Wolverine não ficará pelado em seu novo jogo
O novo gameplay de Marvel’s Wolverine chamou atenção não apenas pela violência e pelo sistema de regeneração de Logan, mas também por um detalhe curioso: depois de ser rasgado durante os combates, o próprio traje do personagem acaba se reconstruindo. Agora, a Insomniac Games explicou a decisão e não existe nenhuma justificativa elaborada envolvendo tecnologia especial ou poderes secretos.
Em uma entrevista à IGN, o chefe de tecnologia da Insomniac, Mike Fitzgerald, e a diretora sênior de projeto Jess Reiner-Reed revelaram que a ideia nasceu principalmente de uma necessidade prática. Com a quantidade de dano que Wolverine sofre durante as batalhas, manter todas as marcas permanentemente significaria que Logan acabaria passando boa parte das missões usando apenas pedaços de sua roupa.
Segundo Fitzgerald, a equipe precisou encontrar um equilíbrio entre mostrar as consequências do combate brutal e preservar a aparência do personagem durante a aventura. Em determinados momentos, portanto, as roupas são restauradas para que Wolverine não permaneça completamente destruído visualmente durante longos trechos.
Reiner-Reed contou que versões anteriores do sistema deixavam Logan com as roupas rasgadas por tempo demais. Para a desenvolvedora, isso também prejudicava a sensação de poder que a equipe queria transmitir enquanto o jogador controlava o mutante.
“Acho que, principalmente, há algumas questões práticas envolvidas”, começou Fitzgerald. “Não dá para jogar a maior parte do jogo vestindo apenas trapos no corpo. Então, buscamos o equilíbrio certo entre roupas que reflitam a jogabilidade e o combate brutal, e também os momentos certos para que elas se regenerem, proporcionando aquela sensação cinematográfica ideal do Wolverine.”
Isso não significa que a Insomniac tenha simplificado os efeitos de dano. Pelo contrário: o estúdio afirma ter investido bastante na maneira como ferimentos, sangue e destruição das roupas são representados durante as lutas.
Fitzgerald explicou que parte do sangue mostrado no jogo utiliza um sistema dinâmico de partículas, em vez de depender exclusivamente de efeitos previamente preparados. O sangue pode atingir Logan, permanecer em seu corpo e até ser lavado quando o personagem entra na água, deixando rastros no ambiente.
“Investimos muito em como os danos são refletidos nele, em seu traje, nos inimigos e em seus trajes”, explicou Fitzgerald. “E então, conforme você os ataca, os respingos de sangue que saem deles são resultado de uma tecnologia de fluidos realmente interessante. Não são apenas efeitos visuais pré-renderizados. São partículas de sangue reais que saem. Elas atingem o chão e deixam a mesma marca de respingo que deixariam se atingissem Logan. Deixam sangue lá. Se ele anda na água, o sangue é lavado e deixa redemoinhos na água.”
Essa preocupação combina com o que a própria Insomniac já havia mostrado anteriormente. No material oficial divulgado durante o State of Play de junho, o estúdio descreveu Marvel’s Wolverine como uma aventura para um jogador deliberadamente brutal, violenta e focada em combates agressivos.
O dano sofrido por Logan também não é apenas cosmético. A regeneração faz parte diretamente do combate: sua barra de Fúria pode ser usada para ativar o fator de cura, enquanto os ferimentos no corpo acompanham seu estado de saúde. Em entrevista anterior, o diretor Mike Daly explicou que a equipe queria que o jogador pudesse perceber visualmente o dano e acompanhar a recuperação de Wolverine em tempo real.
A própria Insomniac oferece inclusive opções de acessibilidade que permitem modificar elementos como sangue dinâmico, desmembramento e a representação visual dos ferimentos e da regeneração no corpo de Logan.
Marvel’s Wolverine será lançado em 15 de setembro de 2026 para PlayStation 5.
Fonte: IGN
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