A sequência Okami sequel está sendo desenvolvido em um ambiente de ampla liberdade criativa. Em entrevista ao VideoGamesChronicle, o diretor Hideki Kamiya revelou que a Capcom confia plenamente no estúdio Clovers e adota uma postura totalmente livre durante o processo de desenvolvimento, deixando a equipe trabalhar no seu próprio ritmo, sem cobranças ou interferências constantes.
A declaração chama atenção especialmente pelo contexto: a Clovers é um estúdio relativamente jovem e que ainda não lançou nenhum jogo no mercado. Mesmo assim, segundo Kamiya, a parceria com a Capcom é sólida e bem alinhada em termos de filosofia criativa e comercial.
“Uma coisa que vou acrescentar sobre a nossa situação atual é que temos muita sorte de ter uma relação incrível com a Capcom. Eles estão muito cientes de qual é a nossa filosofia quando se trata de criar jogos, e apoiam muito essa abordagem e a compreendem profundamente”, disse Kamiya.
O diretor foi além ao detalhar como esse equilíbrio entre os lados criativo e comercial do projeto está sendo tratado pelos dois lados. Para ele, a sintonia entre Clovers e Capcom é o que permite que ele se dedique inteiramente ao desenvolvimento do jogo, sem se preocupar com pressões externas.
“Acho que tanto a Clovers quanto a Capcom estão muito bem alinhadas quando se trata de fazer de Okami o melhor jogo que ele pode ser. Todos os jogos consistem em um lado criativo e um lado comercial, mas acho que ambas as empresas estão muito alinhadas em termos do equilíbrio correto entre esses dois aspectos para este jogo em particular. E assim, por termos essa relação mútua de confiança, consigo sentar e simplesmente aproveitar meu tempo criando e desenvolvendo o jogo, sabendo que a Capcom nos apoia a cada passo do caminho”, afirmou Kamiya.
A dinâmica de trabalho descrita por ele é bastante específica: quando a Clovers identifica uma nova funcionalidade que quer implementar, a Capcom não exige atualizações frequentes nem questiona cada decisão tomada. O publisher simplesmente aguarda até que o estúdio esteja pronto para fazer uma demonstração.
“Se dizemos ‘ei, há uma nova funcionalidade que estamos pensando’ ou ‘queremos fazer esse tipo de coisa’, eles simplesmente confiam em nós implicitamente e nos deixam fazer, esperando até que mostremos quando achamos que está num estado bom. Então, em vez de tentar questionar cada decisão ou tentar nos apressar e esperar essas atualizações frequentes ao longo do caminho, é muito mais como: ‘ei, gostaríamos de fazer isso’, eles dizem ‘ok, ótimo… mostre para nós quando achar que está pronto para ser mostrado’. Então, sinto que há muita confiança, mas também muito respeito”, detalhou o diretor.
Enquanto o desenvolvimento avança, a Clovers também tem trabalhado no crescimento gradual da equipe. No mês passado, o estúdio reforçou de forma significativa o seu departamento de áudio com a contratação de vários veteranos da indústria que já trabalharam em títulos como o Okami original, The Wonderful 101 e Bayonetta, entre outros.
Nas redes sociais, os fãs se mostram otimistas com o jogo, demonstrando confiança em Hideki Kamiya e na parceria entre a Clovers e a Capcom, acreditando que a liberdade criativa pode resultar em um jogo mais fiel à visão da equipe.
Por outro lado, surgiram algumas ressalvas pontuais. Usuários citaram Bayonetta 3, pedindo que Kamiya não “estrague” Okami 2 como fez com a franquia de ação. No geral, porém, o sentimento predominante foi de expectativa e confiança, especialmente pela percepção de que a Capcom está dando espaço para a Clovers desenvolver o projeto sem pressão excessiva.
Okami é um dos jogos mais clássicos da época do PS2. O jogo se tornou um fenômeno cult graças a sua identidade visual marcante e um mundo extremamente único. Inspirado na arte tradicional japonesa, seu estilo de pintura sumi-e transforma cenários e personagens em uma espécie de tela viva, enquanto a mecânica do Pincel Celestial leva essa estética diretamente para a jogabilidade, algo que até hoje se mantém como algo único nos jogos.
Fonte: GamingBolt
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