artístico do que foto-realista torna tudo ainda melhor, sendo possível explorar e descobrir cenários cada vez mais lindos quanto mais você anda e explora o jogo, além de suas próprias ferramentas de combate e exploração adaptáveis e bem elaboradas, tornando isso numa grande aventura ao lado de Link.



Billy - The Witcher 3: Wild Hunt


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Para os íntimos, o Bruxeiro. Com este jogo, a CD Projekt repopularizou e trouxe de volta a vida com maestria a arte de um bom RPG Ocidental. Witcher 3 é o fechamento da trilogia de Geralt of Rivia, e é para muitas pessoas o atual jogo favorito da geração de Xbox One e PlayStation 4. Lançado em 2015, o jogo traz uma rica narrativa envolvente ao laeo de seus personagens, além de um mundo enorme e cheio de detalhes, desde Mini-Games como o Gwent á opções de relacionamento e Side-Quest perfeitamente encaixadas e que não ficam repetitivas mesmo após horas de jogatina. Um dos poucos defeitos do jogo (e da franquia no geral) é o combate, mas que não atrapalha ao longo da jogatina devido o quão bem é feito as outras partes dessa aventura Polonesa. Toda a beleza e construção de mundo é bem criada de forma excepcional, além de quê as missões secundárias do jogo trazem grandes benefícios ao longo de sua própria jornada, dando a liberdade ao jogador de poder realizá-las da forma que quiser e na hora que desejar, algo que muitas empresas erram em seus jogos e trazem mundos grandes e repetitivos apenas para encher linguiça. A CD Projekt foi contra isso, e fez questão de tratar todo o mundo de jogo como um elemento a mais de toda a narrativa, carregada de momentos únicos e desfechos um tanto diferentes para a época em que foi lançado. Vale lembrar que The Witcher 3 também conta com Expansões e DLC's de história que quase são um jogo inteiramente novo, de tão bem trabalhados e bem feitos. Com novas narrativas e alterações em personagens, detalhes do mundo e até missões mais variáveis, caso fique com saudade do jogo após completá-lo, saiba que ainda há muita aventura com Rise of Iron e Blood and Wine, ambos conteúdos de The Witcher 3.



Renatito - Watch Dogs


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Sim, eu sei do downgrade. Sei da promessa não cumprida da Ubisoft, mas mesmo assim Watch Dogs é um jogo excelente. Muito divertido de se jogar, combinando mecânicas de tiroteio com habilidades hacker. Gameplay fluido numa Chicago gostosa de se explorar. É muito engraçado montar armadilhas contra os inimigos, dando aquela vontade de fazer de novo, e de novo e de novo. A trama é simples e madura, diferente de seu sucessor (e parece que do Watch Dogs Legion também), ela faz o feijão com o arroz. Até o multiplayer dele é legal de se jogar, passei várias horas entretido no modo de "esconde-esconde". Watch Dogs pode não ser tudo aquilo que foi prometido, mas a diversão pelo menos você vai ter.



MENÇÕES HONROSAS


Assassin's Creed IV: Black Flag


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Dead Rising 3


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Dragon Age: Inquisition


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Horizon Zero Dawn


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Marvel's Spider-Man


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E chegamos ao fim de mais um Top 10. Agradeço novamente ao Billy Butcher pela colaboração, e esperamos que vocês tenham gostado da lista. Não esqueçam de participar no campo dos comentários e digam quais jogos de mundo aberto que vocês mais gostaram desta geração. Nos vemos na próxima, até breve!
renatito91
Renatito #renatito91
Historiador e fã de Xbox
Moderador do Site, 28 anos, Recife
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