Pragmata estreou com críticas positivas e rapidamente entrou na conversa sobre os chamados “jogos de pai tristes”, um estilo de jogos marcados pela relação pesada e melancólica entre uma figura paterna e uma criança. Mas o diretor do jogo, Yonghee Cho, rebateu essa classificação em entrevista ao PC Gamer com um argumento direto: ele simplesmente não é um pai triste.
“Tenho uma filha com mais ou menos a idade da Diana, e um filho mais velho também”, disse Cho. “Acho que não se encaixaria na categoria de ‘pai triste’, e uma das razões pelas quais penso isso é porque não sou um pai triste — sou um pai muito feliz. Quando estava criando a história e as ações dos personagens, me coloquei muito no lugar deles, e me considero bastante feliz.”
Companheirismo acima da paternidade
O jogo acompanha Hugh, um sujeito completamente fora de sua zona de conforto, e Diana, uma jovem androide curiosa e entusiasmada. A dinâmica entre os dois poderia facilmente resvalar para algo melodramático, mas Cho explica que a equipe tomou uma decisão consciente de construir a relação sob outra ótica: a da parceria.
“Não é apenas uma dinâmica de pai e filho. Se focássemos exclusivamente nisso, jogadores que não têm filhos poderiam ter mais dificuldade de se conectar. Mas ter esse elemento de ‘dupla’ ali permite um alcance muito maior e uma sensação mais leve”, afirmou o diretor, descrevendo a relação como uma sensação de cooperação e ajuda mútua.
A filha que se identificou com Diana
Durante a conversa com o PC Gamer, Cho também revelou um momento pessoal que ilustra bem o tom do jogo. Ao assistir a uma cena dramática da história, sua filha virou para ele e disse: “Você não pode me deixar sozinha!”. A identificação dela com Diana foi imediata.
“Eu disse a ela: ‘Tudo bem, Hugh não é seu pai — eu sou seu pai! Estou aqui’», contou Cho, enquanto reconfortava sua filha.
Fonte: PC Gamer